Você sabe de onde vem a carne que você come?

Relatório do Greenpeace revela que o desmatamento, trabalho escravo e violência no campo podem estar na mesa do brasileiro

Por Redação Boa Forma Atualizado em 23 set 2020, 12h17 - Publicado em 19 nov 2015, 13h02

Alguns anos atrás, o Greenpeace divulgou o relatório “Carne ao Molho Madeira – Como os supermercados estão ajudando a devastar a Amazônia com a carne que está em suas prateleiras”. O objetivo do projeto é mostrar como os principais supermercados do Brasil não garantem que a carne comercializada respeita o meio ambiente e os direitos humanos.

O levantamento analisou informações de sete redes de supermercados brasileiros – Walmart, Carrefour, Grupo Pão de Açúcar, Cencosud, Comper, DB e Y.Yamada – e mapeou como cada um deles está lidando com o problema. O resultado? Dentro da avaliação das empresas, nenhuma atingiu o índice considerado pela organização como verde (ecologicamente correto) – a pontuação máxima que cada supermercado podia atingir era 100%. O Walmart se destacou com 62% dos requisitos considerados fundamentais. Em segundo lugar, o Carrefour atingiu 23%. Já o Grupo Pão de Açúcar (GPA), maior empresa do setor, totalizou 15%.

Além disso, três aspectos da política de compra também foram avaliados: a existência e o alcance destas políticas, os critérios de cada uma delas e a transparência do supermercados com seus consumidores.

Ainda segundo o relatório, a carne que você compra nos supermercados vem dos frigoríficos. E dezenas deles atuam na Amazônia. Mas apenas 3 assumiram, desde 2009, o compromisso de não comprar boi de fazendas que têm novos desmatamentos, que usam trabalho escravo ou que estão dentro de terras indígenas.

O objetivo, de acordo com o texto publicado no site da organização, é diminuir o desmatamento e a emissão de gases de efeito estufa e incentivar o consumidor a repensar suas compras, seja em quantidade ou em procedência. Confira o relatório completo aqui:

“Carne ao Molho Madeira – Como os supermercados estão ajudando a devastar a Amazônia com a carne que está em suas prateleiras”.

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