Prancha de Copenhagen: o exercício que fortalece a parte interna da coxa e quase ninguém faz

Variação da prancha lateral, trabalha os adutores e ganhou espaço em programas de prevenção de lesões esportivas

Por Helena Saigh 23 out 2026, 20h00
Pernas e parte do abdômen de uma mulher em shorts pretos, com a mão direita de unhas vermelhas tocando a coxa esquerda, em fundo cinza
A prancha de Copenhagen utiliza o apoio de uma perna elevada para intensificar o trabalho dos músculos adutores da coxa. (diana.grytsku/Magnific)
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Os músculos da parte interna da coxa nem sempre recebem tanta atenção quanto os glúteos e o quadríceps durante os treinos. Mas são eles que ajudam a aproximar as pernas, estabilizar o quadril e controlar movimentos laterais, especialmente em atividades como corrida e futebol.

Uma maneira de fortalecê-los é a prancha de Copenhagen, exercício que combina a sustentação do corpo em posição lateral com um esforço intenso dos adutores. Apesar de ser mais conhecida no treinamento esportivo, a técnica também pode fazer parte de uma rotina de fortalecimento, desde que adaptada ao nível de condicionamento.

Por que a prancha de Copenhagen chama atenção?

Diferentemente da prancha lateral tradicional, em que os pés ficam apoiados no chão, a Copenhagen utiliza um banco para sustentar a perna de cima. Para manter o quadril elevado, os músculos da parte interna da coxa precisam produzir força enquanto o abdômen ajuda a estabilizar o tronco.

Um estudo publicado em 2014 no British Journal of Sports Medicine avaliou a ativação muscular durante diferentes exercícios de fortalecimento dos adutores. A Copenhagen apresentou uma das maiores ativações do adutor longo, músculo importante para os movimentos de aproximação das pernas.

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Os benefícios também foram investigados em jogadores de futebol. Uma pesquisa publicada em 2019 no mesmo periódico acompanhou 652 atletas de 35 equipes e identificou uma redução de 41% no risco de problemas na virilha entre aqueles que seguiram um programa de fortalecimento baseado no exercício.

O resultado é relevante, mas não significa que a prancha elimine o risco de lesões ou que tenha o mesmo efeito em todas as pessoas.

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Como fazer a prancha de Copenhagen?

  1. Deite-se de lado, apoiando o antebraço no chão, com o cotovelo abaixo do ombro.
  2. Coloque a perna de cima sobre um banco firme, inicialmente com o joelho apoiado para facilitar o movimento.
  3. Mantenha a perna de baixo estendida e contraia o abdômen.
  4. Pressione a perna de cima contra o banco para elevar o quadril, alinhando o tronco e as pernas.
  5. Se conseguir manter a posição sem compensações, retire a perna de baixo do chão e sustente por alguns segundos.
  6. Desça lentamente e repita do outro lado.

Para entender melhor cada etapa do movimento e visualizar a execução correta, confira o vídeo abaixo:

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Como aumentar a dificuldade?

A versão com o joelho apoiado no banco é uma alternativa para quem está aprendendo. Conforme a força melhora, é possível aumentar a alavanca, apoiando o tornozelo ou o pé.

Outra possibilidade é realizar a versão dinâmica, elevando e abaixando o quadril de maneira controlada.

Uma pesquisa publicada em 2016 no Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports encontrou aumento de aproximadamente 36% na força excêntrica dos adutores após oito semanas de treinamento progressivo com o exercício.

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Por exigir bastante da musculatura da virilha, o ideal é começar com poucas repetições ou períodos curtos de sustentação e aumentar a dificuldade gradualmente. Pessoas com dor na virilha, no quadril ou no joelho devem buscar avaliação profissional antes de experimentar a versão avançada.

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