Conheça a dieta nórdica

Nutricionalmente equilibrada, a dieta foi considerada pela OMS uma das melhores quando o assunto é saúde plena

Por Amanda Ventorin Atualizado em 16 nov 2021, 16h49 - Publicado em 16 nov 2021, 14h00

Originada no norte europeu, a dieta nórdica se baseia no consumo de alimentos integrais, vegetais de folhas verdes, raízes, frutas no geral (principalmente as vermelhas), legumes, laticínios (com baixo teor de gordura) e peixes. Um estudo de 2018 da OMS (Organização Mundial da Saúde) a indicou como uma das melhores dietas para a saúde plena.

Isso porque ela possui um plano alimentar nutricionalmente equilibrado. “É uma dieta rica em alimentos antioxidantes, que combatem o envelhecimento celular e a oxidação do colesterol ruim, diminuindo assim a formação de placas gordurosas nas artérias e consequentemente o risco de doenças cardiovasculares.

Os peixes são ricos em ômega-3, um tipo de gordura que tem papel protetor ao coração, cérebro, olhos e articulações, conta a nutróloga Nathalia Danelli

Além disso, pelo fato de ser uma dieta rica em alimentos integrais, garante melhor funcionamento do intestino.

Outro ponto extremamente positivo é que neste tipo de dieta são excluídos alimentos industrializados com alto teor de açúcares, sódio e conservantes, fast food e massas, que estão relacionados com o aumento de peso corporal, risco de doenças como diabetes, hipertensão arterial e cardiopatias.

Além disso, sua estratégia alimentar pode até mesmo ajudar a preservar o meio ambiente e a sustentabilidade. “Esses fatores podem ser considerados importantes do ponto de vista nutricional e ambiental. Porém, sabe-se que não há apenas a dieta nórdica nos dias atuais que beneficiam o ser humano e o ambiente de forma mútua” evidência a nutricionista Natalia Barros.

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Diferenças com a alimentação brasileira

Por se tratar de uma alimentação comum do norte da Europa, diversos fatores (sociais, geográficos) separam esses pratos da realidade brasileira.

A dieta nórdica apresenta uma proposta de beneficiar a saúde e o ambiente, sendo composta por vegetais, frutas, verduras, grãos e proteínas marinhas, além de não ser baseada em carboidratos refinados, alimentos ultraprocessados e carnes vermelhas.

No Brasil, as pessoas têm o hábito de consumir grandes quantidades de carne vermelha, grãos não-integrais, embutidos e alimentos ultraprocessados. O tipo de óleo usado também é bem diferente, já que por aqui as pessoas têm o hábito de consumir o azeite de oliva, enquanto nos países nórdicos o óleo mais abundante é o de colza, similar ao de canola”. conta Nathalia Danelli. 

E quais seus pontos negativos?

Esse tipo de alimentação valoriza muito a cultura local de sua origem, e o solo, clima e o cultivo (que são diferentes em relação ao Brasil) podem fazer com que esse tipo de dieta não seja tão acessível, comparada a outras mais comuns no país. “A solução seria realizar ajustes como, por exemplo, substituir as frutas vermelhas que são facilmente encontradas nesses países (denominadas berries) por outras frutas que contenham o mesmo teor de antioxidantes e sejam mais facilmente encontradas aqui, como o açaí e as frutas cítricas como limão, laranja e tangerina.

Os principais tipos de peixes consumidos nos países nórdicos são o arenque e o bacalhau, que no Brasil são caros mas podem ser substituídos pela cavala”, sugere Nathalia.

Apesar de ser nutricionalmente equilibrada, é preciso consultar um especialista para adotar esse tipo de dieta, pois cada corpo é um organismo e possui necessidades diferentes. “Todo tipo de dieta deve ser proposto por profissional capacitado e de acordo com as necessidades do paciente em questão. Seguir uma dieta por modismo, sem conhecimento, pode ser prejudicial à saúde” finaliza Nathalia.

 

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