Vitaminas demais também fazem mal?

Excesso de vitaminas pode ser perigoso. Entenda os riscos da automedicação e a importância da orientação profissional

Por Juliany Rodrigues 20 set 2026, 20h00
Colheres de madeira com mirtilos, fatias de kiwi e uma variedade de vitaminas e suplementos coloridos, como cápsulas de óleo de peixe, comprimidos de Caltrate e B-Complex, sobre uma superfície branca
Vitaminas demais também fazem mal?  (Magnific/Magnific)
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Quando suplementadas sem orientação e sem uma necessidade real, as vitaminas podem ter um efeito contrário do esperado, trazendo impactos negativos ao funcionamento do organismo e ao desempenho físico. O excesso pode desencadear prejuízos que vão desde náuseas e sensação de fadiga até problemas no fígado, nos rins e no sistema nervoso.

“O que deveria ser benéfico acaba se transformando em uma complicação. O corpo acumula o excesso e, muitas vezes, os sinais aparecem quando a intoxicação já está instalada”, alerta o Dr. Wandyk Allison, médico integrativo e pós-graduado em endocrinologia, nutrição clínica e metabologia.

Segundo o médico, as vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) são as que mais preocupam, uma vez que são armazenadas no fígado e no tecido adiposo. As hidrossolúveis (C e complexo B) tendem a ser eliminadas pela urina, porém, quando em excesso, também podem provocar danos à saúde.

Quais os sintomas comuns de excesso de vitamina?

Os sintomas mais comuns de excesso de vitamina no corpo costumam incluir:

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  • náuseas e fadiga;
  • queda de cabelo;
  • cálculos renais;
  • alterações hepáticas;
  • arritmias;
  • distúrbios neurológicos.

Como evitar excesso de vitaminas?

Para evitar o excesso de vitaminas no organismo, é crucial ficar longe da automedicação. O uso de suplementações deve ser feito sob indicação profissional e avaliação criteriosa. Exames laboratoriais são fundamentais para descobrir se realmente é preciso ingerir polivitamínicos.

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Além disso, é fundamental desconfiar de megadoses, pois mais não significa melhor. Outro ponto que merece atenção é que suplementos caros não garantem saúde, ou seja, é crucial ter bastante cuidado com modismos e status.

“A hipervitaminose é, muitas vezes, um problema de quem tem acesso. Quanto maior o poder aquisitivo, maior a chance de exagerar. A verdadeira sofisticação é ter segurança”, conclui Allison.

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