Creatina além da academia: 3 benefícios que a ciência está investigando

A creatina vai além da academia. Novos estudos revelam seu potencial para o cérebro, fadiga do sono e como adjuvante na depressão

Por Juliany Rodrigues 16 set 2026, 22h00 | Atualizado em 18 set 2026, 13h49
Três colheres de medida de metal, alinhadas horizontalmente, contêm montinhos de pó branco, provavelmente farinha ou açúcar, sobre uma superfície escura. O pó branco está espalhado ao redor das colheres, criando um efeito de nuvem
Benefícios da creatina além da academia: o que a ciência tem investigado? | (Magnific/Magnific)
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Quando se trata de suplementação e prática de atividades físicas, a creatina se destaca como uma das substâncias mais estudadas e seguras que existem. Ela costuma contribuir positivamente para ganho de força, potência e construção de músculos, desde que combinada ao treinamento de força e à dieta adequada.

Entretanto, o que muitas pessoas não sabem é que, nos últimos anos, a ciência têm investigado outros potenciais benefícios da creatina que não se limitam apenas à questões fitness. Os resultados ainda são parciais e alguns efeitos são mais consistentes do que outros.

A seguir, descubra três frentes que vêm sendo estudadas por pesquisadores e que podem ampliar a compreensão a respeito dos impactos da molécula no organismo:

Benefícios da creatina além da academia: o que a ciência tem investigado?

1. Função cognitiva

O cérebro é um dos órgãos que mais consomem energia no nosso organismo. Ele depende de um suprimento constante de ATP, a principal “moeda energética das células”.

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Ao que tudo indica, a creatina pode ter participação na reciclagem de ATP não apenas nas fibras musculares, mas também nos neurônicos. Com isso, pode colaborar positivamente para o desempenho cognitivo, como mostra uma meta-análise divulgada em 2024 na Frontiers in Nutrition.

A pesquisa reuniu 16 ensaios clínicos randomizados com quase 500 participantes, e concluiu que a suplementação da substância pode desempenhar um papel interessante na atenção, na memória e na velocidade de processamento de informações.

Contudo, ainda são necessários mais estudos para uma confirmação desses efeitos e determinar a influência de fatores como perfil dos participantes, duração da suplementação e a quantidade de creatina monohidratada utilizada.

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2. Redução dos efeitos da fadiga por privação de sono 

Um estudo publicado em 2024 na Scientific Reports apresentou resultados que sugerem que a creatina pode auxiliar na preservação do estado energético do cérebro, mesmo sob privação severa de sono.

3. Apoio no tratamento de depressão

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“A creatina também vem sendo estudada por seu papel no metabolismo energético cerebral em pessoas com depressão”, afirma Ana Cristina Gutiérrez, nutricionista esportiva, Mestre em Nutrição e membro do conselho consultivo de nutrição da Herbalife.

Nesse contexto, o objetivo não é a substituição de antidepressivos, mas sim a suplementação de creatina como uma potencial estratégia complementar.

Um ensaio clínico randomizado publicado no American Journal of Psychiatry mostrou que mulheres com transtorno depressivo maior que receberam creatina associada a um antidepressivo da classe dos ISRS tiveram uma resposta mais rápida e mais intensa ao tratamento em comparação às que usaram apenas o antidepressivo com placebo.

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Os resultados são promissores, mas ainda são requeridas pesquisas maiores para confirmar o efeito da creatina como adjuvante no tratamento de depressão.

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