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Terapia e felicidade, com Priscila Conte Vieira

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A psicóloga Priscila Conte Vieira (CRP 08/30418), especialista em psicologia positiva, auxilia você a ter uma vida mais leve e mais feliz!

Como lidar com o brainrot e retomar o controle da sua mente

Por Priscila Conte Vieira
Atualizado em 10 fev 2025, 09h53 - Publicado em 8 fev 2025, 16h00
brainrot o que é e como lidar
Entenda o que é brainrot e aprenda a lidar com ele | (freepik/Freepik)
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Você tem se percebido completamente imerso em um fluxo infinito de conteúdo, pulando de vídeo em vídeo, rolando o feed sem perceber o tempo passar, ou até mesmo repetindo sem parar as mesmas ideias e informações na sua mente? Se sim, você pode estar experienciando o que muitos chamam de brainrot.

O termo brainrot (que pode ser traduzido como “apodrecimento cerebral”) surgiu como palavra eleita de 2024 pelo dicionário Oxford como uma maneira informal e exagerada de descrever o efeito de consumir compulsivamente conteúdos de baixo estímulo cognitivo, como memes, vídeos curtos e discussões superficiais.

Porém, ele foi se popularizando para descrever um estado mental caracterizado pela dificuldade de concentração, pensamentos fragmentados e uma sensação de exaustão mental devido ao excesso de estímulos pouco nutritivos para o cérebro.

E isso está relacionado ao uso excessivo das redes sociais, ao consumo desenfreado de conteúdos virais e à dificuldade de focar em atividades que exigem esforço intelectual contínuo.

Isso acontece porque nosso cérebro tem um viés para buscar recompensas rápidas e fáceis, entretanto, na era digital, nunca houve tantas formas de satisfazer essa necessidade de maneira instantânea.

E quanto mais consumimos esse tipo de conteúdo, mais nosso cérebro se adapta a ele e menos tolerância temos para atividades que exigem esforço mental prolongado, como ler um livro, estudar ou até mesmo ter uma conversa profunda.

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Em um cenário em que estamos sempre correndo para consumir o próximo pedaço de entretenimento, fica difícil desacelerar e focar em atividades que realmente nutrem nossa mente e alma.

Embora o consumo de entretenimento rápido não seja um problema por si só, ele pode trazer impactos negativos quando excessivo. Prejudicando a concentração, reduzindo a capacidade de foco em atividades prolongadas, e diminui a tolerância ao tédio, tornando difícil encontrar prazer em momentos mais lentos.

O excesso de estímulos leva ao esgotamento mental, dificulta a criatividade e favorece pensamentos superficiais. Além disso, pode aumentar a ansiedade, gerar insatisfação constante e comprometer a qualidade do sono devido ao uso excessivo de telas antes de dormir.

Como lidar com o brainrot?

Se você sente que sua mente está constantemente sobrecarregada e dispersa, há maneiras de retomar o controle e cultivar uma vida mais presente e consciente. Aqui estão algumas dicas para lidar com o brainrot:

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Pratique o consumo consciente, com intenção

Em vez de apenas rolar o feed sem propósito, pergunte-se: “Por que estou consumindo este conteúdo? Isso agrega algo positivo para mim?”

Reaprenda a se entediar

Permita-se momentos sem distração, como esperar na fila sem mexer no celular. O tédio pode ser um grande estímulo para a criatividade.

Invista em conteúdos mais profundos

Troque vídeos curtos e memes por livros, documentários e podcasts que expandam seu conhecimento.

Reduza a multitarefa

Tente se concentrar em uma atividade por vez, seja lendo um livro, assistindo a um filme sem mexer no celular ou escrevendo sem distrações.

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Dê espaço para o silêncio

Permita-se momentos de reflexão sem música, vídeos ou notificações.

Pratique atividades criativas

Desenhar, escrever, tocar um instrumento ou cozinhar sem distrações podem ajudar a recuperar a profundidade do pensamento.

Valorize o mundo real

Conecte-se com pessoas cara a cara, observe o ambiente ao seu redor e resgate o prazer das interações humanas autênticas.

O brainrot pode ser um reflexo do mundo digital acelerado em que vivemos, mas isso não significa que estamos fadados a uma vida de distração constante.

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Ao adotarmos hábitos mais conscientes, podemos recuperar nossa capacidade de foco, reflexão e criatividade. Nosso cérebro é plástico e adaptável e, com escolhas mais intencionais, podemos cultivá-lo para uma vida mais rica, equilibrada e presente.

Que tal começar hoje? Escolha uma das dicas e experimente aplicá-la na sua rotina. Pequenos passos podem trazer grandes mudanças na forma como sua mente se sente e responde ao mundo ao seu redor!

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