Exercícios e jejum intermitente podem ser as chaves para viver mais e melhor

Essas práticas promovem um mecanismo celular fundamental para que o nosso organismo funcione bem

No último dia 3 de outubro, o biólogo japonês Yoshinori Ohsumi foi anunciado o vencedor do Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia de 2016. O cientista foi reconhecido pelo seu trabalho – iniciado na década de 1990 – de desvendar os mecanismos complexos que envolvem a autofagia, uma estratégia de sobrevivência das células. Em certas situações, estruturas celulares internas redistribuem nutrientes e destroem partículas envelhecidas. E, de acordo com os achados de Ohsumi, esse processo é de suma importância para a prevenção de doenças – a exemplo de diabetes, leucemia e doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson – e para um envelhecimento saudável.

Mas ainda há muito o que ser descoberto sobre a autofagia. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, a professora Katja Simon, do Instituto Kennedy de Reumatologia, na Inglaterra, revelou que há cientistas estudando hoje a possibilidade de estimular a autofagia para garantir que o avançar da idade não venha acompanhado de tantas enfermidades. Isso já foi investigado em ratos e os resultados foram positivos. Ainda falta muito, porém, para que essas pesquisas se convertam em tratamentos efetivos para seres humanos.

“Se conseguirmos entender como a autofagia é naturalmente induzida a reconhecer e reciclar depósitos tóxicos, poderemos encontrar compostos capazes de ativar a autofagia e manter níveis estáveis desse processo ao longo da vida, evitando o acúmulo de lixos celulares. E isso poderia ser feito por meio de drogas químicas ou substâncias presentes naturalmente na alimentação e que poderiam ser usadas como suplementos”, declara Ioannis Nezis, professor da Universidade de Warwick, na Inglaterra, também em entrevista ao Guardian.   

Romã, cúrcuma e uva

Diversas substâncias naturais já foram estudadas para estimular a autofagia. Entre elas estão compostos presentes na romã, na cúrcuma e nas uvas vermelhas, que apresentaram bons resultados em pesquisas. Só que as investigações até agora se restringiram a animais e ao laboratório, de modo que ainda não se sabe se isso também se aplica aos humanos e tampouco quanto seria preciso ingerir desses alimentos para disparar o mecanismo celular. Mais estudos são necessários.

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Exercícios e jejum intermitente

Sabe-se que uma das situações que levam ao processo de autofagia é a escassez de alimentos. Segundo Katja Simon, a restrição de calorias feita na dieta do jejum intermitente 5:2 (cinco dias de cardápio normal e dois de jejum intermitente) estimula o mecanismo celular e já ajudaria na prevenção de doenças. No entanto, isso ainda não é um consenso no mundo científico – e lembre-se: nada de aderir a esse modelo alimentar sem o aval e o acompanhamento de um nutricionista!  

Estudos com ratos também mostraram que a atividade física é outro fator que faz com que as células se autodigiram. Ainda não se sabe também qual a frequência ideal de exercícios para fazer com que se inicie esse processo. De qualquer forma, esse seria só mais um motivo para você continuar a se movimentar, não é mesmo?

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