Diabetes tipo 2 e atividade física: por que o hábito é tão importante?

Atividade física: aliada poderosa no controle do diabetes tipo 2, essencial para a remissão e melhora da saúde metabólica

Por Juliany Rodrigues 3 jun 2026, 14h00
Mãos de uma pessoa segurando um glicosímetro branco, com uma fita de teste e uma gota de sangue no dedo indicador, mostrando o resultado 62 mmol/L na tela digital
Diabetes tipo 2 e atividade física: por que o hábito é tão importante? | (Magnific/Magnific)
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A prática de atividades físicas está entre os pilares mais indispensáveis para o tratamento de diabetes tipo 2, sendo um hábito fundamental ate mesmo para alcançar a remissão da doença.

“A remissão ocorre quando os níveis glicêmicos retornam à faixa normal sem necessidade de medicamentos por determinado período, o que reduz o risco de complicações e melhora a qualidade de vida”, explica a endocrinologista e especialista em Neurociências e Comportamento, Dra. Jacy Maria Alves.

A condição se caracteriza pela dificuldade do organismo em usar adequadamente a insulina ou pela produção insuficiente desse hormônio e tem, entre suas causas, fatores como predisposição genética, excesso de peso, alimentação desbalanceada e sedentarismo.

Diabetes tipo 2 e atividade física: por que o hábito é tão importante?

A atividade física está entre os hábitos mais fundamentais para lidar com diabetes tipo 2, desempenhando um papel essencial na prevenção e no controle do problema.

O movimento do corpo ajuda a tratar diabetes tipo 2 por diversos motivos, sendo que os principais incluem a diminuição da inflamação crônica de baixo grau, a melhora da sensibilidade à insulina e o aumento da captação de glicose.

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Durante a atividade física, os músculos chegam a absorver até 10 vezes mais glicose, mesmo na ausência da insulina, revela Rairtoni Pereira, personal trainer e autor do livro “5 Atitudes para cirar o hábitos de se exercitar todos os dias”.

“Durante um treino, os músculos ‘puxam’ o açúcar do sangue para usar como energia, muitas vezes sem precisar de insulina. É como se o exercício criasse um ‘atalho’ para o açúcar entrar nas células”, diz Pereira.

“O exercício também auxilia na perda da gordura corporal e obesidade. Este tem sido um problema que está entre os maiores agravantes na diabetes tipo 2“, completa.

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Treinar regularmente contribui para manter os níveis de glicose estabilizados durante o dia, ajuda no cuidado com a pressão arterial e evita o aumento de colesterol e triglicerídeos.

“Uma sessão de exercícios pode ajudar a manter mais baixos os níveis de glicose por um período de 24 a 48 horas depois de terminar a sessão”, declara o personal trainer.

Nesse sentido, atividade física se destaca como uma medida essencial na redução de riscos cardiovasculares e outras complicações associadas à diabetes tipo 2

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“Para especialistas em saúde, o exercício supervisionado é uma das bases essenciais para o controle de diabetes, sendo frequentemente tão eficiente quanto a ‘administração’ de medicamentos para manter sob controle os níveis de açúcar no sangue”, comenta o autor.

Por fim, vale lembrar que, em casos de diabetes tipo 2, o acompanhamento profissional é considerado ainda mais indispensável para garantir que a atividade física seja realmente vantajosa e segura.

“Para quem tem diabetes, o exercício não pode ser feito de qualquer jeito, pois existem riscos próprios para quem sofre da doença. Por isso, a orientação profissional é essencial”, finaliza Pereira.

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A prática de atividade física: essencial para controle da diabetes

 

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