Abdominal na máquina funciona mesmo?
Descubra quando vale a pena incluir o abdominal na máquina no treino
A dúvida é comum nas academias: será que o abdominal na máquina realmente ativa o core ou é melhor ficar só nos exercícios no chão? A resposta passa pelo objetivo do treino, nível de experiência e forma de execução.
O que a máquina faz de diferente
Diferente dos exercícios livres, o abdominal na máquina guia o movimento e limita compensações do tronco e do quadril. Isso facilita a execução correta, especialmente para quem ainda tem dificuldade em ativar o abdômen sem sobrecarregar a lombar.
Uma pesquisa publicada no Journal of Strength and Conditioning Research mostrou que exercícios guiados de flexão do tronco conseguem gerar alta ativação do reto abdominal, principalmente quando a carga é bem ajustada e o movimento é feito de forma controlada.
Ou seja: a máquina funciona, sim, desde que seja usada com consciência.
Para iniciantes, faz sentido?
Para quem está começando, o abdominal na máquina pode ser um bom ponto de partida justamente por oferecer mais controle do movimento e ajudar na construção de resistência muscular.
“Para iniciantes, os abdominais podem ser um bom ponto de partida para construir resistência e preparar o corpo para exercícios mais avançados, já que a prática regular fortalece o núcleo, melhora a postura e a estabilidade, reduz o risco de lesões nas costas e pode ajudar a tonificar os músculos abdominais”, aponta o personal trainer Marcio Lui, indicando ainda a inclusão de exercícios como crunches e prancha na rotina de treinos.
Nesse caso, a máquina ajuda a criar consciência corporal antes de partir para movimentos mais complexos.
E para quem já treina há mais tempo?
Para praticantes mais experientes, o abdominal na máquina não precisa ser descartado, mas dificilmente deve ser o único estímulo. Um estudo da European Journal of Applied Physiology mostrou que exercícios livres, como pranchas e elevações de pernas, recrutam mais músculos estabilizadores do core, enquanto os movimentos guiados tendem a isolar mais o reto abdominal.
Por isso, a melhor estratégia costuma ser a combinação: usar a máquina para trabalhar força e sobrecarga, e exercícios no solo para estabilidade e controle. “Já para pessoas mais experientes, exercícios como a prancha lateral, a elevação de pernas e as rotações oblíquas ajudam a elevar o nível do treino”, destaca Lui.
Então, vale a pena?
Sim, o abdominal na máquina funciona, mas não faz milagre sozinho. Ele é eficiente para ativar o abdômen, especialmente em iniciantes, mas apresenta melhores resultados quando faz parte de um treino variado, que também inclua exercícios livres e desafios de estabilização.
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