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Dor muscular após o treino é normal? Saiba quando se preocupar

Entenda por que a dor muscular aparece após o treino e quando ela deixa de ser normal

Por Helena Saigh
16 jan 2026, 18h00 •
Dores musculares pós treino
Nem toda dor pós-treino indica evolução. Entenda quando ela é normal e quando pode ser um alerta para o corpo. (wayhomestudio/Freepik)
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  • Sentir dor muscular depois do treino é comum entre quem pratica atividade física, especialmente musculação e exercícios de força. Essa sensação costuma aparecer horas ou até um dia após o exercício e está ligada às adaptações do corpo diante de novos estímulos. Mas nem toda dor deve ser ignorada, e saber diferenciar o que é normal do que exige atenção é essencial para treinar com segurança.

    Segundo o especialista da BurnUp em medicina do esporte, Dr. Marcial Pereira, a dor muscular pós-treino pode indicar que o músculo está passando por um processo de adaptação. “A dor muscular é uma resposta normal. Ela é frequentemente desejável ao exercício, indicando que os músculos estão se adaptando e se fortalecendo”, explica.

    Por que os músculos doem depois do treino?

    Durante o exercício, especialmente quando há aumento de carga ou movimentos excêntricos, ocorrem microlesões nas fibras musculares. Esse processo faz parte do mecanismo natural de adaptação do corpo e está associado ao ganho de força e resistência.

    Com a continuidade do treino, o organismo tende a se adaptar, e a dor pode diminuir ou até desaparecer. “É como se a musculatura ficasse mais eficiente. Por isso, a dor pode não ocorrer até que surjam novos estímulos, como mudanças de peso ou de tipo de exercício”, afirma o médico.

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    Estudos publicados no Journal of Strength and Conditioning Research mostram que a dor muscular tardia é mais frequente em treinos não habituais e não é um indicativo direto de resultados ou hipertrofia.

    Não sentir dor significa que o treino não funcionou?

    A ausência de dor não indica que o treino foi ineficaz. De acordo com Dr. Marcial, não é necessário sentir dor para obter bons resultados. “A dor pode ser um indicativo de estímulo muscular, mas sua ausência não significa que o treino não foi eficaz”, esclarece.

    A literatura científica reforça que fatores como progressão de carga, regularidade, volume adequado e execução correta dos movimentos são muito mais relevantes para a evolução do que a presença de dor muscular.

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    Quando a dor muscular merece atenção?

    Apesar de comum, a dor muscular pode se tornar um sinal de alerta quando foge do padrão esperado. O ortopedista Dr. Daniel Oliveira, especialista em coluna vertebral, explica que a dor pós-treino deve ser investigada quando persiste por mais de cinco a sete dias, é extremamente limitante ou vem acompanhada de outros sintomas.

    Entre eles estão inchaço acentuado, fraqueza progressiva, febre, dor intensa desproporcional ao esforço realizado e urina escura, que pode indicar rabdomiólise, uma condição rara, porém grave. Nessas situações, a recomendação é interromper os treinos e buscar avaliação médica.

    Dor não é regra para evoluir

    A ciência mostra que o fortalecimento muscular depende tanto do estímulo quanto da recuperação. Sono adequado, descanso entre os treinos e ajuste de intensidade são fundamentais para evitar lesões e excesso de dor.

    A dor muscular pode fazer parte do processo, mas não deve ser usada como único parâmetro de qualidade do treino. Um programa bem estruturado, individualizado e progressivo continua sendo a forma mais segura e eficiente de evoluir e cuidar da saúde.

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