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Tudo sobre Mindfulness, por Luiza Bittencourt

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O Reencontro com Si Mesma em Meio ao Caos da Rotina

Por Luiza Bittencourt (@luizabittencourtmindful) 27 jun 2026, 18h00
Mulher de cabelos escuros sentada em posição de lótus, olhos fechados e mãos em mudra, vestindo top azul e shorts brancos, meditando em um terraço com vista para uma paisagem verde e casas ao fundo
O Reencontro com Si Mesma em Meio ao Caos da Rotina | (Carol Scaff/Reprodução)
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O Reencontro com Si Mesma em Meio ao Caos da Rotina Priorizar nos meus resultados Google

Em uma vida que começa cedo, acelera rápido e cobra maturidade antes do tempo, é comum perder o contato com quem realmente somos.

Entre mudanças, responsabilidades e pressões externas, muitas mulheres aprendem a funcionar , mas não necessariamente a se escutar. A busca pelo autocuidado, nesse cenário, não surge como tendência, mas como necessidade.

A entrevista deste mês é com Carol Scaff, comunicadora e influenciadora, além de minha aluna há muitos anos. Sua trajetória passa por mudanças intensas desde muito jovem e foi justamente nesse contexto que o Mindfulness e a meditação se tornaram ferramentas de reconexão, equilíbrio e fortalecimento interno.

  • Por que você buscou a prática de Mindfulness e meditação?

Lembro muito pouco de mim antes de ter descoberto a meditação, mas lembro que foi um momento muito transformador e crucial na minha vida. Porque era como se eu vivesse no piloto automático.

E teve um momento que senti muito a necessidade de desacelerar um pouco, porque comecei a trabalhar muito cedo (desde os 15 anos), me tornei modelo, fui contratada pela Ford Models, estudei bastante também e me mudei de Cuiabá pro Rio de Janeiro. Muitas mudanças para uma adolescente, né , fui para essa vida de repente.

E me deparei, pela primeira vez, com essa questão da ansiedade. Esse mundo de testes, competições, além de estar em uma cidade grande onde não tinha minha família…

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Mas não cuidei disso na época. Lá pelos meus 20 anos, tive acesso a meditação pela primeira vez e aquilo foi um divisor de águas.

  • O que mudou na sua vida depois disso?

Estava morando em Miami e comecei a gostar da sensação que a meditação me dava. De parar um pouco o mundo lá fora e poder mergulhar em mim, em quem eu sou de verdade.

E descobri muita coisa aqui dentro, que eu tinha muito mais pra dar do que só a minha imagem, que é o que era muito valorizado na minha profissão. Isso, pra mim, foi mergulhar em uma paz interior muito grande, muito gostosa.

E foi nessa busca que eu te conheci, um anjinho também na minha vida, já tem quase 10 anos. Fiz o curso de Mindfulness e também de Mindful Eating que também foi uma coisa muito profunda, muito interessante que aconteceu comigo.

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Onde eu descobri o prazer que dá a gente saborear realmente a comida e estar mais presente na hora de se alimentar. Foi um aprendizado que levo mesmo pra minha vida.

A partir daí, a meditação já fazia mais parte da minha vida e consegui ir aprimorando essas outras áreas do Wellness, me fortalecendo com esses aprendizados, amadurecendo e me sentindo melhor na minha própria pele.

Me sentindo até mais corajosa, menos medrosa. Aprendendo a lidar com essa ansiedade, entendendo que a única coisa que posso controlar sou eu mesma e não os acontecimentos ao meu redor.

Continuei mergulhando no autocuidado e no desenvolvimento pessoal, terminei agora a Mentoria de Reprogramação Mental e Vibracional da Lu que foi incrível, com práticas de EFT , que amo usar nos meus rituais matinais. Sinto uma limpeza muito profunda em crenças, traumas, padrões… é algo assim incrível, a gente fica melhor imediatamente.

  • Qual é o maior mito sobre meditação pra você?
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Pra mim o maior mito é achar que precisa ter condições perfeitas para meditar, estar em um lugar calmo e tranquilo. Eu acredito muito que independentemente das circunstâncias, se a pessoa quiser de verdade, ela consegue parar por 2 minutinhos, se isolar num cantinho, fechar os olhos, e tentar parar de pensar por esse momentinho, apenas focando na respiração. Essa consciência, esse silêncio no meio do caos, já é meditar. E já traz benefícios incríveis.

Outro mito também é achar que precisa meditar por muito tempo. Você pode começar com apenas 1 min.  Depois aumentar pra 2, 3… Até chegar em 5/10 minutos em silêncio. O que importa é para mim na meditação é sentir que estou olhando pra dentro, me conectando com meu ser superior, com a minha luz interior. Só esses minutinhos todos os dias são suficientes para trazer bem-estar e propósito para nossa vida.

  • Como você encaixa na sua rotina a prática de Mindfulness e meditação?

Todos os dias pela manhã, eu faço questão de ter pelo menos 10 minutinhos para minha prática de Mindfulness, antes do contato com o mundo exterior. Pra mim, acordar e meditar, sem ver o celular, sem checar notícias, WhatsApp, mídias sociais, é fundamental pra minha qualidade de vida.

Pra isso eu preciso conseguir acordar 15 minutinhos antes dos meus filhos, antes do agito da casa… rs Não é sempre que consigo, mas eu tento ter consistência nesssa dinâmica.

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Me sinto uma mãe melhor… Um ser humano melhor pra lidar com as questões do dia a dia, depois que tenho esse momento de conexão comigo mesma, que o silêncio proporciona. É nítida a diferença do meu estado mental e vibracional depois que eu faço meus ciclos de meditação.

Ultimamente tenho feito meditação guiada com seus áudios de reprogramação mental, que me ajuda muito a transformar meus níveis energéticos, e reprogramar minha mente, limpando crenças e padrões que não quero mais guardar, e me ajudando a cocriar a vida dos meus sonhos. Estou realmente colhendo resultados dessas práticas.

  • Que reflexão você gostaria de compartilhar com outras mulheres?

Cuidar de nós mesmas, não é apenas cuidar do físico. Da mesma forma como escovamos os dentes todos os dias, frequentamos academia para exercitar nossos músculos, médicos para cuidar da saúde, e dermatologistas para tratar a nossa pele, é extremamente importante cuidarmos da nossa mente.

Quando eu entendi isso, entendi o que é me amar de verdade. A meditação me ajudou a desenvolver o amor próprio. E hoje compreendo que ter esse momento só meu, não é egoísmo, e sim a maior expressão de amor por mim mesma. Se posso dar uma dica é: medite todos os dias, se ame!

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Conclusão

A história da Carol revela algo que muitas mulheres vivem, mas poucas nomeiam: a desconexão de si mesmas em meio a uma vida que exige demais e pausa de menos.

Mais do que uma prática, a meditação aparece aqui como um ponto de retorno, um espaço onde é possível se reconstruir, se fortalecer e, principalmente, se reconhecer além dos papéis e das expectativas externas.

Talvez o maior aprendizado não seja desacelerar a vida por completo, mas aprender a criar pausas conscientes dentro dela. Porque, no fim, é nesses pequenos momentos de presença que a gente começa, de verdade, a se encontrar.

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