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O universo da corrida de um jeito que você nunca viu! Por Maraísa Bueno

Quando a cabeça trava e você quebra no meio da prova

Os 30km da Run The Bridge foram muito além do desafio físico em 2026

Por Maraísa Bueno 1 set 2026, 19h00 | Atualizado em 2 set 2026, 08h12
Vista aérea de uma maratona na Marginal Pinheiros, em São Paulo, com centenas de corredores de camiseta laranja. À direita, a Ponte Estaiada e trilhos de trem. À esquerda, prédios altos e árvores. Um letreiro azul indica faltam 500m
 (Adam Tavares/Divulgação)
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Nós, mulheres, passamos pela temida TPM, que, para muitas, aparece de uma forma diferente a cada mês. Às vezes, o corpo fala, com dores e inchaços. Outras vezes, a cabeça fica a milhão, com insônia, ansiedade e tudo mais. Quem já passou por isso, levanta a mão!

Na minha última prova, acabei quebrando no km 22 (dos 30km da Run The Bridge). Acredito que tenha ficado nervosa com a prova (sim, eu fico com todas as provas, independente da distância), com receio de perder o horário e acabei não dormindo o suficiente para descansar e correr com mais confiança. 

Vista aérea noturna de uma corrida de rua com centenas de pessoas em uma via elevada, usando camisetas coloridas, principalmente laranja e azul. Ao fundo, a silhueta iluminada de prédios urbanos e complexos de viadutos, com algumas árvores e vegetação nas laterais da pista. O céu está escuro, indicando a noite.
(Adam Tavares/Divulgação)

E foi isso: os primeiros 10km, consegui fazer sem dores, mas depois da metade da prova, a cabeça começou a falar mais alto e ao completar o km 22, acabei parando e caminhando o restante da prova. 

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Não estava preocupada com tempo, queria apenas completar a prova e foi isso que acabei fazendo. Claro que fiquei decepcionada no início, mas depois vi que estava tudo bem caminhar e estava tudo bem entender meus limites e não ultrapassá-los, ainda mais nessa fase da TPM! 

A gente precisa parar um pouco de achar que andar em provas é algo “errado”. E não é nem um pouco. Caminhar, recuperar o fôlego fazem parte e podem acontecer, independente da distância! Eu entendi meus limites, que não precisava me esforçar e tudo bem! Que venha a próxima prova!

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E falando na Run The Bridge…

A Brooks Run The Bridge é uma prova que eu, particularmente, gosto muito em São Paulo, pelo desafio: a largada e chegada são na Ponte Estaiada, ponto turístico da capital paulista. 

Para quem passa pela ponte de carro não tem muita noção do quanto é desafiador subir e descer todas as suas alças (e isso acontece praticamente nos 5 kms finais). 

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Além disso, para quem está em ciclo de maratona, é uma prova que pode ser um bom treino de preparação para os 42km, independente do percurso. 

Quem quer ser maratonista precisa treinar quantas horas por dia?

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Esse ano, a prova contou com quatro distâncias: 5, 10, 15 e 30 kms, batendo o recorde de 8.567 corredores, de 21 países e 24 estados, mais o Distrito Federal. 

Multidão de pessoas com celulares erguidos filmando fogos de artifício vermelhos explodindo sobre a Ponte Estaiada, iluminada em vermelho, durante a noite. À frente, um pórtico azul com FINISH START RUN THE BRIDGE e banners de patrocinadores. O céu está escuro, e postes de luz iluminam a cena.
(Adam Tavares/Divulgação)
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Outra curiosidade que chamou a atenção foi a divisão de atletas femininos e masculinos que está quase ficando igual. Em 2026, estavam inscritos 47% de atletas do sexo feminino e 53% do sexo masculino, registrando um crescimento de 4,6% e 13,4% em cada gênero, em comparação à edição do ano passado.

A estrutura da prova é outro ponto que eu analiso enquanto estou correndo: água, isotônico e até esponja com água para a gente refrescar estavam espalhados pelos kms da prova (e banheiros químicos também, estavam bem distribuídos no percurso para todas as distâncias). 

Vencedores dos 30km

Os grandes destaques dos 30km foram Michael Passos e Marina Richwuin, que concluíram a prova em 1h43min55s e 1h57min07s respectivamente. 

“Foi minha primeira vez na Run The Bridge e posso garantir que foi sensacional. Não tinha pretensão de garantir o título, porque o meu objetivo era testar toda a estratégia de prova que pretendo utilizar na maratona de Berlim, porém, ao longo do percurso, tudo foi se encaixando e consegui ficar com o primeiro lugar”, destacou o Michael Passos.

Marina já é um nome conhecido por aqui. Só esse ano, ela já venceu provas como as do circuito Athenas e Seven Run. E ela aproveitou a prova para se preparar para sua próxima maratona.

“A Run The Bridge foi muito importante para esse início de treinamento para maratona de Valência, pois deu para chacoalhar o corpo e voltar para o meu ritmo ideal. Mesmo sofrendo um pouco mais, porque o volume de treinamento ainda está baixo, adoro colocar essas provas de Iguana no calendário de preparação e testar tudo nesse período. A próxima será a Athenas e já pretendo chegar no evento perto da minha melhor forma”, comentou.

Centenas de corredores participam de uma maratona noturna em uma avenida iluminada, com prédios altos ao fundo e árvores nas laterais. A maioria veste camisetas coloridas, principalmente laranja, e shorts, correndo em grupo sob a luz dos postes e da cidade. Um viaduto e uma estação de trem são visíveis à direita
(Adam Tavares/Divulgação)

Veja a seguir, a classificação em todas as distâncias 

Masculino 30K

  1. Michael Passos – 1h43min55s
  2. Vitor Luca – 1h48min43s
  3. Jamal Soufane – 1h48min52s
  4. Maurishow – 1h48min54s
  5. Mikael Santos Teixeira – 1h49min04

Feminino 30K

  1. Marina Richwin – 1h57min07s
  2. Isadora Domingues da Costa de Castro – 2h03min14s
  3. Manuela Rodrigues Barbosa – 2h03min49s
  4. Rafaella Passos de Souza – 2h04min34s
  5. Lilian Vidal – 2h07min07s

Masculino 15K

  1. Felipe Petersen – 48min18s
  2. Rafael Santos de Novais – 49min17s
  3. Luiz Mesquita – 49min32s
  4. Mateus Santos Muniz – 51min06s
  5. Davi Luiz – 51min46s

Feminino 15K

  1. Mariana Luchezi – 57min47s
  2. Mariana Ignacio – 58min17s
  3. Rozilene Silveira de Jesus – 1h02min23s
  4. Louise Madsen – 1h03min00s
  5. Giovanna Frate – 1h04min17s

Masculino 10K

  1. Henrique Nobrega – 32min47s
  2. Jucimario Silva – 32min57s
  3. Leonardo Willrich Padilha Padovany – 33min22s
  4. Claudio Ferreira – 33min48s
  5. Alan Alves – 35min26s

Feminino 10K

  1. Adriana Aparecida da Silva – 39min55s
  2. Caroline Cândido – 41min31s
  3. Romilda Silva de Santana – 43min41s
  4. Naira Yumi Bonillo – 45min39s
  5. Maria Eduarda Martins de Sá – 46min24s

 

Masculino 5K

  1. Ailton Casimiro – 16min09s
  2. Igor Amorim Souza – 16min13s
  3. Anderson Sales Silva – 16min47s
  4. Marcos Pires – 16min49s
  5. Edilson Monteiro – 16min51s

Feminino 5K

  1. Jakeline Anunciato Araújo – 18min06s
  2. Marcia Possari – 20min48s
  3. Gislany Lourenço – 21min07s
  4. Elisa Gattas – 21min58s
  5. Thais Vidotto Baggio Almeida – 22min30s

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