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Dermatologia da saúde à beleza, por Dra. Juliana Palo

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Lipedema: Entenda o distúrbio e descubra um plano de cuidados eficaz

Hoje o lipedema já tem código próprio no CID-11 e diretrizes específicas de manejo

Por Dra. Juliana Palo 31 ago 2025, 14h00 | Atualizado em 5 jun 2026, 06h10
lipedema sem drama
Lipedema sem drama: o que é, o que não é — e como montar um plano real de cuidado | (freepik/Freepik)
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Se suas pernas parecem “ganhar volume” de um jeito desproporcional ao resto do corpo, doem ao toque, fazem hematomas com facilidade e incham no fim do dia, pode não ser “preguiça” nem “falta de dieta”: pode ser lipedema.

Ele é um distúrbio do tecido adiposo que atinge quase exclusivamente mulheres, com acúmulo simétrico de gordura em pernas (e às vezes braços), dor e sensibilidade — e costuma ser confundido com obesidade ou linfedema.

Hoje o lipedema já tem código próprio no CID-11 e diretrizes específicas de manejo; reconhecer o quadro é o primeiro passo para cuidar direito.

Aqui vai um mitinho que precisa cair: “se emagrecesse, sumia”. Perder peso melhora muito o conforto articular e a mobilidade, mas o tecido do lipedema se comporta de forma particular e pode persistir mesmo com dieta e exercício.

Ainda assim, há muito o que fazer — e combinar hábitos de vida com tratamentos clínicos costuma dar os melhores resultados.

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Primeiro, os fundamentos. Movimento é remédio. Treino de força ajuda a proteger articulações, preservar massa muscular e melhorar a qualidade de vida; caminhar, pedalar e, para muitas pacientes, exercícios aquáticos são mais confortáveis quando há dor.

Um consenso recente reforça que o exercício regular, adaptado à dor e à hipermobilidade que algumas mulheres apresentam, deve fazer parte do cuidado.

Alimentação também entra aqui: padrão anti-inflamatório, proteína suficiente ao longo do dia e redução de ultraprocessados ajudam a controlar peso e sintomas.

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O segundo pilar é o manejo conservador do edema e do desconforto: meias de compressão bem indicadas, drenagem linfática por profissionais capacitados e educação postural.

As diretrizes colocam a compressão como parte central do tratamento não cirúrgico — e muitas pacientes relatam alívio de peso e dor nas pernas quando acertam o modelo e a pressão.

E os análogos de GLP-1 (como semaglutida e tirzepatida), entram? Eles não tratam diretamente o tecido do lipedema, mas são ferramentas potentes para controle de peso e melhora metabólica, o que reduz a sobrecarga mecânica e pode aliviar sintomas.

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Os estudos robustos mostram perda de 10–15% (ou mais) de peso corporal em pessoas com obesidade; no lipedema, as evidências ainda são emergentes (relatos e séries pequenas), então o uso é adjuvante e individualizado, com acompanhamento médico e atenção a efeitos colaterais.

Pense neles como parte de um arsenal que melhora o “terreno” para você viver com menos dor e mais autonomia, não como solução isolada.

Na pele e na textura, tecnologias seguras podem somar. Radiofrequência aquece camadas controladas de tecido para estimular colágeno, melhorar firmeza e o aspecto de celulite — sem agredir a drenagem linfática quando bem aplicada.

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Plataformas modernas, como o NuEra Tight, permitem focar a energia em diferentes profundidades, personalizando o conforto e a resposta do tecido.

Resultado: pele mais uniforme, sensação de “peso” menor em algumas pacientes e um boost de autoestima, especialmente quando combinada a treino e controle de peso. Importante: RF não elimina a gordura do lipedema; ela qualifica a pele e pode melhorar a sensação local.

Em alguns casos selecionados, a cirurgia (como lipoaspiração tumescente em centros especializados) pode entrar na conversa — geralmente quando a dor, a limitação funcional e a progressão do quadro persistem apesar do tratamento clínico.

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Mesmo nesses cenários, o tripé continua valendo: musculação + alimentação inteligente + terapias de pele e edema. É essa combinação, ajustada à sua rotina e às suas necessidades, que tende a entregar os ganhos mais sólidos e sustentáveis.

Mensagem final? Você não está sozinha e não precisa “sofrer quieta”. Lipedema é real, tem explicação biológica e tem caminho de cuidado — sem soluções mágicas, mas com um plano possível: mexer o corpo do jeito certo, comer com estratégia, usar compressão quando indicado, considerar GLP-1 para quem precisa de suporte metabólico e, se fizer sentido, investir em tecnologias como a radiofrequência para melhorar a qualidade da pele. Informação liberta, e um bom time ao seu lado transforma essa jornada em algo mais leve, viável e seu.

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