Flávia Alessandra fala sobre mudanças no corpo durante a menopausa: por que emagrecer fica mais difícil?

Flávia Alessandra destaca cuidados na menopausa. Especialista explica mudanças hormonais e como preservar saúde após os 40

Por Maraísa Bueno 28 out 2026, 12h00
Mulher de cabelos castanhos ondulados, maquiagem escura nos olhos e batom nude, vestindo blusa branca de renda com botões perolados e decote, em frente a uma parede de madeira clara
Flávia Alessandra fala sobre mudanças no corpo durante a menopausa: por que emagrecer depois dos 40 pode ser mais difícil? (@flaviaalessandra/Reprodução Instagram)
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Flavia Alessandra tem usado suas redes sociais para levantar um ponto sobre uma fase da vida das mulheres que, por muito tempo, foi cercada de tabus e também de silêncio: a menopausa. Aos 52 anos, a atriz compartilhou alguns dos cuidados que passou a ter na sua rotina, como musculação, alimentação equilibrada, além da preservação da massa muscular.

O relato de Flávia Alessandra sobre a menopausa reacendeu uma discussão que vai muito além da estética: por que o corpo feminino parece responder de maneira diferente aos exercícios e às dietas depois dos 40 anos?

Preservar os músculos se tornou prioridade de Flávia Alessandra

Em uma publicação feita no fim de setembro, Flávia destacou que preservar os músculos se tornou uma de suas prioridades. A atriz também comentou a importância da ingestão adequada de nutrientes e revelou que passou a olhar com mais atenção para as transformações físicas e emocionais dessa etapa.

A preocupação tem fundamento: durante a transição para a menopausa, mudanças hormonais e fatores relacionados ao envelhecimento podem modificar a composição corporal, favorecendo o acúmulo de gordura abdominal e a redução da massa muscular.

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Compreender as alterações no corpo é fundamental na menopausa

Segundo o médico Marco Vilarinho, fundador da MV Clinic Health & Care, em São Paulo, entender o corpo nesse período é fundamental para evitar que mulheres recorram a dietas excessivamente restritivas na tentativa de recuperar o corpo que tinham aos 20 ou 30 anos.

“Depois dos 40 anos, muitas mulheres começam a perceber mudanças que não conseguem explicar apenas pela alimentação. O peso pode aumentar, a região abdominal pode acumular mais gordura e a disposição para atividades físicas pode diminuir. Isso não significa que todas estejam passando pelo mesmo processo, mas mostra a importância de investigar fatores hormonais, metabólicos e comportamentais antes de definir uma estratégia de emagrecimento”, explica o médico.

A perimenopausa, período de transição que antecede a menopausa, pode começar anos antes da última menstruação. Nessa fase, as oscilações dos níveis de estrogênio e progesterona podem provocar alterações no sono, no humor e no ciclo menstrual. Ao mesmo tempo, o envelhecimento natural, a redução da atividade física e a perda progressiva de massa muscular também influenciam o gasto energético e a distribuição de gordura corporal.

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Menopausa pode reduzir a massa muscular: veja como a alimentação ajuda

Um dos pontos que mais merecem atenção é a região abdominal. Com a diminuição dos níveis de estrogênio, pode ocorrer maior tendência ao acúmulo de gordura visceral, aquela localizada ao redor dos órgãos internos e associada a riscos cardiometabólicos. Isso ajuda a explicar por que algumas mulheres percebem mudanças na cintura mesmo sem grandes alterações na balança.

“O número mostrado na balança não conta toda a história. Uma mulher pode manter um peso semelhante ao de anos anteriores e, ainda assim, apresentar redução de massa muscular e aumento de gordura corporal. Por isso, a avaliação deve considerar a composição corporal, a qualidade do sono, a alimentação, a atividade física e as condições clínicas individuais”, destaca Vilarinho.

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Perder peso não significa melhorar a saúde

A preocupação de Flávia Alessandra com a musculatura também chama atenção para um aspecto frequentemente negligenciado no emagrecimento feminino: perder peso não significa necessariamente melhorar a saúde. Dietas muito restritivas podem favorecer a perda de músculos, especialmente quando não existe ingestão adequada de proteínas ou prática de exercícios de resistência.

Além da composição corporal, o sono desempenha um papel importante nesse processo. A própria atriz já relatou episódios de insônia durante a transição hormonal, sintoma que pode afetar a disposição, a concentração e a rotina. No contexto do controle de peso, noites mal dormidas também podem influenciar o apetite, as escolhas alimentares e a capacidade de manter uma rotina de exercícios.

“Quando falamos em emagrecimento nessa fase, precisamos olhar para a mulher de maneira integral. Não adianta recomendar apenas que ela coma menos se existem dificuldades importantes relacionadas ao sono, ao cansaço ou à preservação da massa muscular. O acompanhamento deve identificar o que está interferindo na saúde e construir estratégias que possam ser mantidas a longo prazo”, afirma o médico.

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Dá para ganhar músculo na menopausa?

Isso não significa, entretanto, que toda dificuldade para emagrecer seja causada por um desequilíbrio hormonal ou que a reposição de hormônios seja indicada para perder peso. A terapia hormonal pode ser considerada para determinados sintomas da menopausa, após avaliação de riscos e benefícios, mas não é um tratamento específico para emagrecimento.

Para Marco Vilarinho, o principal desafio está em substituir a busca por soluções rápidas por uma abordagem individualizada, que considere a fase de vida, os hábitos e as necessidades de cada paciente.

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“Meu objetivo é que a mulher não precise olhar para trás desejando voltar aos 20 anos, mas possa viver a melhor fase da sua vida agora, com saúde, maturidade, autonomia e disposição. O emagrecimento, quando necessário, deve fazer parte de um projeto maior de cuidado com a saúde, e não ser o único indicador de bem-estar”, conclui.

Ao falar publicamente sobre a menopausa, Flávia Alessandra ajuda a ampliar uma conversa que ultrapassa a aparência física. Afinal, depois dos 40 anos, a questão não é apenas o que fazer para perder peso, mas como preservar músculos, saúde metabólica e qualidade de vida em um corpo que está passando por transformações naturais.

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