Quais exercícios tendem a ter mais impacto na produção de testosterona?
Exercícios multiarticulares e com pesos livres tendem a gerar impactos mais significativos quando o assunto é a produção de testosterona. A resposta é mais pronuncia em homens jovens e costuma diminuir com o envelhecimento.
O maior aumento ocorre com movimentos multiarticulares feitos em alta intensidade (70–85% de 1RM), alto volume (múltiplas séries e repetições), curtos intervalos de descanso (60-90 segundos) e recrutamento de grandes grupos musculares.
Quando a testosterona sobe por um curto período após um treino intenso de musculação, o músculo aproveita esse momento para entrar em modo de construção.
Esse hormônio ajuda a ativar processos que favorecem a formação de novas proteínas, fundamentais para o crescimento e o fortalecimento muscular.
Na prática, a testosterona se liga a receptores dentro da célula muscular e envia sinais que estimulam a produção de proteínas musculares, reduzem sinais de perda de massa muscular e ativam células responsáveis pela reparação e crescimento do músculo.
Além disso, ela aumenta substâncias que ajudam o músculo a crescer e se recuperar melhor, como o IGF-1, e bloqueia caminhos que favorecem a atrofia muscular.
A elevação pós-treino é transitória e não causa complicações. Elevações persistentes da testosterona precisam ser investigadas em busca de uso de testosterona exógena ou outros anabolizantes, tumores adrenais, gonadais e outros distúrbios endócrinos.
Patrícia Baines Gracitelli (@medicinadeestilodevida), médica endocrinologista e especialista em Medicina do Estilo de Vida
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