Pele seca, rinite, alergias… Veja como o umidificador pode ajudar

Ter um umidificador no quarto durante o inverno não só é possível, como recomendado. Veja os benefícios e as contraindicações

Por Marcela De Mingo Atualizado em 18 jun 2021, 13h01 - Publicado em 19 jun 2021, 09h00

Com a chegada do outono e do inverno, algumas regiões do Brasil sofrem com o tempo seco. A falta de umidade pode render belos dias de céu azul e frio, mas garantem também alergias respiratórias e secura tanto no nariz e garganta, como na pele. Se você é do time que precisa reforçar a hidratação nesse período e se já não sabe mais o que fazer para lidar com os olhos secos e a garganta que acorda coçando e incomodando, nós temos uma solução! Fomos atrás de entender tudo sobre o uso de umidificadores e se essa belezinha pode, mesmo, ajudar. 

Para quem tem alergias respiratórias…

A notícia é das melhores! Segundo a Dra. Maura Neves, otorrinolaringologista da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, ter um umidificador no quarto pode ajudar muito no período de secura. “Ele ajuda a aumentar a umidade do ar, o que ajuda a evitar crises respiratórias como rinites e asma”, diz. 

Para quem precisa entender um pouco mais como essa dinâmica funciona, é mais simples do que parece. O ar seco, quando inalado, irrita e inflama a via respiratória. Essa irritação pode acometer desde a via aérea alta (como o nariz e a faringe) quanto as vias mais baixas, como traqueia e pulmões. “Para que as trocas gasosas ocorram adequadamente nos pulmões o ar deve ser condicionado: aquecido, filtrado e umidificado. Quanto mais seco o ar  inalado, mais as vias respiratórias precisam umidifica-lo”, explica a médica.

Ou seja, ter um umidificador por perto faz esse trabalho de aquecer e umidificar o ar por você, o que significa menos sobrecarga para o seu corpo e, consequentemente, menos irritações e crises alérgicas. O melhor de tudo é que não existem contraindicações para o seu uso, mas a recomendação é evitar umidificar o ar se o ambiente já é úmido por si só ou se o próprio clima está mais úmido. Isso significa possivelmente aposentar o seu umidificador pelos meses de verão, quando chove mais, e deixá-lo reservado para o inverno. 

Ah, e mais uma dica: a ideia também não é deixar o aparelho ligado o dia inteiro, mas priorizá-lo nos períodos do dia que também são mais secos. “Normalmente, no período da tarde, a umidade relativa do ar cai e as dificuldades respiratórias aumentam. Porém, os umidificadores podem ser usados em qualquer momento. Sugiro não deixá-lo ligado a noite para evitar incêndios e evitar mantê-lo sempre no mesmo lugar para não criar umidade em um local ou parede específica”, completa a profissional.

No mais, fica o aviso: misturas de água com óleos essenciais, como lavanda, são comuns para quem tem umidificadores, mas, se a sensibilidade respiratória é alta, o ideal é evitá-los, já que podem desencadear novas crises de alergia. 

Para você que lida com pele ressecada…

A notícia é boa também! Como já comentamos, durante o inverno, a umidade relativa do ar diminui bastante (ela pode chegar a valores abaixo dos 30%), o que significa que o ressecamento de mucosas e da pele, além dos problemas respiratórios, tendem a piorar. Como o umidificador funciona como um mecanismo de compensação, aumentando a umidade relativa do ar, é o mínimo que ele também ajude com a pele seca, não é mesmo? 

“Sendo a pele nosso maior órgão, ele sofre muito, pois o ambiente seco deixa a pele mais desidratada, com perda excessiva de água”, explica a Dra. Roberta Padovan, especialista em Medicina Estética e Dermatologia pela INCISA. “Com o ambiente mais úmido, diminuem os problemas de ressecamento da pele e a produção de sebo é equilibrada – sendo ele a substância responsável pela proteção da barreira cutânea”, explica. 

Quem lida com problemas como rosácea, psoríase e até dermatite atópica pode respirar aliviado, porque o umidificador ajuda na manutenção dessa barreira cutânea da pele e evita a piora dessas condições. A indicação de uso, no entanto, é a mesma para quem possui alergias respiratórias: o ideal é mantê-lo ligado por, no máximo, 4 horas seguidas e desligar o aparelho antes de deitar. 

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