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Liberação miofascial: quando vale a pena e como fazer em casa

A técnica pode aliviar tensões e melhorar a mobilidade

Por Helena Saigh
10 fev 2026, 20h00 •
liberação miofascial
Ela ajuda a reduzir rigidez, melhorar a sensação de movimento e preparar o corpo, desde que seja feita com critério e sem exageros.  (javi_indy/Freepik)
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  • A liberação miofascial deixou de ser um recurso restrito a clínicas de fisioterapia e passou a fazer parte da rotina de quem treina. Rolinhos, bolas e até garrafas improvisadas ganharam espaço antes ou depois do treino, mas ainda existe muita dúvida sobre quando essa técnica realmente ajuda e como usá-la da forma correta.

    A fáscia é um tecido conjuntivo que envolve músculos, articulações e órgãos, funcionando como uma rede de sustentação do corpo. Quando essa estrutura perde mobilidade, seja por sedentarismo, excesso de treino ou movimentos repetitivos, podem surgir rigidez, desconforto e sensação de “travamento” muscular.

    Quando a liberação miofascial vale a pena

    A liberação miofascial costuma ser mais indicada em situações de tensão muscular, redução de mobilidade e dores relacionadas ao acúmulo de carga ou esforço repetitivo. Ela não substitui o fortalecimento muscular nem corrige falhas de treino, mas pode ajudar a preparar o corpo ou aliviar desconfortos pontuais.

    Um estudo conduzido pela Universidade de São Paulo (USP) e publicado na Revista Brasileira de Fisioterapia mostrou que técnicas de liberação miofascial podem melhorar temporariamente a amplitude de movimento e reduzir a sensação de rigidez muscular, especialmente quando aplicadas após o exercício.

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    Pesquisas da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) também indicam que a técnica pode auxiliar na percepção de dor muscular tardia, aquela que aparece um ou dois dias depois do treino, embora os efeitos sejam mais perceptíveis no curto prazo.

    O que a liberação miofascial faz e o que ela não faz

    É importante alinhar expectativas. A liberação miofascial não “quebra” nódulos, não elimina gordura localizada e não substitui descanso ou tratamento médico. O que ela faz é estimular mecanicamente o tecido, favorecendo relaxamento muscular, melhora da circulação local e maior consciência corporal.

    Como fazer liberação miofascial em casa

    Para quem quer aplicar a técnica em casa, o mais comum é o uso de rolos de espuma ou bolas firmes. O movimento deve ser lento e controlado, sem pressa. Ao encontrar um ponto mais sensível, a orientação é manter a pressão por alguns segundos, respirando de forma calma, até que o desconforto diminua.

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    Não é necessário sentir dor intensa. Estudos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) destacam que pressões excessivas podem gerar efeito contrário, aumentando a tensão muscular em vez de promover relaxamento.

    A liberação pode ser feita antes do treino, quando o objetivo é melhorar mobilidade, ou após o exercício, para aliviar a sensação de rigidez. Em ambos os casos, o tempo total costuma variar entre 5 e 10 minutos.

    Quando evitar ou ter cautela

    A técnica não é indicada em casos de lesões agudas, inflamações importantes, hematomas, trombose ou dores de origem desconhecida. Pessoas com condições específicas devem buscar orientação profissional antes de incluir a liberação miofascial na rotina.

    Segundo o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), a prática caseira deve ser vista como complementar, e não como substituta de avaliação clínica quando há dor persistente.

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