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A forma certa de fazer a prancha sem sobrecarregar a lombar

Pequenos ajustes mudam completamente o efeito da prancha no corpo

Por Helena Saigh
27 jan 2026, 18h00 •
Prancha
Alinhamento e ativação fazem toda a diferença nesse exercício. (freepik/Freepik)
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  • A prancha é um dos exercícios mais populares para fortalecer o core, mas também um dos mais mal executados nas academias. Quando feita de forma incorreta, em vez de proteger a coluna, ela pode sobrecarregar a lombar e gerar desconforto ou dor após o treino. O problema não está no exercício em si, mas na forma como o corpo se organiza durante a execução.

     

    Dentro de uma perspectiva funcional, “o core tem como função estabilizar a região central tanto em ações estáticas, como na manutenção de posturas diárias, quanto produzindo estabilidade para treinos de força”, afirma Roberto Grisa, mestre em Movimento Humano e professor do curso de Musculação Avançada na Faculdade UNIGUAÇU.

    Por que a lombar sofre na prancha mal feita

    A principal função da prancha é manter a coluna estável enquanto o core trabalha de forma isométrica. Quando o abdômen não está devidamente ativado, a lombar tende a ceder, criando uma curvatura excessiva. Esse desalinhamento transfere a carga para a região lombar, que não deveria ser o foco do exercício.

    Um estudo publicado no Journal of Strength and Conditioning Research mostrou que a ativação inadequada do transverso abdominal reduz a eficiência da prancha e aumenta a sobrecarga na coluna lombar.

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    Além disso, “pesquisas mostram que a ativação consciente do abdômen durante os treinos reduz significativamente a incidência de dor lombar e melhora a função postural”, cita o Dr. Daniel de Abreu Oliveira, ortopedista especialista em coluna vertebral.

    Como alinhar o corpo corretamente

    Para executar a prancha de forma segura, o corpo deve formar uma linha reta da cabeça aos calcanhares. Os cotovelos precisam ficar alinhados logo abaixo dos ombros, evitando tensão excessiva nas articulações. O olhar deve apontar para o chão, mantendo o pescoço neutro.

    Antes mesmo de sustentar a posição, é fundamental ativar o abdômen, como se estivesse aproximando o umbigo da coluna. Essa ativação ajuda a estabilizar a pelve e evita que a lombar arque durante o exercício.

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    Abdômen contraído não é prender a respiração

    Um erro comum é confundir ativação do core com prender o ar. Durante a prancha, a respiração deve ser contínua e controlada. Estudos publicados no European Journal of Applied Physiology indicam que respirar adequadamente melhora a estabilidade do tronco e reduz a tensão desnecessária na lombar durante exercícios isométricos.

    Prender a respiração aumenta a pressão interna e pode prejudicar a execução, especialmente em séries mais longas.

    Por que contrair o core durante os exercícios?

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    Ajustes simples que protegem a lombar

    Alguns pequenos ajustes ajudam a evitar sobrecarga. Contrair levemente os glúteos contribui para estabilizar a pelve. Manter os pés um pouco mais afastados aumenta a base de apoio e facilita o controle do corpo, especialmente para iniciantes.

    Caso ainda haja desconforto, a prancha com os joelhos apoiados no chão pode ser uma alternativa temporária até que a força do core evolua, sem abrir mão da técnica correta.

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