Uso de celular ou tablet na cama é prejudicial para o sono

A médica neurologista Andrea Bacelar explica o motivo

Por Fernanda Bassette Atualizado em 10 jun 2021, 14h19 - Publicado em 22 jun 2021, 09h00

Segundo a médica neurologista Andrea Bacelar, presidente da Associação Brasileira do Sono, as luzes de frequência azul estimulam, através da retina, o nosso marcapasso interno (núcleo supraquiasmático) a dizer para a glândula pineal que não está na hora de produzir melatonina – hormônio que só é produzido no período noturno e induz o corpo a pegar no sono. “Então, no período da noite, devemos evitar essas luzes, pois isso acarretará no atraso da produção da melatonina e, por consequência, atrasará a promoção de sono”, explica.

De acordo com a médica, essa exposição à luz é importante durante o dia para que o corpo fique mais alerta, mais atento e gaste mais energia gerando mais pressão para o sono à noite. “Portanto, sol e muita luz durante o dia e baixa luminosidade à noite são grandes sincronizadores para um sono de qualidade.”

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