Pensamento x realidade
Às vezes, a nossa mente fala com tanta convicção que parece estar dizendo verdades absolutas. Pensamentos surgem como certezas, como “eu não sou capaz”, “nada vai dar certo”, “sempre foi assim”.
E, sem perceber, vamos acreditando, reagindo e tomando decisões como se tudo isso fosse um fato, quando, na verdade, são apenas pensamentos.
É aí que quero chegar, pensamentos não são fatos, são eventos mentais, construções da nossa história, das nossas experiências, dos nossos medos e aprendizados.
Eles passam por nós o tempo todo. Alguns são úteis, outros nem tanto. Mas nenhum deles, por si só, define quem somos e, portanto, não podemos acreditar cegamente neles!
Aprender a se relacionar com a própria mente é um dos caminhos mais potentes para uma vida mais leve. Não se trata de parar de pensar ou de pensar apenas de forma positiva, mas de desenvolver um espaço interno entre o que pensamos e o que fazemos. É nesse espaço, nessa pequena pausa, que mora a liberdade.
Quando conseguimos observar um pensamento antes de agir a partir dele, tudo muda. Deixamos de ser conduzidos automaticamente e passamos a escolher com mais consciência. E isso pode transformar profundamente a forma como nos vemos, como lidamos com as situações e como vivemos.
A psicologia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental, oferece ferramentas práticas para cultivar essa distinção entre pensamento e realidade. Aqui vão alguns caminhos que podem te ajudar nesse processo:
- Nomeie o pensamento: Em vez de assumir que aquilo é verdade, experimente dizer para si mesmo que está tendo o pensamento de que algo é daquela forma. Isso cria uma pequena distância interna.
- Questione a evidência: Pergunte-se se aquilo é um fato ou uma interpretação. Nem tudo que pensamos se sustenta quando investigamos com mais calma.
- Identifique padrões repetitivos: Alguns pensamentos são antigos conhecidos. Reconhecer isso ajuda a não cair automaticamente neles.
- Descatastrofize: Pergunte qual é o pior cenário realista e qual é o mais provável. Muitas vezes, a mente mente!
- Traga-se para o presente: A mente costuma viajar para o passado ou para o futuro. O corpo está no agora. Respirar e se ancorar no presente ajuda a sair do fluxo automático.
- Escreva seus pensamentos: Colocar no papel ajuda a organizar, enxergar padrões e crenças em busca de ganhar clareza.
- Separe identidade de experiência: Pensar que falhou não é o mesmo que ser um fracasso.
- Perceba o impacto do pensamento: Esse pensamento te ajuda ou te paralisa? Nem tudo que parece verdadeiro é útil.
- Atrase a reação: Dê um tempo antes de agir. Muitas decisões impulsivas vêm de pensamentos não questionados.
Quando você cria essa pausa, esse pequeno espaço entre o que surge na sua mente e a forma como você responde, você ganha autonomia, ganha escolha, ganha leveza.
E, aos poucos, aquilo que antes parecia uma verdade incontestável começa a se revelar apenas como mais um pensamento passando.
Afinal, você não precisa acreditar em tudo o que pensa!
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Oi, eu me chamo Priscila Conte Vieira, mas pode me chamar de Pri! Sou psicóloga, palestrante e mentora. Atuo na psicologia clínica, sou especialista em Psicologia Positiva, pós graduanda em Terapia Cognitivo Comportamental, master em autoconhecimento, coach de vida, practitioner em PNL e também criadora do Podcast Respira, não pira (que tal dar uma conferida lá no Spotify?!)
Estarei por aqui todas as semanas, abordando temas da Psicologia Positiva, felicidade, bem-estar e os auxiliando a serem as suas melhores versões, por meio do autoconhecimento e florescimento. Para saber mais sobre mim e me acompanhar no dia a dia, é só me seguir no Instagram! Estou por lá como @priscilaconte__. Te vejo no próximo Sábado! Até mais <3
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