O impacto do estresse no emagrecimento feminino

O estresse crônico sabota o emagrecimento! Entenda como o cortisol altera seu metabolismo e promove o acúmulo de gordura abdominal.

Por Juliany Rodrigues 30 abr 2026, 14h00
Mulher jovem, de cabelo castanho preso, sentada em um sofá bege, com a mão direita cobrindo o rosto, expressando tristeza ou preocupação. Ela veste uma blusa azul de alças finas. À direita, um laptop aberto exibe uma tela de e-mail, e ao fundo, uma janela grande revela um prédio moderno e plantas.
O estresse crônico sabota o emagrecimento! Entenda como o cortisol altera seu metabolismo e promove o acúmulo de gordura abdominal. | (freepik/Freepik)
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O gerenciamento do estresse deve fazer parte de um emagrecimento saudável e duradouro. Mais do que treinar regularmente e se alimentar bem, é preciso cuidar das próprias emoções para garantir que o processo ocorra de um jeito leve e sustentável.

No nosso organismo, há uma substância chamada cortisol, que, quando em equilíbrio, desempenha funções cruciais, como controle da pressão arterial, auxílio no sistema imunológico e regulação do ciclo sono-vigília.

Entretanto, o estresse excessivo faz com que os níveis dela “disparem”, o que resulta em uma série de consequências negativas, favorecendo, por exemplo, o aumento do apetite por alimentos calóricos, o má funcionamento do metabolismo e o acúmulo de gordura abdominal.

“Ele literalmente sequestra seu metabolismo, programando seu corpo para armazenar gordura em vez de queimá-la’’, comenta o nutricionista funcional Diogo Cirico, responsável técnico pela Growth Supplements. ‘’Não é falta de força de vontade, é química cerebral’’, acrescenta. 

O impacto do estresse no emagrecimento feminino

Níveis elevados de cortisol estão associados a diversas alterações maléficas no organismo. O hormônio, quando liberado de maneira excessiva, pode aumentar o apetite e prejudicar o funcionamento do metabolismo.

O estresse crônico ainda tende a desencadear uma exaustão física e emocional, que reduz significativamente o interesse e a disposição por se exercitar, favorecendo o sedentarismo ao longo do tempo.

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“Quando você está exausto, a prática esportiva vira um sacrifício. O estresse te tira a energia e a motivação, e o sedentarismo só piora o quadro metabólico.”

Em relação à fome, o nutricionista afirma que o cortisol pode levar a um maior desejo por alimentos calóricos e palatáveis, por exemplo, doces, frituras e fast-foods.

Isso porque esses itens geram uma sensação de recompensa e prazer no cérebro, funcionando quase como um alívio rápido para o estresse momentâneo.

“Ou seja, você come mais e o corpo gasta menos, acumulando tudo na forma de gordura”,, resume.

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O que fazer para não sentir fome e combater o estresse

O nutricionista explica que a solução para o problema causado pelo estresse não está em atalhos ou em uma caneta mágica. “O foco deve ser no manejo integral do estresse e na mudança de hábitos.’’

Para proteger o metabolismo e o peso, Cirico recomenda que se priorize uma dieta rica em alimentos in natura, variando frutas, vegetais e grãos, além de garantir a ingesta hídrica adequada ao longo do dia.

‘’Outra medida importante é cortar o consumo de açúcar, álcool, sal e gorduras saturadas em excesso”, orienta.

Para gerenciar o estresse e preservar a saúde, é interessante optar por estratégias como terapia, mais tempo com pessoas que você gosta, menos exposição às telas e às redes sociais, dormir bem e se exercitar regularmente.

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“Cuidar da mente, neste caso, é a dieta mais eficaz que existe”, conclui.

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