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Definição muscular: a genética pode limitar seus resultados finais?

Entenda até que ponto os genes impactam a definição corporal e o que ainda depende dos hábitos

Por Helena Saigh
17 mar 2026, 18h00 • Atualizado em 18 mar 2026, 14h55
Corpo definido
A genética influencia a forma como o corpo responde ao treino, mas não determina totalmente os resultados. (serhii_bobyk/Freepik)
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  • A dificuldade em alcançar um corpo mais definido costuma gerar dúvidas: será que existe um limite genético para isso? A resposta é que a genética influencia, mas não determina completamente os resultados.

    Fatores como distribuição de gordura, facilidade para ganhar massa muscular e até o formato do corpo têm relação com características genéticas. Isso significa que cada pessoa pode responder de forma diferente ao treino e à alimentação.

    O que a genética realmente influencia

    A genética pode interferir, por exemplo, na forma como o corpo armazena gordura e na velocidade com que ela é reduzida. Estudos publicados no Journal of Applied Physiology mostram que diferenças genéticas influenciam a resposta ao treinamento físico, incluindo ganho de força e alterações na composição corporal.

    Além disso, uma revisão do Sports Medicine aponta que há variações individuais importantes na capacidade de hipertrofia muscular, o que ajuda a explicar por que algumas pessoas evoluem mais rápido do que outras.

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    Testes genéticos podem indicar predisposições

    Hoje, existem exames que analisam predisposições relacionadas ao desempenho físico e à composição corporal. Segundo Tatiane Fujii, médica patologista do Centro de Genomas, em São Paulo, esses testes podem ajudar a entender melhor o perfil individual. Estudos apontam que é possível identificar, por meio de análises laboratoriais, tendências relacionadas à aptidão física.

    “Se uma praticante de corrida, por exemplo, verificar que sua aptidão é favorável à força, não quer dizer que terá que parar de correr. Mas, com a orientação correta, poderá dar mais atenção a um treino personalizado de força, melhorando a performance e diminuindo o risco de lesões”, explica.

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    Exames como o Genogym Master, feito com coleta de saliva, analisam variações genéticas ligadas à composição corporal e ao desempenho esportivo. “Vale dizer que o teste genético é preditivo, e não diagnóstico, ou seja, não deve ser encarado como uma sentença final”, alerta Tatiane.

    Genética influencia, mas não define tudo

    Apesar da influência genética, fatores como treino, alimentação, sono e consistência ao longo do tempo continuam sendo determinantes para a definição corporal.

    Pesquisas do Journal of Strength and Conditioning Research indicam que intervenções adequadas de treinamento e nutrição podem gerar mudanças significativas na composição corporal, independentemente das diferenças genéticas iniciais. Na prática, isso significa que a genética pode influenciar o ritmo e o tipo de resultado, mas não impede a evolução.

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