Caneta emagrecedora: os benefícios da semaglutida que a balança não mostra

Semaglutida: além da perda de peso, a ciência revela potenciais benefícios para o coração, rins, fígado e articulações

Por Juliany Rodrigues 25 out 2026, 14h00 | Atualizado em 25 out 2026, 15h26
Pernas de uma pessoa em pé sobre uma balança de vidro transparente, com unhas dos pés pintadas de laranja. Ela veste calça jeans escura. Ao fundo, um corrimão de madeira com grades brancas e um piso de madeira clara.
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A semaglutida é uma das substâncias encontradas nas famosas “canetas emagrecedoras”, que revolucionaram o tratamento da obesidade e do sobrepeso. Os possíveis benefícios do medicamento têm sido investigados pela ciência, e há evidências que sugerem que a semaglutida pode oferecer efeitos interessantes para a saúde dos órgãos e dos sistemas do corpo, podendo atuar em questões que não se limitam à balança e que englobam mais do que o controle da glicemia.

Um levantamento de estudos clínicos reunidos pela Brace Pharma ajuda a dimensionar o potencial do medicamento. Entre os resultados, está a redução de 20% no risco de morte cardiovascular, infarto ou acidente vascular cerebral (AVC) observada em uma das análises com a molécula.

“É importante explicar com clareza o que esses medicamentos podem oferecer e quais são seus limites. A semaglutida é uma das moléculas de GLP-1 com evidências clínicas mais consolidadas. O avanço da ciência mostra que a discussão sobre essa molécula vai muito além da perda de peso e nós estamos acompanhando de perto essa evolução”, explica Marcelo Neri, diretor executivo responsável pelas empresas de prescrição do Grupo EMS (Brace, Ofta e USK).

A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica passou a recomendar a semaglutida em diferentes contextos clínicos – além da obesidade. Entre os exemplos estão a redução do risco cardiovascular, a insuficiência cardíaca, a doença associada ao acúmulo de gordura no fígado, osteoatrite do joelho e a proteção dos rins.

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Veja os dados apresentados: 

  1. Em pessoas com insuficiência cardíaca, o medicamento foi associado à melhora dos sintomas, das limitações físicas e do desempenho em um teste de caminhada.
  2. Na osteoartrite do joelho, adultos com obesidade e dor moderada a intensa tiveram redução de 41,7 pontos em uma escala de dor de 0 a 100.
  3. Nos rins, uma pesquisa com pessoas com diabetes tipo 2 e doença renal crônica apontou risco 24% menor de eventos graves, como falência renal e morte por causas renais ou cardiovasculares.
  4. Já no fígado, 62,9% dos pacientes tiveram resolução da inflamação sem piora da fibrose.
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