Atividade física ajuda na concentração?

Entenda a ciência por trás da conexão entre exercícios e aprimoramento da sua concentração, memória e funções cognitivas.

Por Juliany Rodrigues 4 jun 2026, 14h00
Mulher negra sorrindo, com fones de ouvido e faixa na cabeça, fazendo barra em um parque ao pôr do sol
Atividade física ajuda na concentração? | (Magnific/Magnific)
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O sedentarismo faz muito mal tanto para a parte física quanto mental, sendo que seus prejuízos incluem desde o aumento do risco de desenvolvimento de doenças crônicas até a piora da produtividade, do foco e da concentração. Quem tem um estilo de vida ativo tende a apresentar melhores níveis de atenção, raciocínio e desempenho cognitivo ao longo do dia.

“A atividade física reduz o estresse e a inflamação, colabora para a qualidade do sono e regula o humor, criando um ambiente cerebral favorável à função cognitiva, ao foco, à produtividade e à memória“, fala o Dr. Rander Alves, endocrinologista da clínica Les Peaux.

Mas, afinal, por que o hábito de movimentar o corpo é tão benéfico para a concentração? Quais são os efeitos que ele traz para cérebro? Entenda, a seguir, os principais benefícios dos exercícios para essa questão!

Atividade física ajuda na concentração?

Movimentar o corpo favorece a liberação de substâncias como endorfinas, serotonina e dopamina, que além de colaborarem positivamente para a sensação de prazer e bem-estar, desempenham um papel interessante no cuidado com a questão cognitiva.

O aumento na produção desses neutransmissores ajuda na redução do estresse e na regulação do humor, dois fatores que podem fazer toda a diferença para conseguir manter a concentração no dia dia.

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Além disso, treinos regulares auxiliam no fluxo sanguíneo no cérebro, fazendo com que ele funcione de maneira mais eficiente e preservando melhor suas funções ao longo do tempo.

Uma pesquisa da Unicamp reuniu 44 pessoas com comprometimento cognitivo leve e separou elas em dois grupos: um que fez treinos de musculação duas vezes por semana, com intensidade moderada a alta e progressão de carga, e outro que se manteve sem realizar exercícios físicos.

Após seis meses, os resultados mostraram que o primeiro grupo apresentou uma memória verbal melhor, neurônios mais fortes e resistentes e partes do cérebro ligadas ao Alzheimer protegidas contra desgaste. Já o segundo grupo registrou uma piora na saúde cerebral.

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Também vale destacar que a prática de atividades físicas contribui para qualidade do sono, o que pode impactar beneficamente para a concentração no cotidiano. Afinal, dormir mal está entre os motivos mais comuns por trás da dificuldade de foco.

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