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O sono e a evolução muscular: o que acontece durante a noite?

O treino não termina quando você sai da academia

Por Helena Saigh
15 jan 2026, 20h00 • Atualizado em 16 jan 2026, 14h15
Mulher dormindo
Durante o sono, o corpo se reorganiza para evoluir. (wayhomestudio/Freepik)
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  • Dormir não é apenas descansar. Durante o sono, o corpo ativa processos essenciais para a recuperação e a adaptação muscular, transformando o estímulo do treino em ganho real de força e desempenho.

    Após o exercício, especialmente o treino de força, as fibras musculares sofrem microlesões. Esse processo é normal e esperado. O que determina a evolução é o reparo dessas fibras, que acontece principalmente durante o sono.

    Um estudo publicado no Journal of Physiology mostrou que a síntese proteica muscular aumenta de forma significativa durante o sono profundo, fase em que o organismo reconstrói os tecidos e fortalece as fibras para o próximo estímulo.

    Hormônios entram em ação à noite

    O sono profundo também é o principal momento de liberação do hormônio do crescimento (GH), diretamente ligado à regeneração muscular. Segundo pesquisa publicada no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, a maior parte da secreção diária de GH ocorre durante o sono de ondas lentas.

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    Além disso, dados do JAMA indicam que a privação de sono reduz os níveis de testosterona, hormônio importante para força, recuperação e manutenção da massa muscular. Ao mesmo tempo, dormir pouco favorece o aumento do cortisol, associado ao catabolismo muscular, como apontam estudos do European Journal of Applied Physiology.

    Dormir mal afeta força e desempenho

    A falta de sono não compromete apenas a recuperação, mas também o desempenho físico. Uma revisão publicada no Sports Medicine associou noites mal dormidas à redução de força, potência muscular e coordenação motora.

    Isso acontece porque o sistema nervoso central depende do sono para reorganizar as conexões responsáveis pela ativação muscular eficiente. Quando esse processo falha, o corpo responde pior ao treino e aumenta o risco de compensações.

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    Qualidade do sono faz diferença

    Não é só a quantidade de horas que importa. A interrupção das fases profundas do sono reduz a liberação hormonal e prejudica a regeneração muscular, mesmo em pessoas fisicamente ativas, segundo revisão do Sleep Medicine Reviews.

    Hábitos como treinar muito tarde, uso excessivo de telas à noite e consumo elevado de cafeína podem interferir nesse processo.

    Dormir também faz parte do treino

    A posição oficial do American College of Sports Medicine reforça que a recuperação, incluindo o sono, é um dos pilares do treinamento eficaz, ao lado de volume, intensidade e frequência.

    Em resumo, músculos não evoluem enquanto você treina. Eles evoluem enquanto você dorme.

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