Pizza pode fazer parte de uma alimentação saudável?

Nutricionista explica por que o ganho de peso está relacionado ao conjunto de hábitos, e não ao consumo isolado do prato

Por Maraísa Bueno 7 jul 2026, 10h00 | Atualizado em 9 jul 2026, 11h36
Mulher jovem de cabelo castanho, blusa azul e avental listrado verde e branco, segurando uma fatia de pizza de queijo em cada mão, com expressão pensativa, olhando para a direita
Entenda como a pizza pode sim fazer parte de uma alimentação saudável.  (azerbaijan_stockers/Magnific)
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No dia 10 de julho é celebrado o Dia da Pizza e, com isso, restaurantes disparam promoções para comemorar a data. Mas, será que a pizza pode fazer parte de uma alimentação saudável?

Embora seja, na maioria das vezes, associada ao ganho de peso, a pizza nem sempre merece a fama de vilã. O efeito desse alimento no organismo depende do contexto alimentar de cada pessoa, incluindo rotina, frequência de consumo e qualidade geral da dieta.

Para o nutricionista Dr. Thyago Nishino, a pizza ganhou essa reputação mais pelo padrão de consumo do que pelo alimento em si.

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“A pizza virou vilã porque, na maioria das vezes, ela aparece em momentos de excesso, com combinações muito calóricas e dentro de uma rotina alimentar desbalanceada. Mas, isoladamente, ela não define ganho de peso”, explica.

Segundo o especialista, o ganho de peso está mais relacionado ao padrão alimentar global do que a um alimento específico. Em uma alimentação equilibrada, a pizza pode ser consumida sem impactos relevantes.

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“Se a pessoa mantém uma alimentação saudável no dia a dia, com equilíbrio de nutrientes e boa rotina alimentar, não é a pizza que vai engordar. Agora, se há consumo frequente de alimentos altamente calóricos e ultraprocessados, aí sim o contexto favorece o ganho de peso”, diz.

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Nishino destaca também que a qualidade da pizza e suas substituições fazem grande diferença no impacto nutricional. Ele recomenda trocar versões industrializadas por opções artesanais e ajustar a base da massa.

“Uma pizza de mercado geralmente tem mais gordura, sódio e conservantes. Já uma pizza artesanal permite melhor controle dos ingredientes e maior qualidade nutricional”, comenta o nutricionista.

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Entre as alternativas mais equilibradas, o especialista cita variações de massa que aumentam o valor nutricional da refeição, como pizzas feitas com massa de batata, mandioca ou couve-flor, além de opções práticas para o dia a dia.

“Pizzas de frigideira feitas com tortilha ou wraps são alternativas rápidas e mais leves. Também é possível usar massa de batata ou batata-doce, que aumentam a saciedade e melhoram o perfil nutricional da refeição”, orienta Thyago.

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O especialista reforça ainda que o equilíbrio está na composição geral da refeição, e não na exclusão do alimento.

“O problema não é a pizza, mas o padrão alimentar. Quando existe equilíbrio ao longo da semana, ela pode sim fazer parte da rotina sem prejuízo para a saúde”, conclui Dr. Thyago Nishino.

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