Ronco, pum e arroto: o que os barulhos que o seu corpo emite querem dizer?

Seu corpo produz uma série de barulhos – alguns desagradáveis, outros só curiosos. São sinais do que está acontecendo lá dentro. Saiba quando dar ouvidos

RONCO
É difícil dormir com alguém tocando o terror na madrugada, né? Trata-se do ruído da respiração quando a pessoa dorme e há obstrução das vias aéreas superiores. “É normal se você deita em uma posição que atrapalha a entrada de ar pela inspiração (com a barriga para cima) ou quando há excesso de peso”, explica a gastroenterologista Flávia Funes, de São José do Rio Preto (SP). Beber antes de ir para a cama também é cilada!

OUÇA MELHOR: se você não bebe, está no peso certo e dorme de lado, o ronco sinaliza distúrbios como apneia do sono, amígdalas e adenoides hipertrofiadas e desvio de septo. E todos eles precisam ser investigados por um especialista.

ZUMBIDO NO OUVIDO
Muito comum em viagens, o barulhinho incomoda até não querer mais. “A mudança de pressão, a idade e até um zunido muito alto são fatores que causam danos nas células do ouvido”, avisa o otorrinolaringologista Fernando Portinho, do Rio de Janeiro.

OUÇA MELHOR: se o barulho persistir ou for acompanhado de dor ou vertigem, o médico deve examinar seu ouvido para ter certeza de que não há uma infecção ou lesão no nervo auditivo.

ASSOVIO NO NARIZ
Aquele chiado que impede você de dormir à noite tem explicação. “É o barulho da respiração (inspirar e expirar) de quem está com o nariz entupido”, diz Fernando. Para liberar a área, use um soro caseiro ou descongestionante. Inalação com água morna também funciona para resfriado.

OUÇA MELHOR: preste atenção se você bateu o nariz ou teve algum trauma na região. Aí, há o risco de existir uma fratura na cartilagem, que deve ser corrigida com cirurgia plástica.

ESPIRRO
Você olha aquele gatinho peludo para doação, mas ao chegar perto dele não consegue dominar os espirros. Alergia? Nem sempre. Eles podem ser resultado de impurezas ou vírus que entram pelo nariz junto com o ar que você inspira. O excesso de luz também estimula o cérebro a enviar uma mensagem de reflexo para o músculo do diafragma (já experimentou olhar em direção ao sol para não perder o espirro?). O som muito forte provoca uma pressão no ouvido capaz de romper o tímpano. Por isso, cubra o nariz com a mão, mas não feche as narinas – o ar precisa sair.

OUÇA MELHOR: uma crise com muitos espirros em sequência ou com frequência indica alergia. É bom pesquisar os agentes responsáveis.

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ARROTO
Parece que o ar está escapando pela boca. É isso mesmo! “Depois de comer certa quantidade de alimentos, o ar que foi parar no estômago junto com a comida precisa ser eliminado”, diz o médico especialista em nutrologia Hamilton Funes, de São José do Rio Preto. O melhor jeito de controlar o arroto é mastigar de boca fechada e devagar, além de evitar bebidas com gás.

OUÇA MELHOR: se os arrotos estão acompanhados de dor no estômago ou queimação na garganta, é sintoma de refluxo, que deve ser tratado.

PUM
O auge da vergonha em público, na verdade, indica que a flora intestinal está digerindo os alimentos que liberam muitos gases, depois expelidos pelo intestino. Ou seja, soltar pum é bem desagradável, mas não é grave! Só fique esperta para a lista de comidas mais propensas a causar embaraços: feijão, ovo, cerveja, leite, batata, milho, alho e brócolis.

OUÇA MELHOR: se os gases são acompanhados de diarreia depois de você comer derivados do leite, a suspeita é de intolerância. Fique sem laticínios por uma ou duas semanas e observe se ocorre uma melhora.

RONCO NO ESTÔMAGO
Nada mais chato do que estar perto de alguém e ouvir o barulho da sua barriga quebrando o silêncio. Os músculos do aparelho digestivo provocam um pequeno terremoto ao movimentar líquidos e gases. “Essa agitação costuma acontecer quando o intestino processa a comida. Então, esses sons aparecem algumas horas depois de você se alimentar”, explica Hamilton Funes. Agora, se você estiver de estômago vazio, significa que o órgão está expulsando os restos da última refeição ou que é hora de comer! Quando estamos com fome, o cérebro manda sinais para o sistema digestivo que estimulam a mesma sensação.

OUÇA MELHOR: se os roncos estão acompanhados de dor, pontada ou náusea, procure um médico para avaliar se há alguma obstrução ou infecção, que devem ser tratadas.

FLATO VAGINAL
Dá vontade de se esconder debaixo da cama. Mas esse é o som do ar sendo expulso da vagina. Apenas isso! Ele fica preso lá quando a entrada do canal é mantida fechada – durante a penetração, por exemplo. “Ao sair, o ar emite sons semelhantes aos da flatulência”, diz a ginecologista Aparecida Monteiro, do Rio de Janeiro. Como a musculatura frouxa intensifica o problema, exercite o assoalho pélvico: deitada de costas no colchonete, joelhos flexionados e pés paralelos, eleve o quadril contraindo os glúteos (encaixe uma bola entre os joelhos e pressione-a na elevação).

OUÇA MELHOR: se houver algum odor estranho junto com o barulho, marque uma consulta no ginecologista para descartar uma infecção bacteriana.

SOLUÇO
No meio de uma reunião de trabalho, você tenta falar e… HIC! O soluço é um espasmo no músculo diafragma que fecha a glote (por onde o ar passa) e interrompe a inspiração. Nervosismo, distensão do estômago e alguns medicamentos (que mexam com o sistema nervoso central) costumam ser os reponsáveis. Dá para controlar se você segurar a respiração, o que eleva o carbono no pulmão e relaxa o diafragma.

OUÇA MELHOR: se a crise de soluços durar mais de 48 horas, vá a um especialista para checar se não há danos no sistema nervoso central, causados por doença ou lesão.

ESTALO NAS ARTICULAÇÕES
Não é verdade que estalar os dedos faz mal. É até natural. Os ossos são conectados por cápsulas articulares que carregam um líquido, chamado sinovial, para diminuir o atrito e facilitar a mobilidade da cartilagem óssea. “Quando você faz um movimento que comprime e depois solta a articulação, os gases do líquido sinovial formam bolhas que explodem e produzem o som característico de estalo”, diz o reumatologista José Ribamar Moreno, diretor médico do Centro de Tratamento Intensivo da Dor, no Rio de Janeiro.

OUÇA MELHOR: quando os estalos passam a ser acompanhados de dor, é importante investigar.

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