Melhore sua performance: 5 hábitos diários a serem evitados

No Dia Mundial da Saúde, especialista mostra como reverter o declínio e otimizar seu maior ativo

Por Maraísa Bueno 7 abr 2026, 12h00 • Atualizado em 8 abr 2026, 14h08
No Dia Mundial da Saúde, profissional lista 5 hábitos diários que podem estar sabotando sua performance
No Dia Mundial da Saúde, profissional lista 5 hábitos diários que podem estar sabotando sua performance (Drazen Zigic/Freepik)
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  • Neste 7 de abril, é celebrado o Dia Mundial da Saúde, data que conscientiza o uma análise, que vai além do check-up anual de exames de sangue, e sim olharmos para os hábitos diários que podem sabotar e nossa performance. E o cérebro é a chave principal para essa análise.

    A ciência é categórica: o cérebro não é um hardware estático; ele é maleável. “A velocidade do declínio cognitivo é influenciada diretamente pelas escolhas que fazemos no dia a dia”, alerta a neurocientista Carol Garrafa. “Comportamentos nocivos aceleram o envelhecimento cerebral, enquanto micro-hábitos estratégicos blindam a mente”.

    A profissional listou 5 “gargalos” comportamentais que estão drenando sua capacidade intelectual:

    1

    O Alerta Vermelho das Telas (Início e Fim do Dia)

    A luz azul dos dispositivos não é apenas um incômodo; é um disruptor biológico. Mexer em redes sociais ou mesmo só checar e-mails ou mensagens antes de dormir aniquila a produção de melatonina, sabotando a arquitetura do sono e o processo de consolidação de dados.

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    “O sono de má qualidade interrompe a renovação celular no hipocampo, que é o epicentro da memória”, explica Carol Garrafa. “Sem o descanso adequado, as conexões entre criatividade e motivação simplesmente entram em curto-circuito.”

    2

    O Isolamento no Home Office

    O cérebro é um órgão social por design. “A ausência de interação real atrofia conexões neurais e está diretamente associada ao declínio cognitivo, aumentando o risco de depressão e ansiedade. Já manter-se socialmente ativo e ter conversas prazerosas são fatores que beneficiam diretamente o cérebro.

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    Segundo a CEO da Santé, “a interação social e conversas prazerosas são fatores que beneficiam diretamente o desempenho cognitivo e a linguagem, e há sólidos indícios que funcionam como uma barreira preventiva contra o Alzheimer”, afirma. “O networking, aqui, deixa de ser apenas uma ferramenta de negócios e passa a ser uma estratégia de sobrevivência cognitiva”, completa.

    3

    Sedentarismo: O Modo de Baixa Energia

    Passar o dia inteiro sentado coloca o cérebro em modo de economia de energia. Menos movimento significa menos oxigenação no córtex, o que compromete funções essenciais como lembrar das coisas, manter a atenção e pensar rapidamente. “Já fazer atividade física estimula a circulação sanguínea e a liberação de substâncias que protegem o cérebro”, reforça Carol Garrafa.

    “O exercício é, portanto, o combustível essencial para a neuroplasticidade, a capacidade de aprender e se adaptar a novos cenários. Portanto, a recomendação é manter uma rotina de exercícios, ou mesmo, programar pequenas pausas para movimento ao longo do dia.”

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    4

    Alimentação como Bio-otimização

    O cérebro consome cerca de 20% de toda a sua energia. Sendo assim, a alimentação é essencial para o bom funcionamento dele. Vitaminas, antioxidantes e ácidos graxos são nutrientes fundamentais já que ajudam a preservar a memória, a concentração e o raciocínio.

    Se o combustível for açúcar refinado e ultraprocessados, o resultado é a “névoa mental” (brain fog). “Quando a alimentação é pobre em nutrientes, isso afeta diretamente a energia mental, a concentração e até o humor”, alerta a neurocientista.

    “Portanto, para manter o raciocínio afiado ao longo da vida, a dieta equilibrada e variada deve ser encarada como um investimento em infraestrutura”, indica.

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    5

    O Mito da Multitarefa

    A cultura do multitasking é uma das maiores mentiras da eficiência moderna. O cérebro humano não processa tarefas complexas simultaneamente; ele apenas alterna o foco, pagando um “pedágio cognitivo” alto a cada troca.

    “Cada vez que alternamos tarefas, o cérebro precisa reorganizar o foco. Esse processo consome recursos cognitivos valiosos, prejudicando a concentração, a capacidade de aprender novas informações”, explica. “Resultado: um grande erro de cálculo da produtividade”, finaliza.

     

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