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“Mulheres que expressam raiva são tachadas de histéricas”, Marie Bendelac

Por Amanda Panteri 10 jun 2021, 09h00 | Atualizado em 21 out 2024, 22h28
Marie Bendelac
 (Marie Bendelac/Reprodução)
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Marie Bendelac Ururahy (@mariebendelac) sentiu que precisava melhorar as suas relações ao vir morar no Brasil, há 11 anos. A francesa formada em administração se apaixonou então pela psicologia e começou a se interessar cada vez mais pela comunicação não-violenta (CNV). “Hoje, depois de muitos anos e diversas formações nacionais e internacionais, ajudo inúmeros clientes a se expressarem de maneira mais construtiva”, ela conta. 

Em 2020, Marie iniciou a sua caminhada no mundo digital. Ao oferecer lives e cursos online, percebeu que seu público era formado majoritariamente por mulheres. “Na primeira turma, de 46 alunos, apenas dois eram homens. Já na segunda, a classe toda era composta por mulheres.”

Na época, ela teve a ideia de criar um grupo voltado para o público feminino, o Panteras Vermelhas. Lá, ela foca sobretudo em três liberdades: financeira, emocional e espiritual. “A pantera é símbolo do feminino, do crescimento pessoal. É sobre olhar as suas forças, mas ao mesmo tempo não ter medo de olhar para os seus medos”, reflete. 

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As alunas fazem encontros semanais (às quartas) com duração de uma hora e meia. Dentre os muitos assuntos já discutidos (sempre com especialistas convidados para cada tema), um exemplo recente foi como lidamos com a própria raiva. “As mulheres que expressam a própria raiva são taxadas de loucas, histéricas. E aí, elas tendem a se reprimir e se anular para evitar isso. Mas a gente precisa, sim, encontrar maneiras de acessar esse sentimento e não guardá-lo.”

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E os resultados até agora foram animadores. “Principalmente agora, muitas mulheres estão precisando de apoio. E sinto que o grupo as ajuda a buscar a liberdade emocional, a se priorizar, a se respeitar e a exercer a escuta empática com outras.” 

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Quer saber mais? Confira tudo no Instagram da Marie.

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