2026 é o novo 2016?
As redes sociais estão repletas de posts falando sobre isso e me vi questionando muito a respeito, afinal, o tempo passou, a vida mudou, você mudou.
Dez anos se atravessaram entre quem você era e quem você é hoje. Dez anos de escolhas, perdas, aprendizados, quedas, reconstruções, mudanças, amadurecimento.
Ainda assim, é muito curioso e existe algo muito potente em olhar para trás com carinho, não para se prender ao passado, mas para compreender quem se tornou hoje.
Às vezes seguimos tão ocupados tentando dar conta do agora e do que ainda falta conquistar, que esquecemos de reconhecer tudo o que já caminhamos. Esquecemos de escutar a nossa própria história e de aprender com ela.
Por isso, quero te convidar gentilmente para olhar para esses últimos dez anos, não com saudade idealizada, mas com presença, com respeito e com curiosidade. Então vamos lá:
O que eu fazia naquela época que me fazia genuinamente feliz?
Era algo simples? Estar com certas pessoas? Ter mais tempo? Sonhar mais? Rir com menos culpa? Descansar sem se sentir improdutivo? E, dentro da vida que tenho hoje, será que ainda cabe um pouco disso?
Do que eu mais sinto falta daquela versão de mim?
Da leveza? Da coragem? Da esperança? Da espontaneidade? Ou apenas de não saber tanto sobre a dor?
E o que eu não sinto falta nenhuma?
Quais sofrimentos ficaram para trás? Quais inseguranças diminuíram? Quais relações eu amadureci ou aprendi a encerrar? O que hoje é diferente… e é melhor?
Quais sonhos aquela pessoa de 2016 tinha que a de 2026 já alcançou?
Talvez um trabalho, talvez estabilidade, talvez independência emocional, talvez viagens, talvez sobreviver a um período difícil, talvez aprender a se respeitar. Quantas conquistas você normalizou, mas que um dia pareceram distantes demais?
O que eu aprendi sobre mim nesses dez anos?
Sobre meus limites, sobre minhas forças, sobre o que me machuca, sobre o que me cura, sobre o que eu tolero demais, sobre o que eu não negocio mais.
Talvez você tenha aprendido que é mais sensível do que imaginava, ou mais forte, ou mais humano. Talvez tenha aprendido que nem tudo se resolve rápido, que nem toda resposta vem clara, que nem todo plano se cumpre e ainda assim a vida acontece e pode ser melhor do que você sonhava.
Pelo que eu sou mais grato na minha trajetória até aqui?
Por ter continuado quando estava cansado, por ter pedido ajuda quando foi possível, por ter mudado de ideia, por ter dito não, por ter ficado, por ter ido embora, por ter sobrevivido aos dias que pareciam grandes demais.
Nosso passado não precisa ser um lugar de prisão, ele pode ser um lugar de compreensão. Nosso futuro não precisa ser uma cobrança constante, ele pode ser uma direção. E o presente, ah, o presente é o único espaço onde podemos, de fato, cuidar de nós!
Afinal, quando conseguimos integrar quem fomos, quem somos e quem desejamos ser, algo se organiza por dentro, a comparação diminui, a culpa perde força, a pressa desacelera e a vida deixa de ser só desempenho e volta a ser experiência.
Pois existe um cansaço profundo em tentar ser apenas aquilo que o mundo exige e existe um alívio silencioso em ser, aos poucos, quem se é de verdade.
Que 2026 seja o seu novo 2016 não para repetir caminhos, mas para resgatar sentidos. Para lembrar quem você foi, honrar quem você se tornou e abrir espaço para quem ainda está em construção.
Que você caminhe com mais gentileza com o seu tempo, com mais respeito pelas suas escolhas e com mais amor pela sua própria trajetória. Porque viver em harmonia consigo mesmo é, talvez, uma das maiores formas de liberdade.
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Oi, eu me chamo Priscila Conte Vieira, mas pode me chamar de Pri! Sou psicóloga, palestrante e mentora. Atuo na psicologia clínica, sou especialista em Psicologia Positiva, pós graduanda em Terapia Cognitivo Comportamental, master em autoconhecimento, coach de vida, practitioner em PNL e também criadora do Podcast Respira, não pira (que tal dar uma conferida lá no Spotify?!)
Estarei por aqui todas as semanas, abordando temas da Psicologia Positiva, felicidade, bem-estar e os auxiliando a serem as suas melhores versões, por meio do autoconhecimento e florescimento. Para saber mais sobre mim e me acompanhar no dia a dia, é só me seguir no Instagram! Estou por lá como @priscilaconte__. Te vejo no próximo Sábado! Até mais <3
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