Carga versus repetições: o que realmente importa para ganhar massa muscular?

A ciência tem a resposta!

Por Maraísa Bueno 31 jul 2025, 18h00 | Atualizado em 7 ago 2026, 10h36
.
A resposta para essa questão é simples e veio da ciência: tanto faz (./Freepik)
Continua após publicidade
Carga versus repetições: o que realmente importa para ganhar massa muscular? Priorizar nos meus resultados Google

Quando se fala em treinos de hipertrofia, sabemos que, literalmente, os músculos crescem. Mas, muitas pessoas não sabem se devem priorizar a carga ou o número de repetições. 

E a ciência já tirou essa dúvida: de acordo com um estudo da Unicamp, feito em 2023, a resposta para essa questão é simples: tanto faz. 

“O processo de hipertrofia muscular acontece com estímulos efetuados e repetidos com carga basicamente. Poucas repetições e mais carga, ou o inverso, surtem efeito para tal processo”, explica Evandro Félix da Silva, personal trainer. 

Evandro destaca que estudos apontavam que séries entre 6 e 12 repetições eram as mais adequadas para hipertrofia. “Também são funcionais, mas comprovadamente mais repetições, ou séries por tempo, e não repetições ou mesmo até a falha, atingem o mesmo objetivo”, conta. 

Continua após a publicidade

O profissional ainda ressalta que apontar uma única maneira de atingir esse objetivo seria um erro. “Busque aquele que melhor atende sua expectativa e as indicações de um profissional de educação física”, destaca.

Como ganhar mais massa muscular? A ciência responde. 

Feito durante oito semanas, o estudo da Unicamp acompanhou 18 voluntários com treinos distintos: parte deles fez exercícios com pesos mais altos e menos repetições, enquanto a outra parte realizou mais repetições com cargas menores.

No grupo que treinava com alta carga, os participantes carregavam até 80% do próprio peso, enquanto no que treinava com mais repetições e até a exaustão, os integrantes pegavam apenas 30%. A massa muscular de ambos os grupos foi medida na primeira e na última sessão de exercícios, e ao final do experimento, não foi observado nenhuma diferença de ganho de massa muscular e estresse metabólico entre os grupos.

Continua após a publicidade

Segundo o personal trainer Caio Signoretti, para que uma pessoa ganhe massa muscular é preciso ter intensidade. “O ponto principal é gerar esforço suficiente, treinando com intensidade. E a intensidade do treino pode alcançada de duas maneiras: com altas cargas e poucas repetições e com baixas cargas e mais repetições. Então os dois realmente dão resultado dependendo da forma que é feito”, explica ele.

“Quando pegamos muito peso, em certo ponto, o movimento simplesmente trava e não conseguimos fazer mais repetições. Já quando essa carga é diminuída e o estímulo é feito mais vezes, também alcançamos a fadiga e não conseguimos mais realizar o movimento devido a sensação de ‘queimação’ do músculo”, completa.

No entanto, o profissional alerta para fugirmos do “platô”, quando uma pessoa não vê resultados no corpo, uma vez que o músculo se acostuma com os estímulos que recebe.

Continua após a publicidade

“É interessante que tenha variação e seja feita uma troca periódica no treinamento. Pode ser a cada 30 ou 40 dias, dependendo da frequência que a pessoa tem na academia”, ele sugere.

E conclui: “Na primeira troca de treino, por exemplo, você pode apenas aumentar a carga dos exercícios e fazer menos repetições. Depois de 30 dias, na segunda troca, continua fazendo os mesmos exercícios, mas diminuindo a carga e aumentando as repetições”.

Continua após a publicidade

Acompanhe o nosso WhatsApp

Quer receber as últimas dicas e matérias incríveis de Boa Forma direto no seu celular? É só se inscrever aqui, no nosso canal no WhatsApp.

Publicidade

Essa é uma matéria fechada para assinantes.
Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.