Caneta emagrecedora: os benefícios da semaglutida que a balança não mostra
Semaglutida: além da perda de peso, a ciência revela potenciais benefícios para o coração, rins, fígado e articulações
A semaglutida é uma das substâncias encontradas nas famosas “canetas emagrecedoras”, que revolucionaram o tratamento da obesidade e do sobrepeso. Os possíveis benefícios do medicamento têm sido investigados pela ciência, e há evidências que sugerem que a semaglutida pode oferecer efeitos interessantes para a saúde dos órgãos e dos sistemas do corpo, podendo atuar em questões que não se limitam à balança e que englobam mais do que o controle da glicemia.
Um levantamento de estudos clínicos reunidos pela Brace Pharma ajuda a dimensionar o potencial do medicamento. Entre os resultados, está a redução de 20% no risco de morte cardiovascular, infarto ou acidente vascular cerebral (AVC) observada em uma das análises com a molécula.
“É importante explicar com clareza o que esses medicamentos podem oferecer e quais são seus limites. A semaglutida é uma das moléculas de GLP-1 com evidências clínicas mais consolidadas. O avanço da ciência mostra que a discussão sobre essa molécula vai muito além da perda de peso e nós estamos acompanhando de perto essa evolução”, explica Marcelo Neri, diretor executivo responsável pelas empresas de prescrição do Grupo EMS (Brace, Ofta e USK).
A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica passou a recomendar a semaglutida em diferentes contextos clínicos – além da obesidade. Entre os exemplos estão a redução do risco cardiovascular, a insuficiência cardíaca, a doença associada ao acúmulo de gordura no fígado, osteoatrite do joelho e a proteção dos rins.
Veja os dados apresentados:
- Em pessoas com insuficiência cardíaca, o medicamento foi associado à melhora dos sintomas, das limitações físicas e do desempenho em um teste de caminhada.
- Na osteoartrite do joelho, adultos com obesidade e dor moderada a intensa tiveram redução de 41,7 pontos em uma escala de dor de 0 a 100.
- Nos rins, uma pesquisa com pessoas com diabetes tipo 2 e doença renal crônica apontou risco 24% menor de eventos graves, como falência renal e morte por causas renais ou cardiovasculares.
- Já no fígado, 62,9% dos pacientes tiveram resolução da inflamação sem piora da fibrose.





