Então é Natal… e o que você fez?
Essa pergunta costuma chegar no fim do ano como uma cobrança cruel sobre tudo o que deveríamos ter feito, conquistado, alcançado.
Como se a vida precisasse sempre de resultados impactantes para ser validada. Como se apenas metas batidas, números altos e grandes anúncios merecessem aplauso.
Mas hoje, quero te convidar a olhar para essa pergunta com mais gentileza. Então é Natal… e talvez a resposta mais honesta, mais profunda e mais verdadeira seja: “Eu cheguei até aqui. Eu sobrevivi.” E isso não é pouco. Isso é muito!!!
Há anos que não são apenas desafiadores mas exaustivos. Anos em que manter-se de pé já exigiu uma força que ninguém viu. Anos em que sorrir foi um ato de coragem, levantar da cama foi uma vitória silenciosa, continuar foi um gesto diário de resistência.
Sobreviver a um ano difícil é, sim, uma grande conquista! Mesmo que você não tenha mudado de cargo. Mesmo que a conta bancária não tenha crescido como esperava. Mesmo que os planos tenham sido adiados, alterados ou desfeitos.
Talvez você tenha aprendido a se comunicar melhor. Talvez tenha colocado um limite que nunca conseguiu antes. Talvez tenha se afastado do que te fazia mal ou se aproximado mais de quem te faz bem.
Talvez tenha criado uma rotina mais possível. Talvez tenha aprendido a pedir ajuda. Talvez tenha se permitido descansar um pouco mais. Talvez tenha falhado… e mesmo assim continuado.
E isso tudo conta. Conta muito!!!
O Natal não precisa ser apenas sobre o que foi conquistado externamente. Ele deveria ser sobre o que foi sustentado internamente. Sobre as pequenas escolhas que, somadas, mantiveram você vivo, inteiro, tentando, continuando.
Antes de se cobrar mais uma vez, que tal se perguntar com carinho: O que em mim mudou? O que amadureceu? O que aprendi a fazer diferente?
Para te ajudar nesse exercício de reconhecimento sem dureza, sem comparação, deixo aqui algumas reflexões para você celebrar as pequenas e grandes conquistas da vida. Porque, sim, o que você já fez foi muito.
- Que limites eu comecei a respeitar, ainda que de forma imperfeita?
- De que formas eu cuidei mais de mim no dia a dia, mesmo nas pequenas coisas?
- Que relações eu fortalecei ou tive coragem de repensar?
- O que eu aprendi sobre mim nos momentos de dor, cansaço ou frustração?
- Que hábitos simples tornaram meus dias um pouco mais felizes?
- Que padrões antigos eu questionei, mesmo que ainda não tenha conseguido mudar totalmente?
- Em quais momentos eu escolhi continuar, mesmo sem certeza de nada?
- Se eu olhasse para mim com mais compaixão, do que eu me orgulharia hoje?
Talvez não seja sobre chegar onde você imaginou, talvez seja sobre reconhecer que, apesar de tudo, você chegou! Você fez o que pôde, com os recursos que tinha, no contexto que existia. E isso é digno de respeito. De honra. De celebração!
Então, neste fim de ano, que você possa trocar a cobrança pelo reconhecimento e que esse seja um fim de ano mais leve.
___________________________________________________________________
Oi, eu me chamo Priscila Conte Vieira, mas pode me chamar de Pri! Sou psicóloga, palestrante e mentora. Atuo na psicologia clínica, sou especialista em Psicologia Positiva, pós graduanda em Terapia Cognitivo Comportamental, master em autoconhecimento, coach de vida, practitioner em PNL e também criadora do Podcast Respira, não pira (que tal dar uma conferida lá no Spotify?!)
Estarei por aqui todas as semanas, abordando temas da Psicologia Positiva, felicidade, bem-estar e os auxiliando a serem as suas melhores versões, por meio do autoconhecimento e florescimento. Para saber mais sobre mim e me acompanhar no dia a dia, é só me seguir no Instagram! Estou por lá como @priscilaconte__. Te vejo no próximo Sábado! Até mais <3
Acompanhe o nosso WhatsApp
Quer receber as últimas dicas e matérias incríveis de Boa Forma direto no seu celular? É só se inscrever aqui, no nosso canal no WhatsApp.





