O verdadeiro valor
Você piscou e a Páscoa chegou! Entre prateleiras cheias, propagandas chamativas e a pressa dos dias, ela corre o risco de se tornar apenas mais uma data comemorativa, doce, bonita, mas vazia de significado. E talvez, sem perceber, a gente vá se afastando justamente daquilo que ela nos convida a relembrar.
Mais do que ovos de chocolate ou encontros protocolares, a Páscoa fala de travessia, de passagem, de transformação.
É sobre ciclos que se encerram e outros que começam, sobre deixar para trás aquilo que já não faz sentido e abrir espaço para o novo. É sobre renascimento, de se permitir recomeçar, com mais consciência, mais presença e mais verdade.
É preciso ressaltar que isso não precisa ser sobre religião. Pode ser, antes de tudo, um convite para reencontrar valor, sentido e presença em meio a uma vida que muitas vezes nos atravessa rápido demais e nos atropela.
Em um mundo cada vez mais líquido, imediato e superficial, a profundidade pode até causar estranhamento. A gente se acostuma a viver no automático, a cumprir tarefas, a responder demandas, a existir mais para fora do que para dentro.
E, nesse movimento, aquilo que realmente deveria nos sustentar, que são os vínculos, os valores, os rituais, os sentidos vão ficando em segundo plano.
Sentar à mesa sem pressa, olhar nos olhos, sustentar silêncios, cultivar tradições… tudo isso vai sendo deixado de lado. As relações passam a caber em espaços pequenos, cheios de telas, agendas apertadas e cansaço acumulado. E, aos poucos, a gente vai se desconectando dos outros, mas principalmente de nós mesmos.
A Páscoa, então, pode ser um respiro. Um convite gentil para interromper esse automático. Um lembrete de que existem coisas que não são urgentes, mas são essenciais.
Que talvez o mais importante não esteja no que se compra, mas no que se compartilha. Não está no excesso, mas na presença. Não está na perfeição, mas na verdade dos encontros, mesmo que imperfeitos, mesmo que simples.
Independentemente de qualquer crença, a simbologia da Páscoa pode tocar em algo muito universal, a possibilidade de olhar para dentro e se perguntar com honestidade “o que, em mim, precisa ser deixado para trás?”
Talvez seja um ressentimento antigo que já pesa demais, uma autocobrança que nunca dá trégua, ou o hábito de viver no piloto automático, sempre adiando aquilo que realmente importa.
E junto disso, também cabe uma outra pergunta, talvez ainda mais importante “como eu quero viver daqui pra frente?”
No fundo, talvez a Páscoa seja uma chance de voltar para casa. Não necessariamente um lugar físico, mas um estado interno. Um lugar onde você consegue se escutar, se acolher e se alinhar, mesmo que aos poucos, com aquilo que realmente importa.
Que essa Páscoa não passe por você como apenas mais uma data, mas que ela te encontre. E, mais do que isso, que ela te convide a se encontrar também!
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Oi, eu me chamo Priscila Conte Vieira, mas pode me chamar de Pri! Sou psicóloga, palestrante e mentora. Atuo na psicologia clínica, sou especialista em Psicologia Positiva, pós graduanda em Terapia Cognitivo Comportamental, master em autoconhecimento, coach de vida, practitioner em PNL e também criadora do Podcast Respira, não pira (que tal dar uma conferida lá no Spotify?!)
Estarei por aqui todas as semanas, abordando temas da Psicologia Positiva, felicidade, bem-estar e os auxiliando a serem as suas melhores versões, por meio do autoconhecimento e florescimento. Para saber mais sobre mim e me acompanhar no dia a dia, é só me seguir no Instagram! Estou por lá como @priscilaconte__. Te vejo no próximo Sábado! Até mais <3
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