Como a prática de atividade física interfere nos hormônios?

Saiba como a atividade física modula seus hormônios, otimiza o metabolismo e quando procurar ajuda médica

Por Maraísa Bueno 10 set 2026, 16h00
Mulher atlética, suada, fazendo prancha no chão de madeira, usando top azul, calça rosa e fones de ouvido brancos. Um celular e uma garrafa de água estão ao lado dela, com uma janela grande ao fundo
Como a prática de atividade física interfere nos hormônios? (drazenzigic/Magnific)
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São muitas dúvidas que envolvem atividades físicas e hormônios, entre elas sobre o quanto a prática de exercícios físicos pode (ou não) interferir no funcionamento hormonal do corpo. Embora provoque respostas hormonais importantes, isso não significa que se movimentar “desregule” os hormônios.

O que de fato ocorre é que o exercício tende a atuar como um modulador do funcionamento do organismo, ajudando diferentes sistemas do corpo a trabalhar de forma mais eficiente.

Como o exercício influencia os hormônios

De acordo com a endocrinologista Samille Frota Monte Coelho, o exercício não atua como um interruptor hormonal. Em vez de “regular” diretamente os hormônios, como se fosse um botão de liga e desliga, a atividade física melhora a sensibilidade dos receptores hormonais no organismo.

Isso significa que o corpo passa a responder melhor aos hormônios já produzidos, o que pode trazer benefícios para o metabolismo, a composição corporal e o controle energético.

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Diferentes treinos geram respostas diferentes

Outro ponto importante, segundo Samille, é que cada tipo de treino provoca respostas hormonais diferentes. Os treinos de força, por exemplo, têm papel significativo no estímulo da testosterona e do hormônio do crescimento (GH), além de contribuir para a melhora da sensibilidade à insulina.

Estudos publicados no Journal of Strength and Conditioning Research mostram que o treinamento de resistência está associado a melhorias no metabolismo hormonal e na utilização de glicose pelo organismo.

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Já exercícios aeróbicos prolongados podem aumentar temporariamente a liberação de cortisol, um hormônio ligado à resposta ao estresse. Isso não é necessariamente negativo, desde que o treino esteja equilibrado com recuperação adequada.

Quando investigar possíveis alterações hormonais

Embora o exercício seja geralmente benéfico para o equilíbrio hormonal, situações de excesso de treino, alimentação inadequada ou recuperação insuficiente podem impactar o organismo.

Pesquisas publicadas no Sports Medicine apontam que quadros de treinamento excessivo, conhecidos como “overtraining”, podem alterar respostas hormonais e provocar sintomas como fadiga persistente, queda de desempenho, alterações no sono e irritabilidade.

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Por isso, quando surgem sinais como cansaço extremo, perda de desempenho prolongada ou alterações no ciclo menstrual, por exemplo, é importante buscar avaliação médica para investigar possíveis desequilíbrios.

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Exercício tende a ajudar, não prejudicar

De modo geral, a prática regular e equilibrada de exercícios físicos está associada a melhorias na saúde hormonal, especialmente quando combinada com alimentação adequada e descanso suficiente.

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O treino, portanto, não costuma ser a causa de desequilíbrios hormonais. Na maioria dos casos, ele atua justamente como um fator de proteção para o funcionamento saudável do organismo.

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