Flávia trocou de emprego, mudou seu estilo de vida e enxugou 19 Kg

A carreira promissora dentro de uma grande empresa fazia Flávia Motta, 32 anos, chegar toda noite em casa e atacar um pacote inteiro de bolachas! Trocar de emprego a ajudou a mudar de estilo de vida – e conquistar um corpo 19 quilos mais magro

Três anos atrás, no avião voltando da Europa, caiu a ficha: eu era uma gordinha, workaholic e infeliz. Nem as férias em Paris me deixaram melhor. Aos 29 anos, inspirada no filme Comer, Rezar e Amar, achei que uma viagem era o que eu precisava para me renovar. Que nada! Vi que não adianta estar no melhor lugar do mundo se você não está bem consigo mesma.

Sempre tive paladar infantil – eu era viciada em bolacha recheada. Na adolescência, o metabolismo ajudava. Mas, lá pelos 18 anos, com faculdade e trabalho, a história mudou. Continuei comendo sem me exercitar. Em poucos meses, ganhei 10 quilos extras. Nunca suportei me ver gordinha. Toda vez que estava com sobrepeso, eu fechava a boca e emagrecia. Mas entrei naquele ciclo vicioso: eu ficava magrinha e, como prêmio, comia mais e mais… Esse efeito sanfona durou uns dez anos.

Já formada, seguia uma trajetória promissora em uma grande empresa quando surgiu a transferência de São Paulo para Vitória. Aceitei na hora. Meu foco era a carreira. Com o tempo, eu percebi que essa era a minha única vida. Não existia rotina fora do escritório e tudo se resumia a chegar em casa à noite e descontar o stress que isso me causava em doces.

Tinha um pacote de bolacha recheada – das europeias, maravilhosas! – em mãos quando, no avião, frustrada com a viagem, fiz uma lista: “O que é ser feliz para a Flávia?” O primeiro item: me tornar uma mulher magra. Pensei: essa vai ser a última vez que eu faço isso com o meu corpo.

No dia seguinte, já no Brasil, tomei um café da manhã saudável e me matriculei na academia. Malhava todos os dias! Mandava ver em 30 minutos de esteira, 15 de transport e 20 na bike nos primeiros seis meses. No começo, eu queria secar e meus três aliados foram os aeróbicos, a drenagem (uma vez por semana) e a nova alimentação. Eu já havia ido a nutricionistas nos anos de efeito sanfona, então sabia o que eu devia comer – só nunca seguia à risca.

Parece loucura, mas, após três meses nesse processo, uma corretora de imóveis quis me apresentar alguém. Eu pensei: “Quer saber? Por que não?” Por coincidência, conheci um consultor esportivo muito saudável e acabei me casando. Ele é quem mais me estimula.

Refletindo sobre os itens da minha lista, vi meu perfil workaholic como meu grande inimigo. Deu medo, mas larguei meu emprego e comecei algo novo com o meu marido. Tornei-me coaching de vida e carreira – e amo!

Minha rotina atual de exercícios inclui musculação cinco vezes por semana e corrida todos os dias. A ideia inicial era perder os 10 quilos de sempre. Acabei enxugando 19!

Hoje, me alimento de forma equilibrada, mas não pulo um almoço gostoso de família no final de semana. E confesso: uma das melhores coisas de toda essa experiência foi poder passar a escolher as minhas próprias roupas, e não ser escolhida por elas.

Os 3 Es que impediram Flávia de voltar ao efeito sanfona

1. Escolha. Enquanto eu não me conhecia e fazia a dieta só pela dieta, a mudança não durava. Quando escolhi ser uma mulher magra – já que não me encaixava no perfil de mulheres que são felizes com uns quilos a mais –, eu entendi o que precisava saber para atingir minhas metas.

2. Estilo de vida. Não foi uma dieta, ir à academia ou fazer drenagem. Eu rearranjei a vida toda para me tornar uma pessoa mais saudável por dentro e por fora. Larguei o cargo em uma grande empresa, onde era uma workaholic infeliz, e hoje trabalho dando consultoria a pessoas que buscam uma vida melhor.

3. Equilíbrio. Não é só físico. É também o espiritual, o psicológico e o profissional. Esses são os quatro pilares que eu acredito ter que trabalhar para ficar bem comigo mesma. Estar com o corpo desejado vai ser uma consequência.

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