Hipovolemia: o que é e por que quem tem precisa fracionar a hidratação diária?

Entenda o que é o quadro que leva à perda de fluidos do corpo, como evitar e como tratar o problema

Por Ana Paula Ferreira
3 abr 2025, 18h00
Entenda o que é hipovolemia, seus sintomas e como tratar
Entenda o que é hipovolemia, seus sintomas e como tratar (Freepik/Freepik)
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Pouco conhecida, a hipovolemia é uma condição que ocorre quando o corpo perde fluidos que são essenciais para manter os órgãos funcionando, como sangue ou água. Por esse motivo, pessoas com esse quadro precisam adotar uma maneira diferente de hidratação no dia a dia, a fim de repor o líquido perdido que o organismo perdeu.

A seguir, explicamos melhor o que é a hipovolemia, quais são suas causas, sintomas e como tratá-lo. Confira!

O que é hipovolemia?

A hipovolemia ocorre quando não há volume suficiente de fluido circulando no corpo. Esse volume inclui água, sangue (plasma) e fluido linfático, que desempenham um papel essencial na remoção de toxinas e resíduos do organismo.

De maneira mais simples, o quadro pode ser comparado a uma seca em um jardim: se não houver água suficiente, as plantas murcham. Da mesma forma, a falta de fluidos no organismo pode comprometer seu funcionamento.

Segundo estudos, cerca de 50% a 60% do corpo humano é composto por fluidos. Quando uma pessoa perde mais de 15% do volume total dentro do sistema circulatório, ela pode desenvolver hipovolemia, condição que pode levar a complicações fatais se não for tratada rapidamente.

Por esse motivo, o tratamento imediato é fundamental para evitar danos aos órgãos, choque hipovolêmico e até a morte.

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O que é choque hipovolêmico?

O choque hipovolêmico é definido como a forma mais grave de hipovolemia, caracterizada pela perda significativa de sangue ou fluido, impedindo o coração de bombear sangue de forma eficiente para o corpo. Esse quadro pode levar à falência de órgãos e morte.

Segundo o estudo de 2017, pessoas com choque hipovolêmico perdem mais de 20% do volume total de líquidos do corpo. Isso pode ocorrer devido a lesões graves, hemorragias internas, vômitos intensos ou diarreia.

A National Library of Medicine explica que a hipovolemia pode afetar qualquer pessoa, embora sua incidência exata seja desconhecida. No entanto, essa condição é comum entre pessoas com doenças de início súbito, lesões graves ou quadros clínicos graves.

Causas e sintomas da hipovolemia

A hipovolemia pode ser causada por diferentes fatores, como lesões externas (cortes, queimaduras), doenças que provocam vômito e diarreia persistentes, sangramento interno, desidratação, desnutrição e sudorese excessiva.

Já seus sintomas variam de acordo com a gravidade do caso. Entre os sinais mais comuns, estão:

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  • Tontura ao ficar de pé;
  • Pele e boca secas;
  • Fadiga;
  • Cãibras musculares.

Em casos mais graves, como no choque hipovolêmico, a pessoa pode apresentar confusão, sudorese excessiva, dificuldade para respirar, pressão arterial baixa e perda de consciência.

Como a hipovolemia é diagnosticada?

O diagnóstico de hipovolemia envolve a análise do histórico clínico do paciente, exames físicos e testes laboratoriais para medir os níveis de fluidos e eletrólitos. A detecção precoce é essencial para evitar complicações graves.

Para isso, os médicos realizam exames físicos para avaliar a hidratação da pele e das membranas mucosas, além de monitorar sinais vitais, como pressão arterial e frequência cardíaca. Além disso, testes laboratoriais de sangue e urina também são usados para avaliar a função renal e os níveis de sódio no organismo.

Tratamentos para hipovolemia

Estudos sobre o tema destacam que o tratamento da hipovolemia tem como objetivo restaurar o volume de fluido do corpo.

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O principal método de reposição é a administração intravenosa (IV) de fluidos, que pode incluir:

  • Transfusão de sangue, para repor sangue perdido;
  • Solução cristaloide, como soro fisiológico ou solução de Ringer lactato;
  • Coloides, que ajudam a manter o fluido nos vasos sanguíneos.

Além disso, o tratamento também deve abordar a causa subjacente da hipovolemia, seja uma infecção, ferida ou deficiência nutricional.

A recuperação da hipovolemia, por sua vez, depende da gravidade do caso. Em alguns pacientes, a estabilização do volume de fluido ocorre em poucos dias, enquanto outros podem levar semanas até atingir a recuperação completa.

Como prevenir a hipovolemia

Existem algumas estratégias para prevenir a hipovolemia, como:

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  • Tratar infecções e doenças rapidamente;
  • Evitar atividades que causem sudorese excessiva;
  • Manter-se hidratado bebendo água regularmente;
  • Tomar medidas de segurança para evitar cortes e queimaduras.

A importância de fracionar a hidratação ao longo do dia

De acordo com estudos, pessoas com hipovolemia precisam ingerir líquidos de forma fracionada ao longo do dia para garantir uma melhor absorção e distribuição dos fluidos pelo organismo.

O consumo de grandes quantidades de água de uma só vez pode sobrecarregar os rins e levar à rápida eliminação do líquido, sem que ele seja devidamente aproveitado pelo corpo. Além disso, beber muita água de forma repentina pode diluir os eletrólitos essenciais, como sódio e potássio, aumentando o risco de um quadro conhecido como hiponatremia, que pode causar sintomas como confusão mental, fraqueza e até convulsões, como aponta uma publicação de 2022.

Portanto, especialistas recomendam ingerir pequenas porções de água ao longo do dia, garantindo uma hidratação eficiente sem comprometer o equilíbrio eletrolítico. Essa abordagem também ajuda a evitar quedas bruscas na pressão arterial, que podem ser comuns em pessoas com hipovolemia.

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