Vitaminas demais também fazem mal?
Excesso de vitaminas pode ser perigoso. Entenda os riscos da automedicação e a importância da orientação profissional
Quando suplementadas sem orientação e sem uma necessidade real, as vitaminas podem ter um efeito contrário do esperado, trazendo impactos negativos ao funcionamento do organismo e ao desempenho físico. O excesso pode desencadear prejuízos que vão desde náuseas e sensação de fadiga até problemas no fígado, nos rins e no sistema nervoso.
“O que deveria ser benéfico acaba se transformando em uma complicação. O corpo acumula o excesso e, muitas vezes, os sinais aparecem quando a intoxicação já está instalada”, alerta o Dr. Wandyk Allison, médico integrativo e pós-graduado em endocrinologia, nutrição clínica e metabologia.
Segundo o médico, as vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) são as que mais preocupam, uma vez que são armazenadas no fígado e no tecido adiposo. As hidrossolúveis (C e complexo B) tendem a ser eliminadas pela urina, porém, quando em excesso, também podem provocar danos à saúde.
Quais os sintomas comuns de excesso de vitamina?
Os sintomas mais comuns de excesso de vitamina no corpo costumam incluir:
- náuseas e fadiga;
- queda de cabelo;
- cálculos renais;
- alterações hepáticas;
- arritmias;
- distúrbios neurológicos.
Como evitar excesso de vitaminas?
Para evitar o excesso de vitaminas no organismo, é crucial ficar longe da automedicação. O uso de suplementações deve ser feito sob indicação profissional e avaliação criteriosa. Exames laboratoriais são fundamentais para descobrir se realmente é preciso ingerir polivitamínicos.
Além disso, é fundamental desconfiar de megadoses, pois mais não significa melhor. Outro ponto que merece atenção é que suplementos caros não garantem saúde, ou seja, é crucial ter bastante cuidado com modismos e status.
“A hipervitaminose é, muitas vezes, um problema de quem tem acesso. Quanto maior o poder aquisitivo, maior a chance de exagerar. A verdadeira sofisticação é ter segurança”, conclui Allison.





