Dieta do pH: enxugue 2 kg em 7 dias e ganhe energia em dobro!

Um cardápio capaz de restaurar o equilíbrio do pH do sangue e, com isso, evitar o acúmulo de peso, proteger ossos e músculos, garantir disposição e afastar uma série de doenças

Por Eliane Contreras Atualizado em 22 out 2016, 15h44 - Publicado em 28 Maio 2014, 22h00

A dieta do pH tem o mesmo princípio e objetivo da alimentação baseada na medicina chinesa tradicional: seguir um cardápio mais alcalino (ou básico) e menos ácido para restaurar o equilíbrio do pH do sangue e, com isso, evitar o acúmulo de peso, proteger ossos e músculos, garantir disposição e afastar uma série de doenças. São benefícios comprovados cientificamente que, nos últimos anos, despertaram a atenção de um número maior de médicos e nutricionistas, e muitos deles já prescrevem essa linha de alimentação aos pacientes. Alguns resultados apresentados no IX Congresso Internacional de Nutrição Clínica e Esportiva Funcional, realizado no mês de setembro, em São Paulo, confirmaram: a dieta do pH traz efeitos positivos não só na balança mas também na saúde do organismo como um todo.

O pH varia na escala de 0 a 14, mas o nosso organismo trabalha o tempo todo para manter o pH do sangue entre 7,3 e 7,4 – ou seja, levemente alcalino (7 é neutro, e abaixo disso, ácido). Esse é o ponto de equilíbrio para que as células consigam armazenar nutrientes dentro delas em proporções adequadas para realizar suas funções, entre elas preservar ossos e músculos. “Em um meio ácido, no entanto, esse mecanismo fica comprometido. As células deixam até mesmo de liberar toxinas e, cedo ou tarde, ficam inflamadas e surgem os prejuízos: ganho de peso, cansaço e envelhecimento precoce, além de doenças mais graves, como osteoporose e câncer”, alerta Natália Colombo, nutricionista da Clínica NcNutre, em São Paulo. A perda óssea também ocorre com mais facilidade porque o organismo entra em estado de alerta para recuperar o equilíbrio do pH e recorre às substâncias alcalinas presentes nos ossos, deixando-os frágeis.

Os vilões da dieta
O que altera o pH: as reações do metabolismo produzem substâncias ácidas, mas o organismo consegue driblá-las. O desequilíbrio geralmente acontece quando há uma sobrecarga vinda dos agentes externos. Entre eles, estão alguns alimentos, especialmente os feitos com farinha branca, sal, açúcar, corante e conservante. Os refrigerantes também estão nessa lista negra. Mas não é só isso: “Stress, falta de sono, raiva e ansiedade também aumentam a carga ácida no sangue”, diz a nutricionista Helouse Odebrecht, da H2O Nutrição, em Blumenau (SC). Portanto, além da escolha certa do que comer, você precisa cuidar das suas emoções e fazer uma atividade física capaz de ajudá-la a relaxar.

Mais verdura, menos carne
A dieta do pH recomenda montar as refeições com 70% de alimentos que resultam em resíduo alcalino e 30% daqueles que geram resíduo ácido. “Para respeitar essa proporção, reserve metade do prato para as verduras e os legumes. Deixe boa parte da outra metade para os cereais (arroz integral, quinua) e divida o espaço restante entre as leguminosas ( feijão, lentilha) e as carnes, de preferência brancas (peixe, frango)”, orienta Natália Colombo. As frutas, geralmente sugeridas pela nutricionista no café da manhã e nos lanches intermediários, também são muito bem-vindas. “Assim como as verduras e os legumes, elas são aliadas do pH alcalino”, diz Andréia Naves, nutricionista da VP Consultoria Nutricional, em São Paulo. Você pode comer inclusive abacaxi e limão. Isso mesmo: apesar do gosto ácido, que pode até acentuar a acidez no estômago, essas frutas não prejudicam o equilíbrio do pH do sangue – ao contrário, ajudam a alcalinizar.

As carnes resultam em resíduos ácidos, mas são mantidas na dieta em porções moderadas para saciar e preservar os músculos. Outro detalhe: quando comprar água mineral, leia o rótulo – a maioria tem acidez alta, mas o ideal é escolher uma opção com pH entre 7 e 9. A lista ao lado serve de referência para você organizar refeições mais alcalinas. Mas, se preferir, acompanhe o cardápio elaborado pela nutricionista Natália Colombo. Com cerca de 1200 calorias, ele restaura o pH do sangue ao mesmo tempo que promove uma perda de peso mais acelerada. Pode ser seguido por um mês – depois, aumente o tamanho das porções, mas continue seguindo a proporção de mais alimentos alcalinos e menos de ácidos. O objetivo é que você se mantenha em forma e saudável a vida toda!

Cardápio alcalino
A dieta do pH é rica em verduras, legumes e frutas. Aqui ela tem 1200 calorias para facilitar a perda de peso. Comer uma ameixa umeboshi por dia e beber água com gotas de limão em jejum são estratégias que favorecem o resultado:

*10 minutos antes do café da manhã: suco de 1/2 limão diluído em um pouco de água

Cardápio:
Café da manhã

Opção 1: Suco alcalinizante – 1 fatia grossa de melão com as sementes e 1 punhado de amora batidos com suco de 1 laranja-lima e 1/2 copo (100 ml) de água + 3 biscoitos integrais salgados

Opção 2: Suco alcalinizante – 4 morangos orgânicos e 1 folha de couve batidos com suco de 2 limas-da-pérsia e 1/2 copo (100 ml) de água + 1 tapioca recheada com 1 banana-prata assada e polvilhada com canela em pó

Opção 3: Suco alcalinizante – 1/2 papaia, 1 ameixa vermelha e 1 col. (sobremesa) de aveia em flocos batidos com 1 copo (200 ml) de água + 1 fatia de pão multigrãos com 1 fio de azeite extravirgem e orégano

Opção 4: Suco alcalinizante – 1 cenoura média batida com suco de 1 limão e 1 copo (200 ml) de água de coco + 2 torradas integrais com geleia de frutas vermelhas sem açúcar

Opção 5: Suco alcalinizante – 1 folha de couve, 1/2 maçã, 1 rodela média de abacaxi, 1/3 de pepino, 1 pedaço de erva-doce e 1 pedaço de gengibre batidos com 1 copo (200 ml) de água + 1 fatia de pão multigrãos com 1 col. (sobremesa) de tahine (pasta de gergelim) ou pasta de tofu

Lanche da manhã

Opção 1: 1 tangerina e 4 sementes de abóbora (sem sal)

Opção 2: 1 pêssego e 2 punhados de pipoca (feita com um pouquinho de óleo de coco e ervas: manjericão, orégano e salsinha)

Opção 3: 1 xíc. (chá) de uvas vermelhas ou roxas e 1 barrinha de sementes (gergelim e linhaça)

Opção 4: 1 maçã e 1 pedaço pequeno de coco seco

Opção 5: 1 pera e 6 avelãs

Almoço

Opção 1: Salada – 1 prato (sobremesa) de alface (americana, crespa, roxa), agrião, 4 rodelas de pepino, 1/2 tomate e 1 col. (sopa) de nabo ralado + 2 col. (sopa) de arroz integral com 2 col. (sopa) de feijão + 1 filé grande (120 g) de peixe assado com brócolis e cebola (regue o peixe com suco de limão)

Opção 2: Salada – 1 prato (sobremesa) de alface e folhas de mostarda, 2 col. (sopa) de rabanete ralado e 3 buquês de brócolis cozidos + 2 col. (sopa) de purê de inhame sem leite (prepare apenas com azeite extravirgem e 1 pitada de sal, de preferência marinho) + 1 filé médio (110 g) de frango grelhado com cebola e alho

Opção 3: Salada – 1 prato (sobremesa) de alface, agrião, 1 col. (sopa) de beterraba ralada e 1/3 de pepino em rodelas + 2 col. (sopa) de arroz integral com 1 col. (sopa) de lentilha + 2 col. (sopa) de couve refogada com 1 ovo mexido

Opção 4: Salada – 1 prato (sobremesa) de alface, rúcula, agrião e 2 rabanetes em rodelas + 1 filé médio (120 g) de salmão assado com alecrim + 2 col. (sopa) de purê de batata-doce sem leite (prepare apenas com azeite extravirgem e 1 pitada de sal) + 2 col. (sopa) de espinafre refogado

Opção 5: Salada – 1 prato (sobremesa) de alface, acelga e rúcula + 4 col. (sopa) de risoto de arroz integral e frango (cozinhe o arroz integral e misture frango refogado e desfiado, grão-de-bico cozido, tomate, cebola e alho-poró)

Lanche da tarde

Opção 1: Mix de castanhas e frutas secas – 3 damascos picados, 1 col. (sopa) de semente de girassol (sem sal) e 3 amêndoas cruas (sem sal)

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Opção 2: 1 xíc. (chá) de morango orgânico com 1 col. (sopa) de quinua em flocos, 1 col. (sobremesa) de castanha de caju triturada (sem sal)

Opção 3: Suco alcalinizante – 1 fatia média de melão com as sementes, 4 morangos orgânicos e 1 col. (sobremesa) de farelo de aveia batidos com 1 copo (200 ml) de água

Opção 4: Suco alcalinizante – 2 fatias médias de melancia batidas com 1 sachê de clorofila (ou 1 folha de couve), 1 pedaço pequeno de gengibre e 1 col. (sobremesa) de farelo de aveia (se precisar, acrescente água)

Opção 5: 1 maçã assada com gotas de limão e polvilhada com 1 col. (sobremesa) de castanha de caju triturado (ou amêndoa) e canela em pó

Jantar

Opção 1: 1 prato (fundo) de sopa de abóbora com tomate, brócolis e cebola, polvilhada com alga kombu. No final da preparação, acrescentar 1 col. (sopa) de azeite extravirgem

Opção 2: Salada – 1 prato (sobremesa) de rúcula, 1/2 pepino e 2 rabanetes em rodelas + 1 filé grande (120 g) de peixe assado com 1/2 batata-doce em rodelas temperados com azeite extravirgem, raspas de casca de limão, pimenta-do-reino e gengibre ralado

Opção 3: 1 prato (fundo) de caldo verde (preparado com mandioquinha, couve, cebola e brócolis cozidos e batidos no liquidificador. Tempere com 1 col./sobremesa de azeite extravirgem e pouco sal)

Opção 4: Salada – 1 prato (sobremesa) de rúcula e agrião com beterraba e 3 col. (sopa) de quinua em grãos cozida com cebola, alho, pimentão e alho-poró e 1 ovo cozido

Opção 5: Salada – 1 prato (sobremesa) de alface (variadas), rúcula e agrião + 1 berinjela (ou abobrinha) recheada de atum light temperado com alho amassado e azeite extravirgem e misturado com salsão em rodelas finas (asse por 10 minutos ou até a berinjela amolecer)

Dica da nutricionista:
Nas saladas, use os seguintes temperos: vinagre de maçã, sal marinho e azeite extravirgem com acidez máxima de 0,5.
Beba à vontade: água alcalina e chás (camomila, capim limão e erva-doce).

Ceia

Opção 1: 1 laranja-lima

Opção 2: 2 fatias de manga com raspas de casca de limão

Opção 3: 1 rodela média de abacaxi com gengibre ralado

Opção 4: 1/2 papaia

Opção 5: 1 ameixa vermelha
(Cód. Conteúdo: 784430)

Alimentos alcalinos
Muito alcalinos: ameixa umboshi, missô (pasta de soja fermentada), sal marinho, semente de abóbora em sal), lentilha, brócolis, Alga marinha (nori, kombu), cebola, rabanete, inhame, batata-doce, laranja-lima, nectarina, framboesa, melão, tangerina, abacaxi

Moderado alcalino: canela, pimenta, alho, shoyu (molho de soja), castanha de caju, salsa, couve, endívia, rúcula, folha de mostarda, laranja-pera, amora, manga

Pouco alcalino: chá verde, vinagre de maçã, ovo de codorna, amêndoa, gergelim, pimentão, nabo, couve-flor, repolho, berinjela, abóbora, batata, limão, pera, abacate, maçã, amora, papaia, pêssego

Muito pouco alcalino: manteiga clarificada (ghee), quinua, arroz selvagem, aveia, óleo de coco, azeite extravirgem, sementes (a maioria), beterraba, alho-poró, quiabo, alface, banana, damasco, mirtilo.

Alimentos ácidos
Muito pouco ácido: figo, tâmara, coco, goiaba, abobrinha, espinafre, vagem, feijão-roxo, óleo de girassol, arroz integral, peixes, gelatina, ovo, queijo de cabra, iogurte, manteiga, vinagre de arroz, mel, curry.

Pouco ácido: ameixa seca, ameixa vermelha, tomate, ervilha verde, acelga, feijão-preto, ervilha seca, tapioca, arroz branco, peru, carne de carneiro, leite de vaca, vinagre balsâmico, chá preto, stévia.

Moderado ácido: cenoura, vagem, grão-de-bico, pecã, amendoim, farelo de aveia, milho, frango, lula, carne de porco, queijo cottage, sacarina, café, aspartame, soja.

Muito ácido: farinha de trigo branca, lagosta, carne vermelha, sorvete, queijo processado, vinagre branco, geleia com açúcar, cerveja, refrigerante, sal refinado.

 

 

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