O que significa ser “falso magro” e como mudar esse cenário?

Entenda o "falso magro": saudável por fora, mas com gordura visceral perigosa. Veja como o músculo é seu aliado

Por Maraísa Bueno 17 set 2026, 16h00
Mulher com top rosa e calça preta medindo a cintura com uma fita métrica azul, em ambiente claro
O que significa ser 'falso magro' e como mudar esse cenário? (stefamerpik/Magnific)
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Você chegou ao seu peso ideal, está com o IMC em dia e pensa que não precisa se preocupar com mais nada relacionado ao seu corpo. Porém, às vezes, você pode parecer saudável por fora, mas, com níveis altos de gordura, o que o faz ser um “falso magro”.

“Muitas pacientes chegam ao consultório celebrando um peso estável, mas a bioimpedância revela uma realidade assustadora: uma porcentagem de gordura visceral altíssima escondida sob uma massa muscular quase inexistente. É a chamada obesidade oculta”, explica a  endocrinologista Fernanda Parra.

Ou seja, o termo “falso magro” descreve uma pessoa que está dentro do peso, mas possui um alto percentual de gordura corporal.

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Gordura visceral: o “órgão doente” que você não vê

Diferente da gordura subcutânea, aquela que incomoda no espelho ou aperta o jeans, a gordura visceral é invisível e letal. Ela se aloja entre os órgãos vitais e funciona como um “órgão endócrino doente”, disparando inflamações constantes pelo corpo. No sedentário magro, esse processo silencioso é o gatilho para doenças graves:

  • Diabetes Tipo 2: A resistência à insulina acontece mesmo sem excesso de peso aparente.
  • Esteatose hepática: O fígado acumula gordura de forma assintomática, podendo evoluir para quadros críticos.
  • Riscos cardiovasculares: As artérias inflamam devido à má composição corporal, aumentando as chances de infarto e AVC.
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Canetas emagrecedoras diminuem o metabolismo?

 

Músculo: o seu “seguro de vida” para não ser um “falso magro”

 

Para mudar esse cenário de ser “falto magro”, Fernanda pontua que o músculo precisa ser resgatado do campo da estética e levado para o campo da sobrevivência.

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“O tecido muscular é o motor do nosso metabolismo e de sobrevivência. Ele consome glicose, regula a saciedade e combate a inflamação. Quando paramos de nos mexer, esse motor desliga, facilitando doenças crônicas,  perda de mobilidade, e menor expectativa de vida”, ressalta.

A profissional ainda destaca que não precisa perseguir os números na balança. “Comece a gerenciar sua composição corporal. A musculação e o consumo estratégico de proteínas não são luxos para atletas, mas sim pilares inegociáveis para quem deseja envelhecer com saúde e vitalidade”.

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O que fazer, então?

Foque na musculação e na alimentação rica em proteínas e baixa em açúcares.

Os treinos ideais para esse tipo de objetivo são os focados em evolução de intensidade, ou seja, aumente regularmente o peso, repetições ou séries, não deixando seu corpo se acostumar com a rotina.

Já na alimentação, diminuir o açúcar vai ajudar a perder peso, mas também não deixe de focar no consumo ideal de proteínas diárias e também de frutas e vegetais (fibras são importantes!). Não deixe os carboidratos de fora, pois eles são fonte de energia para seus treinos.

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