O Reencontro com Si Mesma em Meio ao Caos da Rotina
Em uma vida que começa cedo, acelera rápido e cobra maturidade antes do tempo, é comum perder o contato com quem realmente somos.
Entre mudanças, responsabilidades e pressões externas, muitas mulheres aprendem a funcionar , mas não necessariamente a se escutar. A busca pelo autocuidado, nesse cenário, não surge como tendência, mas como necessidade.
A entrevista deste mês é com Carol Scaff, comunicadora e influenciadora, além de minha aluna há muitos anos. Sua trajetória passa por mudanças intensas desde muito jovem e foi justamente nesse contexto que o Mindfulness e a meditação se tornaram ferramentas de reconexão, equilíbrio e fortalecimento interno.
- Por que você buscou a prática de Mindfulness e meditação?
Lembro muito pouco de mim antes de ter descoberto a meditação, mas lembro que foi um momento muito transformador e crucial na minha vida. Porque era como se eu vivesse no piloto automático.
E teve um momento que senti muito a necessidade de desacelerar um pouco, porque comecei a trabalhar muito cedo (desde os 15 anos), me tornei modelo, fui contratada pela Ford Models, estudei bastante também e me mudei de Cuiabá pro Rio de Janeiro. Muitas mudanças para uma adolescente, né , fui para essa vida de repente.
E me deparei, pela primeira vez, com essa questão da ansiedade. Esse mundo de testes, competições, além de estar em uma cidade grande onde não tinha minha família…
Mas não cuidei disso na época. Lá pelos meus 20 anos, tive acesso a meditação pela primeira vez e aquilo foi um divisor de águas.
- O que mudou na sua vida depois disso?
Estava morando em Miami e comecei a gostar da sensação que a meditação me dava. De parar um pouco o mundo lá fora e poder mergulhar em mim, em quem eu sou de verdade.
E descobri muita coisa aqui dentro, que eu tinha muito mais pra dar do que só a minha imagem, que é o que era muito valorizado na minha profissão. Isso, pra mim, foi mergulhar em uma paz interior muito grande, muito gostosa.
E foi nessa busca que eu te conheci, um anjinho também na minha vida, já tem quase 10 anos. Fiz o curso de Mindfulness e também de Mindful Eating que também foi uma coisa muito profunda, muito interessante que aconteceu comigo.
Onde eu descobri o prazer que dá a gente saborear realmente a comida e estar mais presente na hora de se alimentar. Foi um aprendizado que levo mesmo pra minha vida.
A partir daí, a meditação já fazia mais parte da minha vida e consegui ir aprimorando essas outras áreas do Wellness, me fortalecendo com esses aprendizados, amadurecendo e me sentindo melhor na minha própria pele.
Me sentindo até mais corajosa, menos medrosa. Aprendendo a lidar com essa ansiedade, entendendo que a única coisa que posso controlar sou eu mesma e não os acontecimentos ao meu redor.
Continuei mergulhando no autocuidado e no desenvolvimento pessoal, terminei agora a Mentoria de Reprogramação Mental e Vibracional da Lu que foi incrível, com práticas de EFT , que amo usar nos meus rituais matinais. Sinto uma limpeza muito profunda em crenças, traumas, padrões… é algo assim incrível, a gente fica melhor imediatamente.
- Qual é o maior mito sobre meditação pra você?
Pra mim o maior mito é achar que precisa ter condições perfeitas para meditar, estar em um lugar calmo e tranquilo. Eu acredito muito que independentemente das circunstâncias, se a pessoa quiser de verdade, ela consegue parar por 2 minutinhos, se isolar num cantinho, fechar os olhos, e tentar parar de pensar por esse momentinho, apenas focando na respiração. Essa consciência, esse silêncio no meio do caos, já é meditar. E já traz benefícios incríveis.
Outro mito também é achar que precisa meditar por muito tempo. Você pode começar com apenas 1 min. Depois aumentar pra 2, 3… Até chegar em 5/10 minutos em silêncio. O que importa é para mim na meditação é sentir que estou olhando pra dentro, me conectando com meu ser superior, com a minha luz interior. Só esses minutinhos todos os dias são suficientes para trazer bem-estar e propósito para nossa vida.
- Como você encaixa na sua rotina a prática de Mindfulness e meditação?
Todos os dias pela manhã, eu faço questão de ter pelo menos 10 minutinhos para minha prática de Mindfulness, antes do contato com o mundo exterior. Pra mim, acordar e meditar, sem ver o celular, sem checar notícias, WhatsApp, mídias sociais, é fundamental pra minha qualidade de vida.
Pra isso eu preciso conseguir acordar 15 minutinhos antes dos meus filhos, antes do agito da casa… rs Não é sempre que consigo, mas eu tento ter consistência nesssa dinâmica.
Me sinto uma mãe melhor… Um ser humano melhor pra lidar com as questões do dia a dia, depois que tenho esse momento de conexão comigo mesma, que o silêncio proporciona. É nítida a diferença do meu estado mental e vibracional depois que eu faço meus ciclos de meditação.
Ultimamente tenho feito meditação guiada com seus áudios de reprogramação mental, que me ajuda muito a transformar meus níveis energéticos, e reprogramar minha mente, limpando crenças e padrões que não quero mais guardar, e me ajudando a cocriar a vida dos meus sonhos. Estou realmente colhendo resultados dessas práticas.
- Que reflexão você gostaria de compartilhar com outras mulheres?
Cuidar de nós mesmas, não é apenas cuidar do físico. Da mesma forma como escovamos os dentes todos os dias, frequentamos academia para exercitar nossos músculos, médicos para cuidar da saúde, e dermatologistas para tratar a nossa pele, é extremamente importante cuidarmos da nossa mente.
Quando eu entendi isso, entendi o que é me amar de verdade. A meditação me ajudou a desenvolver o amor próprio. E hoje compreendo que ter esse momento só meu, não é egoísmo, e sim a maior expressão de amor por mim mesma. Se posso dar uma dica é: medite todos os dias, se ame!
Conclusão
A história da Carol revela algo que muitas mulheres vivem, mas poucas nomeiam: a desconexão de si mesmas em meio a uma vida que exige demais e pausa de menos.
Mais do que uma prática, a meditação aparece aqui como um ponto de retorno, um espaço onde é possível se reconstruir, se fortalecer e, principalmente, se reconhecer além dos papéis e das expectativas externas.
Talvez o maior aprendizado não seja desacelerar a vida por completo, mas aprender a criar pausas conscientes dentro dela. Porque, no fim, é nesses pequenos momentos de presença que a gente começa, de verdade, a se encontrar.
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