Consumo excessivo de isotônico: entenda quais são os riscos

Isotônicos podem ajudar na recuperação pós-treino intenso. Mas atenção: o uso indevido traz riscos. Saiba quando e como usar!

Por Juliany Rodrigues 15 Maio 2026, 22h00
Jovem atlético de moletom cinza com capuz e fones de ouvido brancos, bebendo água de uma garrafa preta em uma pista de corrida, com o sol brilhando ao fundo e prédios desfocados
Consumo excessivo de isotônico: entenda quais são os riscos | (Magnific/Magnific)
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O isotônico está entre os produtos mais conhecidos do universo fitness, sendo uma bebida formulada para repor líquidos perdidos, carboidratos e eletrólitos. Apesar de realmente ser uma boa opção em alguns casos específicos, quando consumido em excesso e sem necessidade, ele pode fazer mais mal do que bem.

“O consumo frequente sem necessidade pode aumentar ingestão de sódio e açúcar de forma desnecessária. Dependendo da quantidade e da frequência, isso pode contribuir para retenção de líquido, aumento calórico e piora metabólica ao longo do tempo”, explica o médico Rafael Reis.

Um dos problemas mais frequentes associados ao consumo do isotônico é acreditar que ele pode funcionar como um substituto da água.

“A água continua sendo a principal e mais importante forma de hidratação cotidiana. O isotônico deve ser usado de maneira estratégica e não como substituto habitual da água”, reforça o médico.

Quando o isotônico realmente é indicado?

Os isotônicos podem ser indicados para a reposição de água, eletrólitos e carboidratos após exercícios prolongadas ou de alta intensidade, principalmente quando há grande perda de suor.

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A bebida pode ser útil em situações como corridas de longa distância, treinos extenuantes em dias muito quentes e atividades com duração superior a uma hora.

Caminhadas, musculação moderada ou exercícios leves não são atividades que costumam exigir o consumo de isotônicos, sendo que, nessas situações, a água tende a ser suficiente para preservar a hidratação.

Quais são os riscos do consumo excessivo?

Os isotônicos não devem ser encarados como bebidas de uso livre no dia a dia. Quando utilizados do jeito incorreto, podem trazer consequências negativas ao funcionamento do organismo.

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“Pode aumentar retenção hídrica, pressão arterial e ingestão calórica. Em pessoas predispostas, o consumo excessivo também pode contribuir para pior controle glicêmico e aumento do risco cardiovascular”, alerta Reis.

Vale destacar que a bebida não é uma boa opção para pessoas que sofrem com hipertensão, doença renal ou retenção de líquidos ou que tenham histórico de problemas cardiovasculares.

Como saber se você está exagerando?

“Retenção de líquido, aumento de sede, inchaço, piora da pressão arterial, ganho de peso e aumento do consumo calórico diário podem ser sinais indiretos de excesso”, finaliza o médico.

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