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O ritmo dos exercícios pode impactar a queima de gordura; entenda como não errar

A pressa no treino pode mudar completamente o efeito do exercício no corpo

Por Helena Saigh
22 jan 2026, 18h00 • Atualizado em 23 jan 2026, 13h29
treino rápido
Entender o papel do ritmo ajuda a evitar erros comuns que comprometem os resultados. (pikisuperstar/Freepik)
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  • A velocidade de execução é um dos fatores que mais geram dúvidas no treino, especialmente quando o objetivo é emagrecer. Fazer os exercícios mais rápido parece, à primeira vista, uma estratégia para gastar mais energia, mas a relação entre ritmo, gasto calórico e uso de gordura é mais complexa do que apenas “acelerar o movimento”.

    No treino de força, por exemplo, a execução “controlada” costuma aumentar o tempo sob tensão e a ativação muscular, o que tende a elevar a demanda metabólica ao longo da sessão.

    Um estudo publicado na Motriz: Revista de Educação Física, mostrou que repetições mais longas no supino aumentaram a ativação muscular, e a resposta de lactato quando os protocolos foram pareados, sugerindo maior estresse metabólico quando o movimento não é feito “no automático”. 

    Então fazer rápido queima menos gordura?

    Não é tão simples porque a queima de gordura depende de intensidade real, duração do treino, condicionamento e dieta. Mas existe um ponto importante: quando você acelera demais e perde a técnica, parte do esforço vira impulso, e não contração eficiente.

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    Além disso, a velocidade/tempo da repetição influencia o quanto você consegue carregar e o trabalho total do treino. Em um estudo publicado no Journal of Strength and Conditioning Research, um tempo mais rápido (2/0/2) permitiu usar cargas maiores e fazer mais trabalho total do que um tempo mais lento (2/0/4), com respostas hormonais agudas semelhantes.

    Ou seja: nem sempre “mais lento” é melhor, mas “rápido demais e bagunçado” também não é vantagem. 

    Treino rápido pode ser ótimo, mas depende da proposta 

    Treinos como HIIT funcionam porque são estruturados: você faz picos intensos alternados com recuperação, mantendo o estímulo alto sem “desmontar” o movimento. Sobre o efeito depois do treino, uma meta-análise publicada na Revista Brasileira de Medicina do Esporte comparou protocolos e reforça que sessões mais intensas tendem a gerar maior EPOC do que treinos contínuos moderados, embora isso varie conforme o desenho do treino. 

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    HIIT ou Cardio: qual queima mais gordura?

    Como encontrar o equilíbrio entre ritmo e eficiência

    Na prática, a velocidade do exercício deve estar a serviço da técnica e do objetivo do treino. Execuções excessivamente rápidas tendem a reduzir a amplitude do movimento, favorecer compensações articulares e diminuir o recrutamento do músculo-alvo, o que impacta diretamente a qualidade do estímulo.

    Em vez de priorizar a pressa, estudos sobre tempo de execução indicam que o controle do movimento favorece a eficiência do exercício. Uma pesquisa publicada no Journal of Strength and Conditioning Research, mostrou que ritmos mais controlados aumentam o tempo sob tensão muscular e melhoram a qualidade do estímulo, contribuindo para resultados mais consistentes ao longo do tempo.

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