Shape slim: é genética mesmo ou a rotina faz a diferença?

Genética influencia o formato do corpo, mas não atua sozinha

Por Helena Saigh 31 mar 2026, 20h00 • Atualizado em 1 abr 2026, 14h05
Shape slim
Estrutura corporal, hábitos e resposta ao treino ajudam a explicar por que cada pessoa tem um shape diferente. (diana.grytsku/Freepik)
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  • O chamado “shape slim”, caracterizado por um corpo mais magro, com baixo percentual de gordura e aparência longilínea, costuma ser associado à genética. Mas, na prática, essa relação é mais complexa.

     

    O papel da genética

    Fatores genéticos têm impacto direto na forma como o corpo armazena gordura, distribui massa muscular e responde ao treino.

    Um dos estudos mais conhecidos sobre o tema, publicado no New England Journal of Medicine e conhecido como Quebec Family Study, que mostrou que indivíduos submetidos ao mesmo excesso calórico tiveram respostas muito diferentes em ganho de peso e gordura corporal, reforçando a influência genética.

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    Além disso, variantes do gene FTO, descritas em estudos publicados na Science, estão associadas a maior predisposição ao ganho de peso e ao acúmulo de gordura.

    Como alcançar o shape slim: 5 dicas eficazes para um corpo definido

    Estrutura corporal também conta

    O “shape slim” também está ligado a fatores estruturais, como comprimento dos membros, largura óssea e inserções musculares.

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    Estudos publicados no European Journal of Applied Physiology mostram que diferenças na arquitetura muscular influenciam diretamente o formato e a aparência dos músculos, independentemente do treino.

    Treino e alimentação ainda são determinantes

    Mesmo com predisposição genética, o treino e a alimentação continuam sendo fatores decisivos.

    Uma meta-análise publicada no Journal of Applied Physiology, mostrou que o ganho de massa muscular está fortemente relacionado à ingestão proteica e ao estímulo de treino, independentemente de variações individuais.

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    Além disso, estudos sobre “responders e non-responders”, como o de Hubal, publicado no Journal of Applied Physiology, mostram que todas as pessoas podem evoluir com treino, ainda que em ritmos diferentes.

    Então, é genética ou não?

    O “shape slim” tem, sim, influência genética, principalmente em aspectos como distribuição de gordura e estrutura corporal.  Mas ele não depende apenas disso! Na prática, o corpo é resultado da interação entre genética, hábitos e consistência ao longo do tempo.

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