5 benefícios do chá de gengibre

A raiz pode ser um aliado contra diversas doenças crônicas e dores

Por Amanda Ventorin Atualizado em 10 Maio 2022, 19h10 - Publicado em 12 Maio 2022, 10h00

O gengibre é a raiz do Zingiber officinale, uma planta tropical relacionada ao açafrão e ao cardamomo, de acordo com um artigo do Centro Nacional de Informações sobre Biotecnologia (NCBI). A raiz tem sido usada como alimento e tempero (delicioso) por milhares de anos, de acordo com a North Carolina State University.

Sua bebida é repleta de nutrientes bons que trazem benefícios para o corpo, desde sua função cerebral até a pressão arterial. Se você está buscando por uma opção saudável, pouco doce, um pouco apimentado e super nutritivo, o chá de gengibre é a melhor opção.

5 BENEFÍCIOS DO CHÁ DE GENGIBRE

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ELE É RICO EM ANTIOXIDANTES

O chá de gengibre é rico em antioxidantes, incluindo gingerols, shogaols e paradols. Essas substâncias ajudam a combater o estresse oxidativo, reduzindo a ação dos radicais livres. Isso acontece pois poluentes ambientais, radiação UV e escolhas alimentares podem aumentar a produção de radicais livres do corpo, que, em excesso, podem danificar as células e causar estresse oxidativo, de acordo com estudos . Isso pode levar a doenças crônicas, como problemas no coração e câncer. Mas os antioxidantes, como os do chá de gengibre, trabalham para estabilizar esses radicais livres, limitando seu potencial prejudicial ao corpo. 

Além disso, a atividade antioxidante do chá de gengibre também ajuda na inflamação. De acordo com uma revisão científica de 2016, ela ocorre em decorrência de um estresse oxidativo – promove doenças crônicas, de acordo com o NCBI .  Ou seja, os polifenóis do gengibre podem inibir a síntese de citocinas pró-inflamatórias [por exemplo, proteínas], reduzindo assim a carga de inflamação no corpo.

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DIMINUI O RISCO DE DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS 

Outro benefício do gengibre e seu impacto positivo na saúde do cérebro – graças aos compostos antioxidantes e anti-inflamatórios do gengibre.  Isso porque o estresse oxidativo e a inflamação podem levar a doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer, de acordo com uma revisão científica de 2020 . Durante esse processo, ocorre a danificação dos neurônios (células nervosas do cérebro), responsáveis ​​por funções cognitivas, como memória e aprendizado. Os antioxidantes do gengibre – mais notavelmente, gingerol, shogaol, paradol – podem proteger o cérebro do estresse oxidativo e da inflamação, potencialmente evitando doenças neurodegenerativas, de acordo com a revisão.

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REDUZ PRESSÃO ALTA

A hipertensão é um grande fator de risco quando o assunto é problemas cardíacos. Isso porque ela pode danificar as paredes dos vasos sanguíneos, dificultando que o sangue chegue com eficiência ao coração, de acordo com American Heart Association

O gengibre pode prejudicar a atividade da enzima conversora de angiotensina, ou ACE, de acordo com uma revisão científica publicada pela Frontiers in Pharmacology. Algo essencial, uma vez que a ECA transforma uma substância chamada angiotensina I em angiotensina II, que estreita os vasos sanguíneos e aumenta a pressão arterial, de acordo com uma revisão de 2019.

 

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REGULA O AÇÚCAR NO SANGUE

Ah, o antioxidante. Além de reduzir doenças neurodegenerativas e doenças crônicas, os antioxidantes presentes no gengibre são capazes de prevenir a diabete, já que o estresse oxidativo pode levar a um controle inadequado do açúcar no sangue, além de danificar certas células do pâncreas que são responsáveis ​​pela produção de insulina, de acordo com uma revisão no International Journal of Molecular Sciences, levando a diabetes.

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PODE AJUDAR NA DOR

Dor musculares e dores na articulações podem ser aliviadas com o gengibre. Os polifenóis da raiz são capazes de reduzir os níveis de citocinas inflamatórias, reprimindo assim a inflamação no corpo. Uma revisão científica de mais de 20 estudos também descobriu que o gengibre pode aliviar a dor – incluindo cólicas menstruais, osteoartrite e enxaquecas .—  ao inibir as prostaglandinas, compostos envolvidos na dor. Porém, a revisão também observa que, embora o uso de gengibre para alívio da dor seja promissor, “são necessários mais estudos para criar um consenso sobre a dosagem de gengibre para terapia de longo prazo” segundo a revisão.

 

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