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Calor e menopausa: por que os fogachos pioram no verão

Atividade física e dieta equilibrada diminui a frequência dos fogachos, afirmam especialistas

Por Maraísa Bueno
23 fev 2026, 12h00 •
Fogachos na menopausa
Verão intensifica fogachos da menopausa: problema atrapalha o sono, provoca fadiga e irritabilidade, afirmam profissionais (freepik/Freepik)
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  • As ondas de calor afetam diretamente as mulheres na menopausa e, entre os sintomas já reclamados, estão os conhecidos fogachos

    Fogachos são ondas súbitas de calor, muitas vezes acompanhadas de suor, palpitação e rubor facial, que podem acontecer no período diurno, porém são mais frequentes à noite, causando insônia, porque a mulher cobre e descobre durante à noite”, explica a ginecologista Ana Paula Fabrício, com Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia (TEGO). Mas o calor ambiental pode intensificar esses sintomas.

    De acordo com a ginecologista, os fogachos acontecem porque, na menopausa, a queda do estrogênio desregula o centro de controle da temperatura no cérebro, tornando-o mais sensível. “O corpo já está tentando dissipar calor devido às altas temperaturas. Como o organismo da mulher na menopausa tem um controle térmico mais instável, o verão atua como um gatilho, intensificando os sintomas”, acrescenta a médica.

    Fogachos na menopausa X ocasionais

    A profissional explica que os fogachos da menopausa são diferentes daqueles ocasionais, que podem surgir em qualquer mulher em situações de estresse ou alterações hormonais passageiras. 

    3 estratégias que ajudam a manter o equilíbrio de forma sustentável na menopausa

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    “Na menopausa, os fogachos são frequentes, persistentes, mais frequentes à noite e podem durar anos, prejudicando sono, energia e qualidade de vida”, diz a médica. 

    Dependendo da mulher, o clima quente aumenta a frequência e/ou o desconforto. “Algumas percebem mais episódios; outras não têm aumento no número, mas cada crise se torna mais intensa e incômoda”, reforça a Dra. Ana.

    Além disso, os relatos mais comuns sobre os fogachos descrevem uma sensação súbita de calor que parece vir de dentro, como se, de repente, o corpo fosse pegar fogo, especialmente na região do tórax e do pescoço. 

    “No entanto, existem outras descrições de como as mulheres sentem esses sintomas vasomotores, por exemplo a sudorese noturna, que, às vezes, não cria uma sensação repentina de calor, mas faz a mulher acordar completamente suada; ou apenas a percepção de sentir mais calor do que o normal, sem as ondas características”, completa o Dr. Igor Padovesi, ginecologista, autor do livro ‘Menopausa Sem Medo’ (Editora Gente), especialista em menopausa certificado pela North American Menopause Society (NAMS).

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    Calor ambiental e fogachos: qual a diferença?

    Dra. Ana Paula explica que é simples diferenciar o calor ambiental (ondas de calor) dos fogachos. O primeiro incomoda a todos; já os fogachos aparecem de forma repentina, mesmo em ambientes frescos e no inverno, e geralmente vêm acompanhados de suor e sudorese, com sensação súbita de calor que cessa tão rápido quanto começou. 

    “É comum sentir calafrios após os suores, por isso a mulher cobre e descobre várias vezes à noite, dorme mal e acorda cansada. Os fogachos podem atrapalhar o sono, provocar fadiga durante o dia, irritabilidade, dificuldade de concentração e até sintomas ansiosos ou depressivos, comprometendo desempenho profissional, relações pessoais e autoestima”, explica a médica.

    Como reduzir o desconforto dos fogachos?

    Dentre as estratégias que ajudam a reduzir o desconforto, a ginecologista sugere: usar roupas leves de algodão ou linho; manter o ambiente ventilado ou climatizado; evitar álcool, cafeína e comidas muito condimentadas; hidratar-se constantemente; e praticar respiração e técnicas de relaxamento para reduzir o estresse. 

    “Atividade física e dieta equilibrada diminui a frequência dos fogachos. Também sugerimos evitar o consumo de açúcar e carboidratos à noite”, diz a médica. 

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    Mas para resolver a questão, é necessário buscar ajuda médica. “A mulher deve procurar ajuda quando os fogachos começam a atrapalhar o sono, a rotina ou a autoestima. Hoje temos tratamentos hormonais, com reposição individualizada e personalizada através dos implantes hormonais, terapia transdérmica ou oral. E tratamentos não hormonais, com medicação fitoterápica, controle da alimentação e associado a ajustes de estilo de vida com atividades física regular, yoga, pilates e musculação”, destaca a Dra. Ana Paula Fabrício. 

    “A combinação do tratamento da reposição hormonal com um estilo de vida saudável é um alicerce poderoso para viver esse momento com qualidade e se preparar para o envelhecimento de maneira empoderada e ativa”, finaliza o Dr. Igor.

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