Pizza pode fazer parte de uma alimentação saudável?

Nutricionista explica por que o ganho de peso está relacionado ao conjunto de hábitos, e não ao consumo isolado do prato

Por Maraísa Bueno 7 jul 2026, 10h00
Mulher jovem de cabelo castanho, blusa azul e avental listrado verde e branco, segurando uma fatia de pizza de queijo em cada mão, com expressão pensativa, olhando para a direita
Entenda como a pizza pode sim fazer parte de uma alimentação saudável.  (azerbaijan_stockers/Magnific)
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No dia 10 de julho é celebrado o Dia da Pizza e, com isso, restaurantes disparam promoções para comemorar a data. Mas, será que a pizza pode fazer parte de uma alimentação saudável?

Embora seja, na maioria das vezes, associada ao ganho de peso, a pizza nem sempre merece a fama de vilã. O efeito desse alimento no organismo depende do contexto alimentar de cada pessoa, incluindo rotina, frequência de consumo e qualidade geral da dieta.

Para o nutricionista Dr. Thyago Nishino, a pizza ganhou essa reputação mais pelo padrão de consumo do que pelo alimento em si.

“A pizza virou vilã porque, na maioria das vezes, ela aparece em momentos de excesso, com combinações muito calóricas e dentro de uma rotina alimentar desbalanceada. Mas, isoladamente, ela não define ganho de peso”, explica.

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Segundo o especialista, o ganho de peso está mais relacionado ao padrão alimentar global do que a um alimento específico. Em uma alimentação equilibrada, a pizza pode ser consumida sem impactos relevantes.

“Se a pessoa mantém uma alimentação saudável no dia a dia, com equilíbrio de nutrientes e boa rotina alimentar, não é a pizza que vai engordar. Agora, se há consumo frequente de alimentos altamente calóricos e ultraprocessados, aí sim o contexto favorece o ganho de peso”, diz.

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Nishino destaca também que a qualidade da pizza e suas substituições fazem grande diferença no impacto nutricional. Ele recomenda trocar versões industrializadas por opções artesanais e ajustar a base da massa.

“Uma pizza de mercado geralmente tem mais gordura, sódio e conservantes. Já uma pizza artesanal permite melhor controle dos ingredientes e maior qualidade nutricional”, comenta o nutricionista.

Entre as alternativas mais equilibradas, o especialista cita variações de massa que aumentam o valor nutricional da refeição, como pizzas feitas com massa de batata, mandioca ou couve-flor, além de opções práticas para o dia a dia.

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“Pizzas de frigideira feitas com tortilha ou wraps são alternativas rápidas e mais leves. Também é possível usar massa de batata ou batata-doce, que aumentam a saciedade e melhoram o perfil nutricional da refeição”, orienta Thyago.

O especialista reforça ainda que o equilíbrio está na composição geral da refeição, e não na exclusão do alimento.

“O problema não é a pizza, mas o padrão alimentar. Quando existe equilíbrio ao longo da semana, ela pode sim fazer parte da rotina sem prejuízo para a saúde”, conclui Dr. Thyago Nishino.

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