Pressão arterial no smartwatch: veja o que um cardiologista diz sobre o tema
Smartwatch e pressão arterial: a tecnologia auxilia, mas a validação médica é indispensável para o controle da hipertensão.
Os smartwatches se tornaram grandes aliados na rotina de muitas pessoas. Eles ajudam a reunir, em um único dispositivo, informações de monitoramento de saúde e de dados relacionados à prática de atividades físicas.
Alguns modelos oferecem a possibilidade de medição da pressão arterial. Entretanto, é fundamental destacar que a inovação não substitui o acompanhamento médico nem os cuidados necessário para o controle da hipertensão — condição que, muitas vezes, se manifesta de maneira silenciosa até que cause complicações mais graves.
“Relógios inteligentes podem auxiliar no monitoramento da atividade física, do sono e da saúde cardiovascular, mas não substituem aparelhos de medição da pressão arterial calibrados e nem consultas médicas”, fala o Dr. Rodrigo Pedrosa, cardiologista e diretor financeiro do Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia (DHA/SBC).
De acordo com o médico, mesmo sem servir para um diagnóstico preciso e definitivo, o smartwatch pode ajudar a despertar a atenção para possíveis alterações e estimular uma investigação mais precoce.
“Registros persistentes de alterações devem servir de alerta para confirmação em um equipamento adequado e avaliação com um cardiologista. Quanto antes a hipertensão é identificada, maiores são as chances de controlar a pressão e evitar complicações”, declara ele.
A investigação começa com aferição adequada da pressão no consultório. Exames como eletrocardiograma, teste ergométrico, análises laboratoriais e, quando necessários, avaliações mais específicas (MAPA, Holter 24 horas e ecocardiograma) podem ser solicitados pelo médico.
Vale ressaltar que a ausência de alertas no smartwatch relacionadas à pressão arterial não significa que está tudo bem, principalmente no caso de idosos, pessoas com fatores de risco ou que já sofrem com doenças ou indivíduos com histórico familiar de hipertensão.
“Os recursos tecnológicos são bem-vindos, mas a prevenção continua dependendo de informação, avaliação médica e cuidados regulares”, conclui o cardiologista.
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