O que você sabe sobre a trombose?

Sintomas, causas, como evitar... Te contamos o que você precisa saber!

Por Amanda Ventorin Atualizado em 13 set 2021, 16h12 - Publicado em 16 set 2021, 09h00

Causando inchaço e dores, a trombose acontece quando se tem a formação de um coágulo no sangue (trombo) em uma ou mais veias das pernas e das coxas, obstruindo ou dificultando a circulação de um vaso sanguíneo e geralmente acontece após uma cirurgia, corte ou falta de movimento por longo período, sendo mais frequente após procedimentos cirúrgicos ortopédicos, oncológicos e ginecológicos. O maior problema é quando um coágulo se desprende e se movimenta na corrente sanguínea, causando embolia que é conhecida, também, como tromboembolismo pulmonar, uma condição grave que acontece quando um coágulo entope um vaso do pulmão, o que impede a passagem de sangue e causa dor intensa no peito e sensação de falta de ar.

Tipos de trombose

Gustavo Patury, médico especialista em aparelho digestivo e em operações robóticas e minimamente invasivas explica que existem quatro tipos de trombos, sendo elas:

A trombose venosa profunda que é o tipo mais corriqueiro de trombose, sendo que geralmente afeta uma ou mais veias localizadas na parte inferior do corpo, como as coxas e panturrilhas.

A trombose arterial, o tipo de coágulo que se forma nas artérias presentes dentro do organismo, como a aorta.

Já a trombose pulmonar acontece quando o coágulo se desloca do local onde ela se originou, como as pernas, por exemplo, e se transporta pelo corpo do indivíduo até chegar ao pulmão. Uma vez que o coágulo se instala no pulmão, o paciente pode acabar com uma condição chamada de embolia pulmonar.

Se o coágulo sai da perna, se movimenta pelo corpo e vai parar no sistema circulatório até chegar no cérebro, o paciente acaba sendo diagnosticado com trombose cerebral.

Gustavo ainda informa que nem sempre a trombose manifesta sintomas, mas quanto mais ceda for tratada, melhores os resultados do paciente. “Vale ficar atento a alguns sinais importantes como inchaço ou vermelhidão na região do coágulo, dor, rigidez da musculatura (geralmente na região das pernas e coxas). Em outros casos, os sintomas podem ser mais intensos como dor no peito, fraqueza em um dos lados do corpo e mudança repentina do estado mental. Consulte seu médico”.

Possíveis causas

A trombose pode ter diversas causas: predisposição genética, uso de anticoncepcionais ou tratamentos hormonais, tabagismo, gravidez, presença de varizes, obesidade, sedentarismo, pessoas com insuficiência cardíaca, hipertensão, colesterol alto, diabetes e até mesmo uma viagem longa de avião. 

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Avião x Trombose

Arthur Feltrin, médico pneumologista e especialista em longevidade saudável, explica que a doença pode ocorrer durante uma longa viagem de avião em que o passageiro fica sentado por muito tempo. “A má circulação dos membros inferiores, aliada a fatores como tabagismo, obesidade, sedentarismo e predisposição genética, para citar alguns, pode causar uma trombose venosa em membros inferiores, ou seja, uma obstrução do fluxo venoso pela presença de coágulos”, explica. Para evitar, recomenda-se levantar, se movimentar e caminhar, uso de meias de compressão, assim como a avaliação com seu médico antes do embarque para uma viagem mais tranquila e sem riscos.

Anticoncepcional x Trombose

Um dos riscos de trombose mais conhecido -entre mulheres – é o anticoncepcional. Segundo o especialista, qualquer contraceptivo hormonal pode alterar a fisiologia dos mecanismos de coagulação sanguínea. Os riscos são proporcionais às quantidades do hormônio de cada anticoncepcional, porém, quando aliados a fatores, como o tabagismo e obesidade, por exemplo, a trombose pode acontecer de maneira mais frequente. Os anticoncepcionais com mais de 50 mcg de estradiol são os que apresentam maior chance de desencadear a trombose.

O tratamento

Após o diagnóstico, o tratamento deve ser iniciado de maneira imediata. O mais comum é o uso contínuo de anticoagulantes orais, porém em casos mais graves, a intervenção cirúrgica pode ser indicada. Arthur reforça a necessidade de, mesmo após o tratamento, a pessoa deve ter cuidados constantes para que não desenvolva uma outra trombose, uma vez que seu risco de ter a doença é maior do que aqueles que nunca tiveram. 

“A principal complicação da trombose, quando não tratada a tempo, é a migração do trombo para órgãos vitais, como o pulmão, causando um tromboembolismo pulmonar, aumentando, então, o risco de vida do paciente. Outras possíveis consequências são a hipertensão pulmonar, reincidências de trombose, entre outros”, alerta o profissional.

Prevenção

Algumas mudanças de hábitos podem ajudar a prevenir a doença. “A prática de atividade física pode ser uma grande aliada. Não fumar, não consumir bebida alcóolica em excesso e beber bastante água diariamente, manter o peso equilibrado, ter uma alimentação balanceada, usar roupas e calçados confortáveis durante as viagens também podem ajudar e muito. Se for uma pessoa que trabalha sentada por muito tempo, indico que ela levante de vez em quando para se movimentar e caminhar um pouco e usar meias de compressão”, finaliza Arthur Feltrin.

 

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