9 lições que aprendi com o lúpus

Assim como a cantora Selena Gomez, que enfrentou o problema há algum tempo, também fui diagnosticada com a doença. Doze anos depois, e encorajada com o depoimento da cantora, resolvi contar como superei o lúpus

Por Mai Dornelles (colaboradora) Atualizado em 28 out 2016, 01h45 - Publicado em 13 out 2015, 17h26

1. Me conhecer foi o melhor remédio

Stress, depressão e ansiedade podem piorar o quadro da doença. Entrar em um profundo processo de autoanálise, para mim, foi a grande arma contra o lúpus. Por isso, o acompanhamento de um profissional para ajudar a controlar seus anseios é altamente recomendável. E no fim, você tendo a doença ou não, se conhecer profundamente é uma das grandes riquezas da vida.

 

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2. Me alimentar bem. Mesmo!

A causa do problema ainda é pouco conhecida. Mas sabe-se que além de fatores hormonais, ambientais e genéticos, o estilo de vida contribui para o desenvolvimento da doença. E este foi um dos quesitos que cuidei com carinho. Com a ajuda de um nutricionista, fiz uma reeducação alimentar e tive que inserir mais nutrientes e vitaminas como ômega-3 e cálcio na minha rotina. 


3. Corpo são, mente sã

A endorfina é o remédio da felicidade. Além de ajudar em outros inúmeros efeitos colaterais do lúpus, a atividade física traz a famosa paz de espírito e dá um chega pra lá em qualquer sinal de depressão ou ansiedade que possam aparecer durante o tratamento. E tem mais: é o pulo do gato para combater a famosa, mas não querida, fadiga diária, sintoma característico de quem tem a doença. 

4. Muita calma nessa hora

O lúpus é uma doença que não te dá outra alternativa a não ser a de pisar no freio e fazer tudo com muita, mas muita calma. O estilo de vida ‘abraçar o mundo com os braços e as pernas, tudo de uma vez e ao mesmo tempo’ não cabe mais no vocabulário. Viver e vencer um dia de cada vez tornou a minha meta. Tive que compreender os limites do meu corpo e, o mais importante, aprender a respeitá-los.


5. Check up sempre!

Gostando ou não, o ambiente hospitalar torna-se uma constante na sua rotina. De tanto que você conversa, pesquisa e lê sobre o assunto, acaba se tornando praticamente um especialista capaz de interpretar perfeitamente o próprio exame de sangue. Aliás, que também poderia participar facilmente de alguma série de TV estilo Dr. House ou Gray’s Anathomy. 

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6. Sou mais forte do que imaginava

Aprendi que meu melhor amigo e pior inimigo sou eu mesma, portanto cabe apenas a mim lutar a meu favor. Nesse processo, você percebe que não é a mulher maravilha, mas que tem uma força interior tão grande que é capaz de derrotar os piores dos vilões, no caso, o lúpus. A partir daí, ninguém te segura mais!

 

 

7. Disciplina é tudo 

Por mais difícil que seja, seguir exatamente todas as orientações dos médicos é vital. Tomar remédios no horário, se alimentar bem, se exercitar sempre e estar em constante aprendizado para se conhecer cada vez mais faz toda a diferença. O foco para o paciente de lúpus é ter qualidade de vida, e esta vem apenas com o tempo e a disciplina. 


8. A sua grama é mais verde que a do vizinho

Ao começar a pesquisar sobre a doença, entrar em comunidades na internet e conhecer pessoas na mesma situação, você percebe o quanto tudo o que aconteceu até então poderia ter sido muito pior. A vida ganha outra perspectiva para você. Além de ser um excelente suporte em grupo, tais comunidades mostram as dificuldades diárias e reais de cada paciente, de gente como a gente.
 

9. Vão-se os anéis e ficam os dedos

A sua beleza, seu cabelo, sua pele, suas bochechas entre tantas outras coisas se vão, e o que fica é o genuíno amor que você sente por si mesmo. Você acaba se desapegando de padrões e encontra a beleza no caos. Você se torna mais gentil consigo e aprende a se amar acima de qualquer coisa.

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