Sabe o que comer, mas não consegue emagrecer?

Compreenda como emoções como ansiedade e estresse impactam sua alimentação e peso. Estratégias conscientes para resultados duradouros.

Por Juliany Rodrigues 4 jun 2026, 22h00
Mulher de cabelos castanhos, olhos fechados e expressão de prazer, saboreando algo em uma colher de metal, vestindo blusa bege com detalhes pretos, em fundo azul claro
Compreenda como emoções como ansiedade e estresse impactam sua alimentação e peso. Estratégias conscientes para resultados duradouros. | (Magnific/Magnific)
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Muitas pessoas entendem a importância de manter hábitos alimentares balanceados para emagrecer, mas, ainda assim, encontram dificuldade para incluí-los no dia a dia de maneira sustentável e alcançar resultados duradouros. Uma das explicações que podem estar por trás disso é a questão emocional, que influencia diretamente o comportamento e as escolhas relacionadas à comida.

“A comida não envolve apenas necessidade fisiológica. Muitas vezes ela também funciona como conforto emocional, recompensa ou alívio para momentos de tensão”, explica Priscila Rodrigues, nutricionista.

Rodrigues ressalta que essa situação é mais comum do que se imagina e que ela não deve ser interpretada apenas como falta de disciplina.

Como as emoções podem influenciar a fome?

Emoções como ansiedade, estresse e cansaço podem aumentar a busca por opções muito calóricas e ricas em açúcar. “O comportamento alimentar é complexo. Sono ruim, rotina estressante e excesso de restrições alimentares também impactam nossas escolhas”, afirma.

Outro grande ponto que costuma estar associado a esses cenários é a adoção de dietas muito rígidas e extremamente restritivas. A nutricionista conta que essas estratégias podem piorar a relação com a comida e gerar ciclos de culpa e compulsão alimentar.

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“Muitas pessoas entram em um padrão de restrição exagerada e depois acabam compensando emocionalmente. Isso dificulta a construção de hábitos consistentes”, diz Priscila.

Os principais sinais de fome emocional incluem:

  • vontade repentina de comer doce;
  • desejo de comer mesmo sem fome física;
  • uso da comida como forma de aliviar emoções;
  • sensação de culpa após comer;
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Por fim, a nutricionista enfatiza que, para um processo de perda de peso que faça realmente bem ao organismo e capaz de ser seguido ao longo do tempo, o ideal é focar na construção de uma abordagem mais consciente e que verdadeiramente atenda às necessidades e à realidade de cada pessoa.

“Mais do que seguir regras rígidas, é importante entender os gatilhos emocionais envolvidos na alimentação. Quando existe equilíbrio, as chances de manter resultados saudáveis e duradouros são muito maiores”, conclui.

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