BOA FORMA: onde você encontra respostas confiáveis sobre as suas dúvidas de bem-estar BOA FORMA responde Vamos atrás dos melhores especialistas para tirar suas dúvidas

Posso tratar a enxaqueca com procedimentos injetáveis?

Por DR. PAOLO RUBEZ Atualizado em 30 jun 2022, 16h22 - Publicado em 22 jul 2022, 10h00

Sim. Existem basicamente dois tratamentos injetáveis para diminuir as dores de cabeça: a toxina botulínica e a lipoenxertia (injeção de gordura).

Segundo estudo publicado em janeiro de 2019 na Plastic and Reconstructive Surgery, a revista médica oficial da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS), um corpo crescente de evidências apoia a eficácia das injeções de toxina botulínica na redução da frequência das crises de enxaquecas crônicas. A toxina botulínica é usada para prevenir a ocorrência das crises, melhorando a qualidade de vida dos pacientes afetados com tal condição clínica. O tratamento com a toxina botulínica foi autorizado pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) desde 2011 e já foi alvo de diferentes pesquisas científicas no Brasil e exterior comprovando a eficácia do método. Na técnica, é utilizada a toxina botulínica em aplicações que são realizadas em diferentes áreas da cabeça e da região cervical (pescoço). Ela age como um bloqueador neuromuscular, impedindo a contração muscular e, por consequência, a compressão dos nervos sensitivos periféricos. Uma vez que uma das causas da enxaqueca é a compressão dos ramos dos nervos trigêmeo ou occipital, a toxina botulínica impede que isto aconteça.

No caso da lipoenxertia (enxerto de gordura), ela foi apontada em um estudo publicado no Plastic and Reconstructive Surgery – Global Open, como um tratamento de resultados promissores. Nos últimos anos, os cirurgiões exploraram vários caminhos cirúrgicos para melhorar os resultados. E um deles tem relação com a lipoenxertia (enxerto de gordura), que vem sendo usada para aliviar os sintomas da dor neuropática e enxaqueca. O fator de crescimento das células adiposas e o efeito regenerador das células-tronco derivadas do tecido adiposo promovem a angiogênese (formação de novos vasos) e isso melhora a inflamação, além de estimular o reparo de nervos danificados. A gordura é do próprio paciente e é retirada anteriormente, por meio da lipoaspiração. O médico eliminará partes desnecessárias para que a gordura fique limpa e pronta para ser enxertada no local desejado.

Respondido por:

DR. PAOLO RUBEZ: Cirurgião plástico formado pela UNIFESP, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS)

Continua após a publicidade

Publicidade