Envelhecer com força: como evitar a perda de massa muscular

Envelhecer não impede o ganho de massa muscular

Por Helena Saigh 27 abr 2026, 20h00 | Atualizado em 28 abr 2026, 13h42
Mulher idosa de cabelos brancos e sorriso gentil, vestindo camiseta azul, segura dois halteres verdes à frente, praticando exercícios
Treino, alimentação e recuperação são fundamentais para preservar músculos com o tempo. (shurkin_son/Freepik)
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A perda de massa muscular com o envelhecimento é um processo natural, conhecido como sarcopenia. Mas isso não significa que ela seja inevitável. Com os estímulos certos, é possível preservar, e até aumentar, a massa muscular ao longo dos anos.

 

“Mesmo após os 60 anos, ainda é possível ganhar massa muscular com treinamento de força adequado. O que sabemos pela ciência é que o potencial de ganho tende a ser maior em adultos jovens, mas estudos mostram que pessoas idosas também conseguem aumentar massa e força muscular quando treinam regularmente”, explica Dra. Rachel Cardoso, chefe da especialidade de endocrinologia na Conexa Súde.

Atividades físicas previnem sarcopenia?

Treino de força é essencial

A musculação é o principal estímulo para preservar massa muscular.

Com o passar da idade, o corpo perde eficiência na síntese de proteínas musculares. O treino de força atua diretamente nesse processo, estimulando o crescimento e a manutenção da musculatura.

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Um posicionamento da American College of Sports Medicine mostra que o treinamento resistido é eficaz para aumentar massa e força muscular em adultos mais velhos, mesmo em idades avançadas.

Proteína faz diferença

A alimentação tem papel central.

A ingestão adequada de proteínas ajuda a manter o balanço muscular positivo, especialmente com o avanço da idade. Estudos publicados no Journal of the American Medical Directors Association indicam que uma maior ingestão proteica está associada à preservação de massa muscular em idosos.

Além da quantidade, a distribuição ao longo do dia também influencia esse processo.

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Movimento no dia a dia conta

Não é só o treino que importa.

Manter-se ativo ao longo do dia ajuda a reduzir a perda muscular. Longos períodos de inatividade aceleram esse processo, enquanto o movimento frequente contribui para preservar a função muscular.

Sono e recuperação

A recuperação também entra na equação. É durante o descanso que ocorre a reparação muscular. Com o envelhecimento, alterações no sono podem impactar esse processo.

Pesquisas publicadas no Sleep Medicine Reviews mostram que a privação de sono está associada à redução da síntese proteica muscular.

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Hormônios e envelhecimento

Com o avanço da idade, há redução natural de hormônios como testosterona e GH, que influenciam a construção muscular.

Revisões publicadas no Endocrine Reviews indicam que essas mudanças hormonais contribuem para a perda de massa, mas não impedem adaptações ao treino.

O que a ciência já mostrou sobre envelhecer e treinar

A ideia de que não dá mais para ganhar músculo depois de certa idade não se sustenta.

Estudos clássicos, como o de Fiatarone, publicado no New England Journal of Medicine, mostraram aumento significativo de força e massa muscular em idosos submetidos a treinamento de força.

Isso reforça que o estímulo certo continua funcionando, independentemente da idade.

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