Gisele Bündchen sofre fratura aos 46 anos: até quem treina pode ter ossos frágeis?

Mesmo com um estilo de vida saudável, lesões podem ocorrer. Veja como manter a saúde óssea e muscular, e a importância da recuperação.

Por Juliany Rodrigues 4 nov 2026, 12h00
Gisele Bündchen, com cabelo castanho preso em rabo de cavalo, sorri levemente para a câmera. Ela usa um vestido prateado brilhante de alças finas e brincos longos e pendentes. O fundo é verde-água com detalhes curvos brancos e folhas de palmeira escuras.
Gisele Bündchen sofre fratura aos 46 anos: até quem treina pode ter ossos frágeis? | (Instagram @gisele/Reprodução)
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Aos 46 anos, a modelo Gisele Bündchen é uma das maiores referências de estilo de vida saudável entre as celebridades, sendo adepta de exercícios físicos e de outros hábitos bons ao organismo e ao bem-estar. Recentemente, porém, uma fratura no pé a obrigou a se afastar um pouco da rotina de movimento do corpo. Fotografada em Miami usando muletas e bota ortopédica, a brasileira também teria cancelado sua participação no desfile da Victoria’s Secret, realizado em outubro. O episódio levanta uma questão importante: mesmo quem mantém uma vida fitness está sujeito a lesões e fraturas?

Gisele Bündchen sofre fratura aos 46 anos: até quem treina pode ter ossos frágeis?

Apesar da atividade física ser um pilar crucial para a manutenção da saúde muscular e óssea, a prática regular não elimina completamente o risco de lesões e fraturas. Quedas, torções, impactos e até movimentos repetitivos podem provocar esses problemas, principalmente quando há sobrecarga.

Nesse contexto, a Dra. Gabriela Rossman, especialista em clínica médica e pós-graduada em nutrologia, revela que a preservação da massa muscular é um dos pontos que mais merecem atenção quando o assunto é saúde feminina e envelhecimento.

“Não basta perder quilos rapidamente. Precisamos observar de onde vem essa perda. Quando a mulher emagrece sacrificando massa muscular, pode comprometer a força, a funcionalidade e o controle metabólico. O tratamento deve priorizar a redução de gordura corporal quando necessária, mas também a preservação dos músculos”, orienta.

Para mulheres acima dos 40 anos, é fundamental deixar o olhar ainda mais cuidadoso em relação à preservação de força, resistência e mobilidade. Os treinos de força colaboram para a estabilidade das articulações, melhora do equilíbrio e a redução do risco de quedas.

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Já os exercícios que estimulam a sustentação do peso corporal podem favorecer a manutenção da densidade mineral óssea. O ideal é que as atividades físicas sejam sempre adaptadas à realidade, ao nível de condicionamento, aos objetivos e ao histórico de cada pessoa.

Vale mencionar que a menopausa gera uma queda nos níveis de estrogênio, o que pode intensificar a perda de massa óssea, aumentando as chances de osteopenia e osteoporose ao longo dos anos. Ao mesmo tempo, alterações na composição corporal podem comprometer os músculos.

A saúde deve ser observada além dos efeitos estéticos – e precisa envolver um conjunto de medidas, que incluem exercícios, dieta balanceada e acompanhamento médico.

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“Muitas pessoas acreditam que cuidar do metabolismo significa apenas reduzir calorias. Mas o sono, o estresse e a atividade física também participam desse processo. Dormir pouco pode aumentar a fome e dificultar escolhas alimentares equilibradas. Por isso, precisamos olhar para a rotina de maneira integral”, completa a Dra. Patrícia Gracitelli, endocrinologista.

Padrões alimentares muito restritivos, especialmente quando associados a atividades físicas intensas, podem atrapalhar a ingestão de nutrientes essenciais para músculos e ossos. Cálcio, proteínas e vitamina D são exemplos de compostos que desempenham funções importantes nesses processos.

Recuperação exige paciência

Quebrar um osso pede paciência, e isso vale até para quem não fica um dia sem treinar. Em boa parte das fraturas no pé, o osso começa a se recuperar em cerca de seis a oito semanas, mas há casos que levam três meses ou até mais.

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O tratamento muda de acordo com o local e a gravidade da lesão. Ele pode incluir imobilização, fisioterapia e, em algumas casos, cirurgia.

E não é porque a dor passou que está tudo resolvido. Antes de receber alta, é preciso conferir se o osso realmente se consolidou e como estão os movimentos, a força dos músculos e a capacidade de aguentar peso sem prejudicar a área machucada. Voltar a correr, saltar ou treinar pesado antes da liberação do médico pode atrasar a melhora e aumentar o risco de complicações.

Cuidar do corpo também é respeitar o tempo de recuperação, evitar exageros e lembrar que saúde vai muito além da aparência ou do desempenho nos treinos.

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